E, em outra parte,
diz que no Vaticano II “a Igreja teve pacificamente sua Revolução de Outubro”
Yves Congar
O Concílio Vaticano
II, é a Revolução Francesa na Igreja. Cardeal Suenens (Hans Kung, tem opinião
similar).
A subversão da
Igreja, operada por um Concílio
Um grande iluminado, o cônego Roca, viu há mais de um século os detalhes
da tentativa de subversão da Igreja e do Papado projetada pela seita maçônica.
Mons. Rudolf Graber em seu livro .Atanásio., cita as obras de Roca (1830-1893),
sacerdote em 1858, cônego honorário em 1869. Excomungado mais tarde, pregou a
revolução e anunciou o advento da sinarquia. Fala a miúdo, em seus escritos, de
uma .Igreja novamente iluminada., que estaria influenciada pelo socialismo de
Jesus e seus Apóstolos. .A nova Igreja, diz ele, que certamente não poderá
guardar nada do ensino e da forma primitiva da antiga Igreja, receberá
entretanto a benção e a jurisdição canônica de Roma.. Roca anuncia também a
reforma litúrgica: .<strong>O culto divino tal como rege a liturgia, o
cerimonial, o ritual, as prescrições da Igreja romana, sofrerão uma
transformação após um concílio ecumênico (...) que lhe devolverá a simplicidade
respeitável da idade de ouro apostólica, segundo o novo estado da consciência
da civilização moderna.. </strong>
Roca especifica os frutos deste concílio: .<strong> .sairá dele
algo que encherá o mundo de estupor e o porá de joelhos ante seu Redentor: a
demonstração do perfeito acordo entre o idealismo da civilização moderna e o
idealismo de Cristo e de seu Evangelho. Será a consagração da Nova Ordem Social
e o solene batismo da civilização moderna.. Ou seja: todos os valores dessa
cultura liberal, serão reconhecidos e canonizados logo após o concílio em
questão. .</strong>
Vejam também o que Roca escreve sobre o Papa: . .Prepara-se um
sacrifício que apresentará uma penitência solene (...).O Papado cairá, morrerá
sob o punhal sagrado forjado pelos Padres do último concílio. O César
pontifical é a hóstia preparada para o sacrifício.. Devemos acreditar que tudo
isto está para chegar, a não ser que Nosso Senhor o impeça! .<strong>Por
fim Roca fala dos novos sacerdotes que aparecerão, chamando-os de
.progressistas.; fala da supressão da batina, do casamento de sacerdotes...
muitas outras profecias! .</strong> Notem como Roca viu bem o papel
determinante para a subversão da Igreja, de um último concílio ecumênico.
Mas não foram somente os inimigos da Igreja que assinalaram os
transtornos que traria consigo um concílio ecumênico reunido em uma época em
que as idéias liberais já haviam penetrado profundamente na Igreja.
Conta o P. Dulac que no consistório secreto de 23 de
maio de 1923, o então Papa Pio XI interrogou os cardeais da Cúria sobre a
oportunidade de convocar um concílio ecumênico. Eram cerca de trinta: Merry Del
Val, de Lai, Gasparri, Boggiani, Billot... Billot dizia: .Não podemos
dissimular a existência de divergências profundas dentro mesmo do episcopado...
que podem dar lugar a discussões que se prolongariam indefinidamente.. Boggiani
recordava as teorias modernistas, das quais dizia: parte do clero e dos bispos
não estão isentos. .Esta mentalidade pode inclinar certos Padres a apresentar
moções e introduzir métodos incompatíveis com as tradições católicas... Billot
é ainda mais preciso: manifesta seu temor de ver o concílio manobrado (sic)
pelos piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já se preparam, como
demonstram certos indícios, para introduzir a revolução na Igreja, um novo
1789.. Do liberalismo a apostasia, a grande tragédia conciliar. Dom
Marcel Lefebvre – Editora Permanência
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