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21/03/2013

Em qual rebanho o homem está?

Paulo Oliveira
Raros são, na atualidade, aqueles que não fazem parte do imenso rebanho que se alimenta nos pastos da euforia e do prazer, guiados pelos peões da imbecilidade, que insistem em chamar de arte a baixaria que promovem, enquanto seu rebanho chama de felicidade a escravidão em que vive.
            As roupas são minúsculas, as danças são promíscuas, os gestos são obscenos; tudo é válido para cumprir a obrigação de ‘pegar’ mulheres e vale a pena renunciar a qualquer coisa para estar com os amigos e beber até amanhecer, tempo que será preenchido com as lembranças e comentários da prostituição socializada que cada um viveu ou ainda vive e não se arrepende.
            Os menores sinais de uma vida reservada e contemplativa são rejeitados e a busca pela virtude não passa de hipocrisia ou loucura. Importante mesmo é ser “top”, é “tirar foto no espelho para postar no Facebook”, pois o que vale a pena é ter um corpo robusto, mas a alma pode ser a mais vil possível, já que, no rebanho, ninguém vai perceber o lixo interno em que o indivíduo vive. Aliás, quem se importa com a individualidade de uma massa de irracionais que busca desesperadamente integrar-se ao rebanho e seguir o berrante que emite os sons da imoralidade?
            Entregue ao prazer, o homem se esquece quem é e para onde vai. Escravo da louca embriaguez da euforia e preocupado em satisfazer a ditadura dos instintos, o homem não percebe que, desta forma, fica privado daquilo que lhe confere parte de sua dignidade: a razão.
            Mas falar sobre isto é proibido, já que, para tanto, seria necessário analisar as causas mais profundas e assim, restaurar as leis, que de fato puniriam os criminosos; restaurar a família, bem como a autoridade dos pais, que deveriam observar seus deveres; restaurar a educação, que ensinaria valores perenes invés da ideologia do Estado; restaurar as artes, que seriam uma fiel expressão do belo; restaurar a religião, que prestaria o verdadeiro culto que se deve a Deus invés de servir ao homem.
Aparentemente, porém, é inevitável que o homem faça parte de um rebanho. Se for assim de fato, por que insistir em fazer parte do rebanho chefiado por mercenários que fogem quando chega o ladrão, ou estar junto com lobos revestidos de ovelhas, se há a opção de servir fielmente ao pastor que conhece cada um pelo nome e oferece alimento sólido?

Fonte: http://blogdopaulooliveira.wallinside.com/

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