Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

"Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo"

Nossa Senhora em La Salette

Attende Domine, et miserere, quia peccavimus tibi.

Pax Domini sit semper tecum

Item 4º do Juramento Anti-modernista São PIO X: "Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente" - JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

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Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI”. - Declaração do Pe. Camel.

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Ao negar a celebração da Missa Tradicional ou ao obstruir e a discriminar, comportam-se como um administrador infiel e caprichoso que, contrariamente às instruções do pai da casa - tem a despensa trancada ou como uma madrasta má que dá às crianças uma dose deficiente. É possível que esses clérigos tenham medo do grande poder da verdade que irradia da celebração da Missa Tradicional. Pode comparar-se a Missa Tradicional a um leão: soltem-no e ele defender-se-á sozinho”. - D. Athanasius Schneider

"Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado".- São Francisco de Sales

“E eu lhes digo que o protestantismo não é cristianismo puro, nem cristianismo de espécie alguma; é pseudocristianismo, um cristianismo falso. Nem sequer tem os protestantes direito de se chamarem cristãos”. - Padre Amando Adriano Lochu

"MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses". - Padre Emmanuel

quarta-feira, 14 de março de 2018

O acólito, muito próximo de Deus



Ninguém precisa ter inveja do acólito, porque todos temos o privilégio de receber em nosso corpo o Santíssimo na Sagrada Comunhão, o que nos transforma, durante uns poucos minutos, em verdadeiros guardiões”.


Christopher Fleming


Uma das maiores realizações em minha vida foi acolitar na Missa Tradicional. Aquele que já acolitou conhece a emoção que o cerca no silêncio na sacristia e o padre começa a paramentar enquanto faz as suas orações; ao ouvir o soar da campainha sai em passos sereno a frente do sacerdote, com as mãos juntas em atitude de oração; trajando a túnica e o sobrepeliz. Ajoelha-se diante do altar com o sacerdote, este prepara o missal em seguida faz o sinal da Cruz e começa a recitar o Salmo 42; “Et introibo al altare dei”.  

O serviço do altar é algo muito importante; é onde se realiza o Santo Sacrifício, sem o qual estaríamos todos perdidos. No sentido físico podemos dizer que o acólito está mais próximo de Deus, mas é inútil se o seu coração está longe dele. Pela responsabilidade envolvida no serviço do altar, o acólito tema uma obrigação especial em viver na graça de Deus e esforçar-se em ser reto em sua conduta. Quando uma paróquia forma um grupo de acólitos, produz um feito benéfico, especialmente para os jovens, exatamente como diz nas Escrituras: O ferro aguça-se com o ferro (Provérbios 27, 17). A camaradagem entre os jovens que acolitam é algo maravilhoso, que deve ser encorada.

O serviço do altar é uma antessala do sacerdócio, um verdadeiro ninho de vocações. Quantos sacerdotes buscam o sacerdócio por ter acolitado quando pequenos! Tradicionalmente é dito que o ofício do acólito e o sacerdócio andam de mãos dadas; porém, uma das ordens menores, infelizmente suprimidas após o Concílio Vaticano II, se chama “acólito”. Foram feitos estudos sobre o tema e sempre sai um dado revelador: a grande maioria dos homens ordenados sacerdotes, antes de entrarem para o seminário haviam servidos como acólitos. Isto é uma verdade nas paroquias do Novus Ordo, muito mais ainda entre as tradicionais.

Um exemplo de amor a Deus demonstrado no serviço do altar é contado por Bernard Tissier de Mallerais em sua biografia de Monsenhor Lefebvre. Quando criança, em sua cidade natal de Tourcoing (França), o jovem acolitava todos os dias na Missa das 6 da manhã. Durante a ocupação alemã na I Guerra foi imposto um toque de recolher, que impedia, ao pequeno acólito, sua assistência na Missa. Sem dúvida, o futuro arcebispo, com 12 anos, antes ficar sem acolitar, arriscou em todas manhãs escapando das patrulhas alemãs, no caminho de sua casa até a igreja. Sem dúvida Deus recompensou essa demonstração de zelo pelo Seu altar!

Sempre foi entendido que servir o altar é para homens. Não que os meninos tenham mais direitos de acolitar que as meninas; no fundo ninguém tem direito de servir o altar do Senhor. É simplesmente questão de cada um ocupar o lugar que lhe corresponde na Igreja. Após as desastrosas reformas litúrgicas do Concílio, entre outros abusos, como a comunhão nas mãos e os ministros extraordinários da Eucaristia, surgiu a novidade das meninas coroinhas. Onde esta prática tenha sido implantada, o semeador de vocações, que significava acolitar na Missa, foi arruinado. Perguntamos se a intenção dos modernistas inovadores não era precisamente essa. E há dados sobre isso. Por exemplo, a única diocese nos EUA, onde não permitiram as meninas coroinhas é em Nebraska e a que tem a maior taxa de vocações sacerdotais do país.

O modus operandi dos modernistas foi sempre o mesmo: primeiro, eles tentaram pelo certo. Quando em 1980 João Paulo II, no Inestimabile Donum lhes disse “NÃO”, longe de render-se, passaram a segunda fase: buscar uma brecha por onde pudessem entrar. Em 1983, o novo Código do Direito Canônico foi publicado, e lá encontraram o que queriam: o cânon 230/2, diz:
Os leigos, por deputação temporária, podem desempenhar nas acções litúrgicas a função de leitor; da mesma forma todos os leigos podem desempenhar as funções de comentador, cantor e outras, segundo as normas do direito.

A ambiguidade da expressão “e outras” levou a que plantassem uma dubium (ou dúvida), a qual o Papa respondeu que poderia permitir as mulheres a participarem do serviço no altar. Bastou apenas três anos para que se desse um giro de 180 graus neste assunto! Para mim, a concessão aos modernistas foi uma mostra de covardia por parte de João Paulo II; ao contrário de manter-se firme e defender a sacralidade da liturgia, agiu ao oposto do que falou, “disse isso mas fez aquilo”.

Até o modernista Arcebispo de Paris, o Cardeal Vingt-Trois, disse que quando as mulheres entraram na sacristia para servir ao altar, os homens desapareceram em uma nuvem de pó. Em uma entrevista 2015, o Cardeal Burke explicou que desde o Concílio do Vaticano II a liturgia foi feminizada, e quando os homens veem um ambiente feminino, sentem que o lugar não é para eles. Além disso, o serviço do altar na Missa tradicional requer muita atenção aos detalhes e grande precisão em cada gesto. Nós sabemos que as mulheres são mais detalhistas que os homens, e se alguma vez permitirem que meninas acolitem, não tenho dívidas que seriam melhores que os meninos. Não se trata de quem sairá melhor para acolitar, nem quem temais direitos, mas de manter o serviço no altar exclusivo para os homens, uma tradição de cerca de 4000 anos, desde os tempos do Patriarca Abraão. Um dito popular diz: “Antes de quebrar uma parede, pergunte por que o colocaram ali.”

Uma pessoa que tem escrito coisas profundas sobre o este tema é Alice Von Hildebrand, viúva do eminente teólogo, Dietrich Von Hildebrand. Ela explica que o corpo da mulher é sagrado no sentido mais elevado que o corpo do homem, por ser o tabernáculo da vida. O papel do homem é proteger esse tabernáculo, igual a São José protegeu a Virgem Maria, tabernáculo vivo de Nosso Senhor. Por esta razão é preciso que somente os homens se encarreguem do altar. Ninguém precisa ter inveja do acólito, porque todos temos o privilégio de receber em nosso corpo o Santíssimo na Sagrada Comunhão, o que nos transforma, durante uns poucos minutos, em verdadeiros guardiões.

Christopher Fleming

Tradução: Blog Salve Regina!


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