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04/05/2015

Sobre os erros do racismo


Sagrada Congregação dos Seminários
e das Universidades
INSTRUÇÃO 
de 13 de abril de 1938
Sobre os erros atuais
(racismo, panteísmo, etc.)
Aos Reitores das Universidades Católicas,
para que os estudem e refutem cientificamente.

sobre os erros do racismo


[(3) Collectanea Mechliniensia, agosto-setembro de 1938, p. 536. / Esta instrução sobre os erros racistas foi enviada aos reitores das Universidades e Seminários católicos. Na França, foi endereçada especialmente a Sua Eminência, o Cardeal Baudrillart, Reitor do Instituto Católico de Paris (Cf. La Croix, de 11 de maio de 1938).]

Roma, 13 de abril de 1938.
EXCELÊNCIA REVERENDÍSSIMA,
Ano passado, na vigília da Natividade de Nosso Senhor, o augusto Pontífice ditosamente reinante, na sua alocução aos Eminentíssimos Cardeais e Prelados da Cúria Romana, falou com pesar da grave perseguição que sevicia, como todos sabem, contra a Igreja Católica.
A principal aflição do Santo Padre, todavia, vem de que, para desculpar tão grave injustiça, se interponham calúnias impudentes e se difundam por toda parte as doutrinas mais perniciosas, falsamente edulcoradas do nome de científicas, com o fito de perverter os espíritos e deles erradicar a verdadeira religião.

Em face dessa situação, a Sagrada Congregação para os Estudos ordena às Universidades e Faculdades católicas que envidem todos os esforços e atividade para defender a verdade contra a invasão dos erros em voga.
Assim, deverão os mestres aplicar-se com todos os seus recursos a tirar da biologia, da história, da filosofia, da apologética, das ciências jurídicas e morais, armas, para refutar com solidez e competência as asserções insustentáveis a seguir:

1. As raças humanas, por suas características naturais e imutáveis, são tão diferentes entre si que a mais ínfima delas dista mais da mais elevada do que da espécie animal mais elevada.
2. Cumpre por todos os meios conservar e cultivar o vigor da raça e a pureza do sangue; tudo o que conduza a esse resultado é, por esse fato mesmo, honesto e permitido.
3. É do sangue, foco das características da raça, que todas as qualidades intelectuais e morais do homem derivam como de sua fonte principal.
4. Objetivo essencial da educação é desenvolver as características da raça e inflamar os espíritos com um amor ardente pela sua própria raça como bem supremo.
5. A religião está sujeita à lei da raça e a ela deve se adaptar.
6. A fonte primeira e regra suprema de toda a ordem jurídica é o instinto racial.
7. Não existe senão o Cosmos ou Universo, o Ser Vivo; todas as coisas, inclusive o homem, nada mais são do que formas variadas, que se desabrocham ao longo das eras, do Universo vivente.
8. Cada homem não existe senão pelo Estado e para o Estado; tudo o que possui, de fato e de direito, deriva unicamente de uma concessão do Estado.
A estas proposições tão perigosas, poder-se-iam ainda facilmente juntar outras.

O Santíssimo Padre, Prefeito desta Sagrada Congregação, dá como certo que vós, Reverendíssimo Senhor, não negligenciareis nada, a fim de que as prescrições contidas nesta carta surtam pleno efeito.
Desincumbindo-me do dever de dela vos dar parte, exprimo-vos meus sentimentos respeitosíssimos, fazendo humilde vênia com a sagrada púrpura.
De vossa Excelência Reverendíssima, devotíssimo servidor in Christo,


ERNESTO RUFFINI,

Secretário.



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REFERÊNCIA:
Sagrada Congregação dos Seminários e das Universidades, Instrução sobre os erros atuais: racismo, panteísmo, etc., aos Reitores das Universidades Católicas, 13 abr. 1938.

Trad. br. em paralelo com o texto em latim e francês. São Paulo, blogue Acies Ordinata, ed. F. Coelho, abr. 2015: http://wp.me/pw2MJ-2wG

Cf. Actes de S. S. Pie XI. Encycliques, Motu Proprio, Brefs, Allocutions, Actes des Dicastères, etc. Texte latin et traduction française. Tome XVIII (Années 1938-1939). Paris: Maison de la Bonne Presse, 1945, p. 86-88. [Nihil Obstat de 1939 / Imprimatur de 1945].

Via: “liberius.net/livres/Actes_de_S._S._Pie_XI_(tome_18)_000001031.pdf”.


CRÍTICAS E CORREÇÕES SÃO BEM-VINDAS:
f.a.coelho@gmail.com

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