▼

07/04/2017

Sexta-feira depois do Domingo da Paixão - Nossa Senhora das Dores



“Vossa Paixão, Senhor, cravou na alma da Virgem Maria, vossa Mãe, o gládio de dor predito por Simeão”

Duplo maior – Param. brancos
A devoção às dores da Virgem remonta ao século IV, mas uma verdadeira literatura ascética a esse respeito só se formou em 1300. Em 1423 o Concílio de Colônia introduziu na Alemanha a festa das Dores de Nossa Senhora que Bento XIII (1727)¹, fixando-a para toda a sexta-feira depois do Domingo da Paixão, estendeu á Igreja Universal.
A festa de hoje, diversamente da que se celebra em setembro para comemorar o triunfo das dores, relembra o sofrimento e o martírio moral de Maria, durante a Paixão de Jesus. A Igreja quer hoje recordar a Maternidade espiritual de Maria, proclamada do alto da cruz pelo divino Sofredor e que passa quase despercebida na Sexta-feira Santa, em que consideração se dirige ao mistério da Cruz (Ev.).
A liturgia da Missa apresenta-nos a Virgem Dolorosa, qual nova Judite (Lição), aos pés da cruz (Intr., Or., Tr., Seq., Ev., Secr.), oferecendo, juntamente com seu Filho divino, o sacrifício da própria vida pela salvação dos homens (Of., Pós-com.).
Passemos a Semana Santa em companhia da Virgem Dolorosa e partilhemos sua dor, para que nos faça sentir e compreender intima e profundamente a Paixão de Jesus e nos alcance a graça de, mediante uma vida santa, aproveitarmos abundantemente seus frutos copiosos (Seq.).
Missal Romano Cotidiano Latim-Português – Edições Paulinas – 1959


¹ - Papa Bento XIII (1724 a 1730). Pietro Francesco Orsini, teve como parentes os Papas Estevão III (768 a 772), Paulo I (757 a 767), Celestino III (1191 a 1198), Nicolau III (1277 a 1280), Pio II (1458 a 1464) e Pio III (1503 – 27 dias).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diga o que você realmente quer dizer, com sinceridade, mas não com maldade. Todo comentário é moderado.