“Eis algumas destas grandes palavras com as quais
se exalta o sentimento do orgulho humano; tal como um sonho, que arrasta o
homem, sem luz, sem guia e sem auxílio, pelo caminho da ilusão, em que,
esperando o grande dia da plena consciência, será devorado pelo erro e pelas
paixões.” – PAPA SÃO PIO X - NOTRE CHARGE APOSTOLIQUE
Foi Nosso Senhor que o disse: “a
verdade te libertará”. E a Mensagem de Fátima livra-nos de cair à falsidade de
tantos slogans vazios, tantas vezes repetidos hoje em dia. Livra-nos de aderir
ao slogan de que “as Nações Unidas (de princípios ateus) são a última grande
esperança de Paz para a humanidade”. Livra-nos de cair naquele outro que diz
que estamos agora a entrar numa “nova primavera” com o advento do novo milênio.
Livra-nos de acreditar no slogan de que estamos agora no limiar de uma espécie
de “nova civilização do amor”, na qual tanto os Católicos como os membros de
falsas religiões podem atenuar as diferenças entre si, para trabalharem juntos
na construção de um mundo melhor.
(É curioso recordar que, na
realidade, esta noção de que Católicos e não-Católicos poderiam unir-se para
construírem uma espécie de nova “civilização do amor” já tinha sido condenada
pelo Papa São Pio X, quando condenou o movimento SILLON, surgido em França em
1910).
Devemos também frisar que, de ambas
as
Nossa Senhora trouxe a Fátima à
seguinte Mensagem: “Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado
Coração”. Logo, não pode haver nenhuma vitória, não pode haver nenhuma “nova
Primavera” sem que um considerável número de Católicos corresponda
fervorosamente aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima.
(...)
Assim, em conclusão, eu creio que o
Céu quer que a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima esteja no centro da nossa visão
do mundo. Seja o que for que aconteça com a Igreja ou no mundo, nós o
julgaremos bom ou mau, apropriado ou não, com base naquilo que está, ou não
está, em conformidade com as palavras de Nossa Senhora em Fátima.
Em Fátima, a Senhora reforçou
pontos-chaves da doutrina sobre a Fé (Terço; devoção ao Seu Imaculado Coração;
uso do Escapulário marrom; existência do Purgatório; do Céu e do Inferno;
autoridade do Papado; Sacramento da Confissão; valorizar a Divina Eucaristia
que é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo).
Nossa Senhora valorizou,
precisamente, aqueles pontos que SEPARAM os Católicos dos Protestantes,
justamente os pontos que INDIVIDUALIZAM os Católicos em relação a qualquer
outra religião à face da terra. Ela demonstrou que o mais importante é a
VERDADE.
(...)
A Senhora não veio ensinar uma
doutrina nova, nem qualquer compreensão modernizada da doutrina que, de
qualquer outro modo nos fizesse reinterpretar os ensinamentos da Santa Igreja
Católica diferentemente do modo como tem sido ensinados durante 2.000 anos.
Disse-nos Ela que o mundo só
alcançaria a Paz através da obediência ao Seu pedido de Consagração da Rússia
ao Imaculado Coração de Maria; realizada não por Católicos unidos a falsas
religiões, em “orações” comuns pela paz, essas religiões, a própria Nossa
Senhora as proclamou como blasfêmias contra Ela, pelo fato de Nela não
acreditarem. A Consagração pedida foi que o Papa juntamente com todos os Bispos
consagrassem a Rússia ao Imaculado Coração de Maria e somente assim seria
concedido ao mundo algum tempo de Paz.
John Vennari

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