Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

"Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo"

Nossa Senhora em La Salette

Attende Domine, et miserere, quia peccavimus tibi.

Pax Domini sit semper tecum

Item 4º do Juramento Anti-modernista São PIO X: "Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente" - JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

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Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI”. - Declaração do Pe. Camel.

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Ao negar a celebração da Missa Tradicional ou ao obstruir e a discriminar, comportam-se como um administrador infiel e caprichoso que, contrariamente às instruções do pai da casa - tem a despensa trancada ou como uma madrasta má que dá às crianças uma dose deficiente. É possível que esses clérigos tenham medo do grande poder da verdade que irradia da celebração da Missa Tradicional. Pode comparar-se a Missa Tradicional a um leão: soltem-no e ele defender-se-á sozinho”. - D. Athanasius Schneider

"Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado".- São Francisco de Sales

“E eu lhes digo que o protestantismo não é cristianismo puro, nem cristianismo de espécie alguma; é pseudocristianismo, um cristianismo falso. Nem sequer tem os protestantes direito de se chamarem cristãos”. - Padre Amando Adriano Lochu

"MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses". - Padre Emmanuel

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Crer na Trindade e na Encarnação é absolutamente necessário à salvação


por Ir. Pedro Dimond, O.S.B. - www.igrejacatolica.pt 

O Credo Atanasiano é um dos mais importantes credos da fé católica. Contém um belo resumo da crença católica sobre a Trindade e a Encarnação, que são os dois dogmas fundamentais do cristianismo. Anteriormente às alterações de 1971 à Liturgia, o Credo Atanasiano, que consiste em 40 declarações rítmicas, fora utilizado no ofício dominical por mais de mil anos. O Credo Atanasiano estabelece a necessidade de possuir a fé católica para a salvação. Este credo termina com as seguintes palavras: “Esta é a fé católica, e a não ser que cada um a professe fiel e firmemente, não poderá ser salvo.” Este Credo Atanasiano foi composto pelo próprio Santo Atanásio, como confirma o Concílio de Florença.


Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, sessão 8, 22 de Novembro de 1439, ex cathedra: “Em sexto lugar, oferecemos aos enviados esta compendiosa regra de fé que se segue, composta pelo bem-aventurado Atanásio, que é a seguinte:
“‘Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade. Ora, isto é a fé católica: nós cultuamos um só Deus na Trindade, e a Trindade na unidade; sem confundir as Pessoas nem dividir a substância; pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo, mas a sua glória é igual, e a sua majestade co-eterna (…) E nesta Trindade, nada é primeiro ou último, nada maior ou menor, mas são as três pessoas co-eternas e co-iguais umas com as outras, de forma que, como foi dito anteriormente, em tudo deve ser cultuada tanto a Unidade na Trindade quanto a Trindade na Unidade. Quem, pois, quiser salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.
Mas é necessário para a salvação eterna crer fielmente também na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo… o Filho de Deus, é Deus e homem (…) Esta é a fé católica, e a não ser que cada um a professe fiel e firmemente, não poderá ser salvo.1


A definição acima do concílio ecuménico de Florença sobre o Credo Atanasiano significa que este credo cumpre os requisitos de um pronunciamento da Cátedra de São Pedro (uma declaração ex cathedra). Negar o que se professa no Credo Atanasiano é deixar de ser católico. O credo declara que quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica e crer na Trindade e na Encarnação. Atentemo-nos bem à frase “quem quiser salvar-se” (quicunque vultsalvus esse).


 Esta frase é sem dúvida produto e inspiração do Espírito Santo. Diz-nos que todos os que podem “querer” devem crer nos mistérios da Trindade e da Encarnação para salvar-se. Isto não inclui os bebés e aqueles que estão abaixo da idade da razão, uma vez que estes não podem querer! As crianças são contadas entre os fiéis católicos, desde o momento em que recebem a fé católica no Sacramento do Baptismo. Mas, estando abaixo da idade da razão, não podem fazer qualquer acto de fé nos mistérios católicos da Trindade e da Encarnação, um acto que é absolutamente necessário para a salvação de todos os que se encontram acima da idade da razão (para todos os que queiram salvar-se). Não é notável como Deus fraseou o ensinamento deste credo infalível sobre a necessidade da fé nos mistérios da Trindade e da Encarnação de maneira a não incluir os bebés? O credo, portanto, ensina que todos os que estão acima da idade da razão devem conhecer e crer nos mistérios da Trindade e da Encarnação para salvar-se — sem excepções. Este credo, portanto, destrói a teoria da ignorância invencível (que afirma que uma pessoa acima da idade da razão pode salvar-se sem conhecer a Cristo ou a verdadeira fé) e, ademais, torna aqueles que a pregam incapazes de professar este credo com honestidade.


E o facto de que ninguém que queira salvar-se o possa sem o conhecimento e a crença nos mistérios da Trindade e a Encarnação é o motivo pelo qual o Santo Ofício, sob o Papa Clemente XI, respondeu que um missionário deve, antes de baptizar, explicar a um adulto que esteja moribundo estes mistérios que são absolutamente necessários.


Resposta do Santo Ofício ao bispo de Quebec, 25 de Janeiro de 1703:
“P. Se, antes de conferir o baptismo a um adulto, o ministro está obrigado a explicar-lhe todos os mistérios da nossa fé, particularmente se estiver moribundo, pois isto poderia perturbar a sua mente. Ou se é suficiente que aquele que estiver moribundo prometa instruir-se assim que recuperar da doença, de forma a poder pôr em prática o que lhe foi ordenado.
“R. Uma promessa não é suficiente; pelo contrário, está o missionário obrigado a explicar a um adulto, mesmo a um moribundo que não esteja totalmente incapacitado, os mistérios da fé que são necessários, por uma necessidade de meios, como o são principalmente os mistérios da Trindade e da Encarnação.2


No mesmo documento, foi feita outra pergunta que foi respondida de maneira semelhante.


Resposta do Santo Ofício ao bispo de Quebec, 25 de Janeiro de 1703:
“P. Se é possível a um adulto rude e analfabeto, como pode suceder com um bárbaro, ser baptizado se lhe fora dado apenas um entendimento de Deus e de alguns de Seus atributos, (…) mesmo que não creia explicitamente em Jesus Cristo.
“R. Um missionário não deve baptizar alguém que não creia explicitamente em Nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, está obrigado a instruí-lo em tudo o que é necessário, por uma necessidade de meios, conforme a capacidade daquele que está para ser baptizado.”3


O dogma de que a crença na Trindade e na Encarnação é absolutamente necessária a todos os aqueles acima da idade da razão para se salvarem também é o ensinamento de São Tomás de Aquino, do Papa Bento XIV e do Papa São Pio X.


São Tomás de Aquino, Summa Theologica: “Porém, após a graça ter sido revelada,tanto os instruídos como os simples estão obrigados a ter fé explícita nos mistérios de Cristo; principalmente naquilo que é observado por toda a Igreja e é publicamente proclamado, tal como os artigos que se referem à Encarnação, aos quais já nos referimos.”4


São Tomás de Aquino, Summa Theologica: “E consequentemente, mesmo após a graça ter sido revelada, todos estão obrigados a crer explicitamente no mistério da Trindade.”5


Papa Bento XIV, Cum religiosi, #1, 26 de Junho de 1754: “Não pudemos alegrar-mo-nos, no entanto, quando Nos foi posteriormente informado que, no curso preparatório de instrução religiosa para a confissão e para a santa comunhão, descobria-se frequentemente que essas pessoas eram ignorantes dos mistérios da fé, inclusive daqueles aspectos que devem ser conhecidos por necessidade de meios; em consequência, não estavam habilitados a participar dos sacramentos.”6


Papa Bento XIV, Cum religiosi, #4: “Cuide que cada ministro aplique cuidadosamente as medidas estabelecidas pelo santo Concílio de Trento (…) que os confessores devem cumprir esta parte do seu dever quando alguém se encontra ante o seu tribunal e não saiba o que deve saber por necessidade de meios para salvar-se…”7


Aqueles que estão acima da idade da razão que ignoram estes mistérios absolutamente necessários da fé católica — mistérios estes que são uma “necessidade de meios” — não podem ser contados entre os eleitos: eis o que confirma o Papa São Pio X.


Papa São Pio X, Acerbo nimis, #3, 15 de Abril de 1905: “E por isso o Nosso predecessor Bento XIV escreveu justamente: ‘Declaramos que um grande número dos condenados às penas eternas sofrem aquela perpétua desgraça por ignoraremos mistérios da fé, que necessariamente devem saber e crer de modo a serem contados entre os eleitos.’”8


Portanto, às pessoas que crêem que a salvação é possível para aqueles que não crêem em Cristo e na Trindade (que é “a fé católica” definida em termos de seus mistérios mais simples): mudem a sua posição e ajustem-na ao dogma católico. Do céu abaixo nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual nós devamos ser salvos (Actos 4:12). Que deixem de contradizer o Credo Atanasiano; e que confessem que o conhecimento destes mistérios é absolutamente necessário para a salvação de todos os que queiram salvar-se! Estas pessoas precisam professar isto firmemente para que elas mesmas possam possuir a fé católica e professar este credo com honestidade, como o fizeram nossos antepassados católicos.


Estes mistérios essenciais da fé católica foram disseminados e ensinados à maioria por meio do Credo dos Apóstolos. Este credo vital inclui as verdades fundamentais sobre Deus Pai, Deus Filho (Nosso Senhor Jesus Cristo — a Sua concepção, crucificação, ascensão, etc.) e Deus Espírito Santo. Inclui também uma profissão de fé nas verdades cruciais acerca da Santa Igreja Católica, da comunhão dos santos, do perdão dos pecados e da ressurreição dos corpos.


Não há Salvação para os membros do islão, do judaísmo e das outras seitas não-católicas heréticas ou cismáticas.



Até agora vimos que é um dogma infalivelmente definido que todos os que morrem como não-católicos, inclusive todos os judeus, pagãos, hereges, cismáticos, etc., não se podem salvar. Eles precisam converter-se para obter a salvação. Devemos agora fazer um breve exame daquilo que a Igreja declarou especificamente acerca de algumas das principais religiões não-católicas, como o judaísmo, o islão e as seitas protestantes e cismáticas orientais. Isto ilustrará, uma vez mais, que aqueles que professam que os membros de religiões não-católicas podem salvar-se, não apenas estão a ir contra as declarações solenes anteriormente apresentadas, mas também contra os ensinamentos específicos citados a seguir.


O ENSINAMENTO CATÓLICO ESPECÍFICO CONTRA O JUDAÍSMO



Os judeus praticam a Antiga Lei e rejeitam a divindade de Cristo e a Trindade. A Igreja ensina o seguinte acerca da cessação da Antiga Lei e sobre todos os que continuam observando-a:


Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, 1441, ex cathedra: “A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e ensina que as prescrições legais do Antigo Testamento, que são divididas em cerimónias, ritos sagrados, sacrifícios, e sacramentos, por terem sido estabelecidas para significar algo no futuro, apesar de naquele período terem sido convenientes para o culto divino, cessaram após a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, quem por estes foi significado, e começaram os sacramentos do Novo Testamento. E que peca mortalmente quem quer que, depois da paixão, ponha nas observâncias da lei a sua esperança, e se submeta a elas como necessárias à salvação, como se a fé em Cristo não nos pudesse salvar sem elas. Ela [a Igreja] não nega, contudo, que desde a paixão de Cristo até a promulgação do Evangelho, estas podem ter sido observadas até que fosse crido que de modo nenhum são necessárias para a salvação; porém, afirma queapós a promulgação do Evangelho, não podem ser observadas sem que resulte a perca da salvação eterna. Então, ela [a Santa Igreja Romana] declara como estranhos à fé de Cristo todos os que desde aquela época (a promulgação do Evangelho) observam a circuncisão, o sábado e os outros requisitos da lei, e afirma que não podem alcançar a salvação eterna.”9


Papa Bento XIV, ex Quo Primum, #61, 1 de Março de 1756: “A primeira consideração é a de que as cerimónias da Lei mosaica foram revogadas pela vinda de Cristo e que não podem ser mais observadas sem pecado após a promulgação do Evangelho.”10


Papa Pio XII, Mystici Corporis Christi, #’s 29-30, 29 de Junho de 1943: “E primeiramente com a morte do Redentor, foi abrogada a antiga Lei e sucedeu-lhe o Novo Testamento… mas no patíbulo, onde morreu, Jesus anulou a Lei com as suas prescrições [Ef. 2:15]… estabelecendo, com o Seu sangue, derramado por todo o género humano, a Nova Aliança. ‘Então,’ diz S. Leão Magno falando da cruz doSenhor, ‘fez-se a transferência da Lei para o Evangelho, da Sinagoga para a Igreja, de muitos sacrifícios para uma única hóstia, tão evidentemente, que ao exalar o Senhor o último suspiro, o místico véu, que fechava os penetrais do templo e o misterioso santuário, se rasgou improvisamente de alto a baixo.’ Portanto na cruz morreu a Lei antiga; dentro em pouco será sepultada e se tornará mortífera…”11


O ENSINAMENTO CATÓLICO ESPECÍFICO CONTRA O ISLÃO



Papa Eugénio IV, Concílio de Basileia, 1434: “… há esperança de que muitos da abominável seita de Maomé, irão converter-se à fé católica.”12


Papa Calisto III, 1455: “Comprometo-me a… exaltar a verdadeira Fé, e extirpar a seita diabólica do réprobo e infiel Maomé [islão] no Oriente.”13


A Igreja Católica considera o islão uma seita “abominável” e “diabólica.” (Nota: o Concílio de Basileia, só é considerado ecuménico/aprovado nas primeiras 25 sessões, como indica a Enciclopédia Católica no vol. IV, “Concílios,” edição inglesa, pp. 425-426). Uma “abominação” é algo detestável à vista de Deus; é algo ao qual Ele não tem qualquer respeito nem estima. Algo “diabólico” é algo que é do Diabo. O islão rejeita, entre muitos outros dogmas, a divindade de Jesus Cristo e a Trindade. Os seus seguidores estão fora do caminho da salvação enquanto continuarem muçulmanos.


Papa Clemente V, Concílio de Viena, 1311-1312: “É um insulto ao nome santo e uma desgraça para a fé cristã que em certas partes do mundo, sob o governo de príncipes cristãos, em que vivem os sarracenos [isto é, os seguidores do islão, também chamados muçulmanos], às vezes separadamente, às vezes em união com os cristãos, os sacerdotes sarracenos, comummente chamados zabazala, em seus templos ou mesquitas, onde os sarracenos se reúnem para adorar o infiel Maomé, com veemência invoquem e exaltem o seu nome a cada dia e em determinadas horas do alto de um lugar… Isto traz descrédito à nossa fé e causa grande escândalo aos fiéis. Estas práticas não podem ser toleradas sem que desagrademos à Majestade Divina. Portanto, com a aprovação do sagrado Concílio, Nós proibimos estritamente a partir de agora essas práticas em terras cristãs. Ordenamos aos príncipes católicos, a todos e a cada um… Devem erradicar essa ofensa de uma vez por todas de seus territórios e assegurarem-se que seus súbditos façam o mesmo, para que assim obtenham a recompensa da felicidade eterna. Eles devem proibir expressamente a invocação pública do sacrílego nome de Maomé… Aqueles que presumem actuar de outra maneira devem ser castigados pelos príncipes por sua irreverência, para que os outros possam sentir-se desalentados a tal atrevimento.”14


Enquanto que a Igreja ensina que aqueles que morrem não-católicos estão condenados à perdição, também ensina que ninguém lhes deve obrigar a receber o Baptismo, porque a crença é um acto livre da vontade.


Papa Leão XIII, Immortale Dei, #36, 1 de Novembro de 1885: “É, aliás, costume da Igreja velar com o maior cuidado para que ninguém seja forçado a abraçar a fé católica contra a sua vontade, porquanto, como observa sabiamente Santo Agostinho, ‘o homem não pode crer senão querendo.’”15


O ensinamento do Concílio de Viena de que os príncipes cristãos devem impor a sua autoridade civil para proibir a expressão da falsa religião do islão demonstra, uma vez mais, que o islão é uma falsa religião que leva as almas para o Inferno e que desagrada a Deus.


O ENSINAMENTO CATÓLICO ESPECÍFICO CONTRA AS SEITAS PROTESTANTES E CISMÁTICAS



A Igreja Católica também ensina que as pessoas baptizadas que aderem às seitas heréticas ou cismáticas perderão as suas almas. Jesus fundou a sua Igreja sobre São Pedro como já vimos, e declarou que todo aquele que não escute a Igreja deve ser considerado como gentil e publicano (Mateus 18:17). Ele também ordenou a seus discípulos a observarem “todas as coisas” que Ele lhes havia ordenado (Mateus 28:20). As seitas cismáticas orientais (como a “ortodoxa”) e as seitas protestantes, são fundadas no rompimento com a Igreja Católica. Ao separarem-se da única Igreja de Cristo, abandonam o caminho da salvação para enveredarem-se no caminho da perdição.


Estas seitas, pertinaz e obstinadamente rejeitam uma ou mais verdades que Cristo claramente instituiu, como o papado (Mateus 16; João 21; etc.), a confissão (João 20:23), a Eucaristia (João 6:54) e outros dogmas da fé católica. Para que uma pessoa se salve, necessita de dar assentimento a todas as coisas que a Igreja Católica, baseada na Escritura e na Tradição, definiu infalivelmente como dogmas da fé.


Apresentamos abaixo apenas alguns dos dogmas infalíveis da fé católica que são rejeitados pelos protestantes e pelos cismáticos da Igreja “ortodoxa” (no caso do papado). A Igreja “anatematiza” (uma forma severa de excomunhão) a todos os que afirmam obstinadamente o contrário das suas definições dogmáticas.


“Para entender a palavra anátema… primeiro devemos remontar-nos ao verdadeiro significado de herem, do qual esta é o equivalente. Herem vem da palavra haram, cortar, separar, maldizer, e significa aquilo que é maldito e condenado à cisão ou ao extermínio, seja uma pessoa ou coisa, e, em consequência, aquilo que ao homem é proibido fazer uso. Este é o sentido de anátema na seguinte passagem de Deuteronómio VII, 26: ‘Nem em tua casa meterás coisa alguma que seja de ídolo, por não vires a ser anátema, como ele o é também. Detestá-lo-ás como uma imundície, e abomina-lo-ás como as coisas mais hediondas e sórdidas, porque é um anátema.’”16


Portanto, um protestante ou um “ortodoxo oriental” que rejeita obstinadamente estes ensinamentos dogmáticos é anatematizado e separado da Igreja, fora da qual não há salvação. É muito interessante que, ao pronunciar estes cânones dogmáticos, a Igreja diz: “se alguém disser… seja anátema [anathema sit]” ao invés de dizer: “se alguém disser… ele é anátema [anathema est].” Esta qualificação de “seja” deixa espaço para aqueles católicos que possam não estar conscientes de um dogma particular e que se submeteriam ao ensinamento do cânone assim que este lhe fosse apresentado. Porém, a pessoa que é obstinada e que contradiz deliberadamente o ensinamento dogmático da Igreja recebe automaticamente a condenação em toda a sua extensão.


O ponto aqui é este: se alguém pudesse rejeitar estes dogmas e ainda assim salvar-se, então estas definições infalíveis, e seus anátemas que as acompanham, não teriam qualquer sentido, valor ou força. Porém, elas têm sim significado, valor e força — são ensinamentos infalíveis protegidos por Jesus Cristo. Portanto, todos os que rejeitam estes dogmas são anatematizados e caminham rumo à própria condenação.


Papa Pio XI, Rerum omnium perturbationem, #4, 26 de Janeiro de 1923: “O santo não foi outro que Francisco de Sales (…) ele parecia ter sido enviado especialmente por Deus para lutar contra as heresias geradas pela reforma protestante. É nessas heresias que nós descobrimos o início daquela apostasia da Igreja por parte da humanidade, os tristes e desastrosos efeitos que são deplorados, até no momento actual, por toda a mente justa.”17


Papa Júlio III, Concílio de Trento, sessão 13, cânon 1 sobre a Eucaristia, ex cathedra: “Se alguém negar que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia se contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue, juntamente com a Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, todo Cristo; e disser que somente está nele como em sinal, figura, ou virtude: seja excomungado.”18


Papa Júlio III, Concílio de Trento, sessão 14, cânon 3 sobre o Sacramento da Penitência: “Se alguém disser, que aquelas palavras de Nosso Salvador: Recebei o Espírito Santo: aqueles, cujos pecados perdoardes, lhes serão perdoados, e os que retiverdes, serão retidos: se não hão de entender, do poder de perdoar, e reter os pecados no Sacramento da Penitência… seja excomungado.”19


Papa Júlio III, Concílio de Trento, sessão 14, sobre a Extrema-unção e a Penitência: “Isto é o que este Santo Ecuménico Concílio confessa, e ensina, dos Sacramentos da Penitência, e Extrema-Unção; e propõe a todos os fiéis, para que o creiam, e abracem. Quanto aos Cânones, que dá, para que inviolavelmente se guardem, são os seguintes; e os que afirmam o contrário condena, e anatematiza perpetuamente.”20


Papa Júlio III, Concílio de Trento, sessão 6, cap. 16, ex cathedra: Depois desta Doutrina Católica da Justificação, a qual deve cada um fiel firmemente crer, para se poder justificar, resolveu o Santo Concílio ajuntar estes Cânones, para que todos saibam, não só o que devem abraçar, e seguir; mas também o que devem evitar, e fugir.”21


Papa Pio IX, Primeiro Concílio do Vaticano, 1870, sessão 4, cap. 3, ex cathedra: “… todos os fiéis de Cristo devem crer que ‘a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice possuem o primado sobre todo o mundo, e que o mesmo Romano Pontífice é sucessor do bem-aventurado Pedro, príncipe dos apóstolos, e verdadeiro vigário de Jesus Cristo e Cabeça de toda a Igreja… Além disso, ensinamos e declaramos que a Igreja Romana, pela disposição do Senhor, possui o principado de poder ordinário sobre todas as outras… Tal é a doutrina da verdade católica, da qual ninguém pode desviar-se sem que perca a fé e a sua salvação.”22


ACERCA DAQUELES BAPTIZADOS VALIDAMENTE POR MEMBROS DE SEITAS NÃO-CATÓLICAS



A Igreja Católica sempre ensinou que qualquer pessoa (incluindo um leigo ou um não-católico) pode baptizar validamente contanto que esta faça uso da matéria e forma adequada do sacramento e tenha a intenção de fazer o que a Igreja faz.


Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, “Exultate Deo,” 1439: “Todavia, em caso de necessidade, não apenas um padre ou diácono, mas até mesmo um leigo ou leiga; sim, até mesmo um pagão ou um herege pode baptizar, desde que ele preserve a forma da Igreja e tenha a intenção de fazer o que a Igreja faz.”23


A Igreja sempre ensinou que as crianças baptizadas em igrejas heréticas e cismáticas tornam-se católicas, membros da Igreja e sujeitos ao Romano Pontífice, mesmo que tenham sido baptizadas por hereges, que estão fora da Igreja Católica. Isto é porque a criança, estando abaixo da idade da razão, não pode ser um herege ou cismático. Ela não pode ter um obstáculo que previna o Baptismo de torná-la membro da Igreja.


Papa Paulo III, Concílio de Trento, sessão 7, cânon 13 sobre o Sacramento do Baptismo: “Se alguém disser, que os meninos, porque não têm Acto de Fé, depois de receberem o Baptismo, se não devem contar ente os fiéis (…) seja anátema.”24


Isto significa que todas as crianças baptizadas, onde quer que estejam, mesmo aquelas baptizadas em igrejas heréticas não-católicas por ministros hereges, tornam-se membros da Igreja Católica. Elas tornam-se também sujeitas ao Romano Pontífice  como vimos anteriormente. Então, em que momento é que esta criança católica se torna um não-católico — separando-se da Igreja e da submissão ao Romano Pontífice? Chegada a idade da razão, a criança baptizada se torna herege ou cismática, rompe a sua pertença à Igreja e sujeição ao Romano Pontífice quando rejeita obstinadamente qualquer ensinamento da Igreja Católica ou perde a fé nos mistérios essenciais da Trindade e da Encarnação.


Papa Clemente VI, Super quibusdam, 20 de Setembro de 1351: “Perguntamos:Primeiramente, se tu e a igreja dos arménios que te obedece, crêem que todos aqueles que no Baptismo receberam a mesma fé católica e depois se apartaram ou se apartarão no futuro da comunhão da mesma fé da Igreja romana, que é a única Católica, são cismáticos e hereges, se permanecerem obstinadamente divididos da fé desta Igreja romana. Em segundo lugar, perguntamos se tu e os arménios que te obedecem crêem que nenhum homem que ambule fora da fé desta Igreja, e da obediência dos Romanos Pontífices, poderá finalmente salvar-se.”25


Portanto, há que ter claro os seguintes pontos: 1) Os não-baptizados (judeus, muçulmanos, pagãos, etc.) devem todos unir-se à Igreja Católica recebendo o Baptismo e a fé católica ou irão todos se perder. 2) Em relação àqueles que são baptizados enquanto crianças, são católicos, membros da Igreja e sujeitos ao Romano Pontífice pelo Baptismo. Só se separam dessa pertença (que eles já possuem) quando rejeitam obstinadamente qualquer dogma ou creiam algo contrário aos mistérios essenciais da Trindade e da Encarnação. No ensinamento do Papa Clemente VI acima, vemos ensinado claramente este segundo ponto: todos os que recebem a fé católica no Baptismo, perdem essa fé e tornam-se cismáticos e hereges quando eles “se apartam da mesma fé da Igreja romana.”


O facto é que todos os protestantes que rejeitam a Igreja Católica ou os seus dogmas sobre os sacramentos, o papado, etc., separam-se obstinadamente da fé da Igreja romana e e, portanto, deixam de pertencer à Igreja de Cristo. O mesmo aplica-se aos “ortodoxos orientais” que rejeitam obstinadamente os dogmas sobre o papado e a infalibilidade papal. Eles precisam de converter-se à fé católica para se salvarem.




Notas finais:


Decrees of the Ecumenical Councils, Sheed & Ward e Georgetown University Press, 1990, vol. 1, pp. 550-553; Denzinger, The Sources of Catholic Dogma, B. Herder Book. Co., Thirtieth Edition, 1957, 39-40.
Denzinger 1349a.
Denzinger 1349b.
São Tomás de Aquino, Summa Theologica, Pt. II‐II, Q. 2., A. 7.
São Tomás de Aquino, Summa Theologica, Pt. II‐II, Q. 2., A. 8.
 The Papal Encyclicals, by Claudia Carlen, Raleigh: The Pierian Press, 1990, vol. 1 (1740‐1878), pág. 45.
The Papal Encyclicals, vol. 1 (1740‐1878), pág. 46.
The Papal Encyclicals, vol. 3 (1903‐1939), pág. 30.
Denzinger 712.
10 The Papal Encyclicals, vol. 1 (1740‐1878), pág.. 98.
11 The Papal Encyclicals, vol. 4 (1939-1958), pág. 42.
12 Decrees of the Ecumenical Councils, vol. 1, pág. 479.
13 Von Pastor, History of the Popes, II, 346; citado por Warren H. Carroll, A History of Christendom, vol. 3 (The
Glory of Christendom), Front Royal, VA: Christendom Press, pág. 571.
14 Decrees of the Ecumenical Councils, vol. 1, pág. 380.
15 The Papal Encyclicals, vol. 2 (1878‐1903), pág. 115.
16 New Advent Catholic Encyclopedia, newadvent.org, “Anathema.”
17 The Papal Encyclicals, vol. 3 (1903‐1939), pág. 242.
18 O Sacrossanto e Ecuménico Concílio de Trento, Oficina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, 1751, Tomo I, pág. 265; Denzinger 883.
19 O Sacrossanto e Ecuménico Concílio de Trento, Tomo I, pág. 349, 351; Denzinger 913.
20 O Sacrossanto e Ecuménico Concílio de Trento, Tomo I, pág. 347; Denzinger 910.
21 O Sacrossanto e Ecuménico Concílio de Trento, Tomo I, pág. 137; Denzinger 810.
22 Denzinger 1826‐1827.
23 Denzinger 696.
24 O Sacrossanto e Ecuménico Concílio de Trento, Tomo I, pág. 185; Denzinger 869.
25 Denzinger 570b.


Do livro: Fora da Igreja Católica Não Há Absolutamente Salvação

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