Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Pax Domini sit semper tecum

Item 4º do Juramento Anti-modernista São PIO X: "Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente" - JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

____

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI”. - Declaração do Pe. Camel.

____

Ao negar a celebração da Missa Tradicional ou ao obstruir e a discriminar, comportam-se como um administrador infiel e caprichoso que, contrariamente às instruções do pai da casa - tem a despensa trancada ou como uma madrasta má que dá às crianças uma dose deficiente. É possível que esses clérigos tenham medo do grande poder da verdade que irradia da celebração da Missa Tradicional. Pode comparar-se a Missa Tradicional a um leão: soltem-no e ele defender-se-á sozinho”. - D. Athanasius Schneider

"Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado".- São Francisco de Sales

“E eu lhes digo que o protestantismo não é cristianismo puro, nem cristianismo de espécie alguma; é pseudocristianismo, um cristianismo falso. Nem sequer tem os protestantes direito de se chamarem cristãos”. - Padre Amando Adriano Lochu

"MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses". - Padre Emmanuel

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O traje, espelho de uma época?

“Assim revela sua falta de modos, seu despudor estético e uma incompreensão absoluta sobre aquilo que transmite quando usa tênis em celebrações, mesmo em aniversários de infantes ou de imberbes”


Bruno Garschagen

Ler os grandes intelectuais do passado é constatar a degradação do presente. Tendemos a perceber essa degradação nos hábitos e nos comportamentos que mais nos chocam, mas há um elemento fundamental que passa quase sempre despercebido: o vestuário. Plinio Corrêa de Oliveira, hoje quase esquecido, escreveu em 1952 um artigo irretocável sobre “O traje, espelho de uma época”. Num trecho do texto, Plinio extraiu da vestimenta seu elemento imaterial, pois que “de um ponto de vista meramente material”, o traje ao corpo presta somente o serviço de agasalhá-lo ou de “proteger um certo pudor que brota das profundezas do instinto”. Na certeza de que “o homem não é só matéria”, a vestimenta “deve também prestar serviço ao espírito”.

Como? “Por uma propriedade que não é apenas convencional ou imaginativa, mas que crava raízes no âmago da realidade, certas formas, certas cores, as qualidades de certos tecidos, produzem no homem determinadas impressões, que são mais ou menos as mesmas para todos os homens”. Essas impressões, salientou Plinio, produzem nos homens “estados de espírito, atitudes mentais, em certos casos todo um pendor da personalidade”. E é dessa maneira que “pode o homem, por meio do traje, exprimir até certo ponto sua personalidade moral, o que facilmente se pode notar no vestuário feminino, tão apto a espelhar o feitio mental da mulher”.

Dizia eu, porém, acerca do elemento imaterial do traje convocado por Plinio. E ele o faz ao certificar que “quando uma época se preocupa em elevar o homem, é sedenta de dignidade, de grandeza, de seriedade, dispõe o vestuário – comum ou profissional – de maneira a acentuar em cada pessoa a impressão desses valores”. E sim, “será ou tenderá a ser nobre, digno, varonil, o traje de todo homem, desde o soberano até o último plebeu”, como “se nota nos trajes antigos”. O que nos diz a nossa época se analisarmos como nós, brasileiros, nos vestimos?

O que vou dizer agora pode soar um tanto excêntrico e, para alguns, mesmo ofensivo: o brasileiro não se veste, limita-se a cobrir o corpo com as roupas que tiver. Assim revela sua falta de modos, seu despudor estético e uma incompreensão absoluta sobre aquilo que transmite quando usa tênis em celebrações, mesmo em aniversários de infantes ou de imberbes. Inexiste no brasileiro médio, de qualquer classe social, um sentido estético. A roupa é a evidência mais pública dessa ausência de acuidade. Não há nem sentido estético nem a compreensão de que as vestes transmitem dignidade, grandeza, valores, enfim.

A roupa que vestimos mostra o respeito – ou a falta de – que temos por nós mesmos e pelos outros. É um símbolo de certas virtudes materializado na maneira como nos apresentamos em privado e publicamente. Um homem mal vestido, desleixado, que considera o vestuário um supérfluo, que pretere a sua própria dignidade em nome do conforto, pode ser letrado e polido, mas jamais será um homem civilizado, um cavalheiro e, para usar uma expressão esquecida, um gentil-homem.

Uma roupa é apenas uma roupa nesses tempos hodiernos e ordinários. A roupa do lazer serve para visitas sociais e até missa. Os bárbaros ignoram, por exemplo, que ir de bermuda à igreja é tão herético quanto dizer que Leonardo Boff é católico. Vivemos numa época em que o conforto do jeans, camiseta e tênis sobrepõe-se a qualquer preocupação com o ambiente frequentado.

O sentido de adequação dos trajes ao local é raridade. Tornou-se comum indivíduos irem a eventos formais como se estivessem indo à praia ou ao bar. Certa vez, num casamento, um cidadão de camisa polo estendeu a mão para mim; achei que fosse um oficial de Justiça a cumprir o dileto dever de entregar-me alguma intimação judicial por escritos já esquecidos.

“Roupa despojada”, ouço muito esse palavrão desde a juventude. Época em que, sabe-se lá por qual intervenção diabólica, o Rio de Janeiro começou a exportar pedaços de pano desenhados e coloridos como o suprassumo da moda descolada, moda jovem et caterva. Se até os anos 1980 havia na elite social um refinamento que saltava aos olhos, e os homens vestiam-se como homens, hoje é difícil distinguir pelo vestuário certos avôs de 50 anos de seus netos de 15.

Uma roupa não tem a função de exibir a situação econômica de quem a veste. Quem o faz corrompe a simbologia virtuosa que um traje evoca. E será tão menos virtuoso quem gasta fortunas comprando roupas de grife como atestado público de sua conta bancária. Não será menos responsável por seu infortúnio aquele que investe alto num costume de marca famosa e permite que o traje apresente-se como inimigo do próprio corpo.

É cansativo dizer o óbvio, mas faz parte desta época uma certa iliteracia combinada com preguiça ou dislexia. Quero dizer que o vestuário não transforma o pecador em virtuoso, o idiota em sábio. Não é raro que os sujeitos mais torpes tenham cometido as mais graves infâmias vestidos de forma impecável. Trato aqui neste artigo, contudo, de homens dotados de virtudes que as escondem sob os farrapos que ostentam. Muitos deles ignoram esse elemento imaterial que os trajes carregam e exibem. Posto que carecemos de uma elite natural (não econômica, não política) que mostre a responsabilidade e os deveres que ao homem se aplica, tornou-se comum pais que se vestem como os próprios filhos porque estacionaram no processo de maturidade.

Pretendo padronizar o vestuário masculino? Deus me livre e guarde. Defendo o contrário; que a moda juvenil para homens adultos não seja o padrão único a ser emulado e vestido. Até para que eu possa subjugar as gafes voluntárias que costumo cometer com muito gosto e ardor em eventos sociais e familiares.

Fonte: 

Um comentário:

  1. Se vestir bem faz toda diferença no nosso cotidiano.

    ResponderExcluir

Antes de fazer seu comentário, leia: Todo comentário é moderado. Não serão permitidos comentários anônimos sem que contenha a identificação do autor. Comentários ofensivos contra a Santa Madre Igreja não serão aceitos. Comentários de hereges, de pessoas que se dizem ateus, infiéis, de comunistas só serão aceitos se estiverem buscando a conversão e a fuga do erro. De pessoas que defendem doutrinas contra a Verdade revelada, a moral católicas, apoio a grupos ou idéias que ferem, denigrem, agridem,cometem sacrilégios a Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, a Mãe de Deus, seus Anjos, Santos, ao clero, as instituições católicas também não serão aceitos.