"Não vos admireis que vos chame servos, mas amigos,
pois o servo não se senta à mesa
de seu senhor, mas somente os amigos. Eu vos elegi para que possais dar muitos
frutos e frutos em abundância”, diz o Divino Mestre. E a Igreja sempre ensinou
que o sacerdócio católico – como instituição e como missão divina – é o sal que
salga e a luz que ilumina.
Amigos. A verdadeira amizade consiste na comunhão de ideal alicerçada na fé, na
esperança e na caridade, pois o amigo deve concordar, isto é, ter o mesmo
coração de seu amigo no não querer determinada coisa. Entre amigos deve
existir o mesmo modo de pensar, querer e sentir em Jesus Cristo, o Homem-Deus
que é santo, inocente e impoluto.
Como criaturas de Deus, devemos conquistar o espírito dos homens para a sua
Doutrina e
a sua Lei. Tanto na vida particular quanto na pública, o padre deve refletir santidade diante dos homens, agindo e vivendo como outro Cristo, ou seja, encontrar-se sempre em estado de graça, manter uma vida sobrenatural intensa e assim ganhar almas para Deus Nosso Senhor.
a sua Lei. Tanto na vida particular quanto na pública, o padre deve refletir santidade diante dos homens, agindo e vivendo como outro Cristo, ou seja, encontrar-se sempre em estado de graça, manter uma vida sobrenatural intensa e assim ganhar almas para Deus Nosso Senhor.
Não bastam as aparências, pois se o sacerdote não possui uma vida digna e
santa, não iluminará as almas com os seus exemplos, e suas palavras não
serão acompanhadas da verdadeira unção que faz
frutificar o que ele semeia no íntimo dos corações. É célebre o dito de um
advogado parisiense que foi à cidadezinha de Ars visitar o Pe. Vianney: “Eu vi
Deus num homem”.
Conta-se que numa ocasião, sentindo-se vencido, o demônio afirmou que se
existissem na terra três sacerdotes santos e imbuídos da santidade do Cura
d'Ars, seu reino estaria destruído. Na verdade, a Igreja necessita de santos
sacerdotes, e não de padres demagogos, padres artistas ou padres populistas
para reivindicar e promover a luta de classe fazendo-se de pobres com os pobres.
Para São João Crisóstomo, as mãos do padre devem ser santas e imaculadas,
porque tocar a hóstia consagrada constitui ação tão sublime que exige dele vida
ilibada; sua boca deve estar repleta do fogo espiritual para difundir a palavra
de Deus e conduzir as almas para o Céu; sua língua, tinta do sangue do
Cordeiro, será a força que o conduzirá pela via da cruz e da imolação.
Ainda ontem li em Catolicismo uma análise feita pelo Dr. Plinio Corrêa de
Oliveira em 1954, na qual o arguto pensador católico descrevia a nobre
figura do Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado do saudoso
Papa São Pio X. A exemplo
do imortal Pontífice fustigador da heresia
modernista, o cardeal era um modelo de altivez sobrenatural que nos faz
entender bem a dignidade inefável do Sacerdote, a qual pode refulgir tanto em
um Prelado como ele como no mais modesto Vigário de aldeia.
São
João Batista Vianney foi um padre de aldeia cuja humildade e caridade fazia com
que ele dispensasse a todos uma acolhida encantadora. Suas virtudes tornaram-se
luzes reflexas da humildade pura e da naturalidade perfeita que o
caracterizavam. Ambas se uniam à delicadeza cordial de um santo, como revela
seu biógrafo Francis Trochu.
Narra
o autor que um conhecido jovem de nobre linhagem de Marselha pôde verificar na
pessoa do Cura d’Ars uma finíssima cortesia, uma amabilidade e um requinte que
eram
frutos de sua santidade. Somados
a um acendrado amor de Deus proveniente de sua caridade, representavam a fonte
de sua verdadeira polidez e distinção.
Num
próximo artigo espero dar continuidade à matéria, quando tentarei mostrar aos
leitores que a verdadeira grandeza de uma pessoa não provém de sua
aparência, mas de seu amor à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Nossa, que palavras sábias, precisamos de mais sacerdotes assim.
ResponderExcluirJosé Luiz.