"Vários assassinatos são praticados para eliminar integrantes de grupos rivais. Enfim, vários crimes são decorrentes do crescimento absurdo do consumo e tráfico de drogas."
Paulo
Roberto de Oliveira Santos
Sob
vários pontos de vista, em diversos setores, o Brasil está caótico, agonizante.
Um dos casos mais gritantes é a segurança, ou melhor, a falta dela. A violência
atinge o país de norte a sul, de leste a oeste, ricos e pobres, homens e
mulheres, adultos e crianças, todas as raças.
Há
o drama vivido pelos policiais, que saem para trabalhar sem armamento e sem
treinamento adequado, e além de serem vítimas dos bandidos, ainda são vítimas
de muitos veículos de imprensa e ativistas de direitos humanos, que os acusam
de truculência, violência e tantas outras coisas; já houve proposta de os
policiais só atirarem se forem alvejados primeiro.
Há
o drama vivido pelas crianças, que saem de casa para estudar e são assassinadas
pelas balas perdidas; até mesmo dentro do ventre de suas mães, há crianças
vítimas da violência. Há o drama dos
comerciantes, que fazem de seus estabelecimentos verdadeiras prisões para tentar
evitar os assaltos, mas muitas vezes não tem sucesso.
A
situação é dramática para toda a sociedade brasileira, que apesar de pagar
pesadíssimos impostos, ainda é constrangida a pagar por câmeras, interfones,
blindagem, cerca elétrica e tantas outras medidas extras para tentar viver em
paz, e muitas vezes não tem sucesso.
Grande
parte desta violência relaciona-se com o tráfico de drogas, cujo roteiro é
conhecido por muitos: entra pelas fronteiras, de onde é distribuído para as
cidades, e não apenas os grandes centros; nas cidades, iniciam-se guerras entre
traficantes e seus aliados pela hegemonia da venda das drogas. Inúmeros roubos
ou furtos são realizados para financiar atividades deste tipo, ou para pagar
dívidas e poder consumir mais. Vários assassinatos são praticados para eliminar
integrantes de grupos rivais. Enfim, vários crimes são decorrentes do
crescimento absurdo do consumo e tráfico de drogas.
Nos
Estados Unidos, Trump quer ampliar o muro na fronteira com o México, cuja
construção foi iniciada por seu rival partidário, Bill Clinton, e investir na
segurança da fronteira na mesma medida que seu antecessor e também rival de
partido, Barack Obama. O intuito é proteger sua população, já que o principal
meio de entrada de drogas nos Estados Unidos é pelo México. Enquanto burocratas
e ideólogos brasileiros criticam tal medida, as fronteiras do Brasil estão
escancaradas para as drogas e todo tipo de desgraça que elas trazem para o
Brasil.
Obviamente,
não são apenas as drogas as culpadas pela violência. De uma forma geral, é a
falta de moral que leva as pessoas a tanta brutalidade e aberrações. E isso
evidencia novamente o drama do Brasil: um povo sem moral, sem educação,
imbecilizado pela doutrinação ideológica promovida pela educação estatal; um povo
vítima do mínimo desenvolvimento da inteligência, que não conhece ou se
interessa pela verdade, pelo bem, e pelo belo; sem a razão bem desenvolvida, é
impossível conhecer o bem verdadeiro, e sem tal conhecimento, é impossível
inclinar a vontade a praticar esse bem. Desta forma, o que sobra é a vida
animalesca, brutal, imoral, que leva necessariamente à criminalidade e
imoralidades diversas.
Dramática, caótica e agonizante é a situação do
Brasil: enquanto os responsáveis por governar a pátria recebem salários
nababescos, e não contentes, ainda desviam o dinheiro público, o povo sofre com
a violência; enquanto os burocratas e ideólogos se ocupam em sua doutrinação, o
povo se aprofunda em sua ignorância; enquanto os políticos e empresários ganham
dinheiro e poder através de barganhas políticas e interesses eleitoreiros, o
povo morre por falta de hospitais decentes. Que o povo brasileiro se levante
contra tudo isso e, com a graça e auxílio de Deus, pela intercessão de Nossa
Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, possamos voltar a ser a Terra
de Santa Cruz.

Bem, eis os problemas expostos e a cena elaborada, mas, de fato, dentro de um País que assiste inerte a última votação na CCJ, o que esperar? A pior violência, acredito, é a que parte de cima para baixo. Vivemos o efeito de uma crise do descobrimento: onde o povo ainda hoje vende sua dignidade por pedaços de espelho que refletem o que sabemos, realmente, a mudança não beneficiaria grupos e elites no poder e, tão pouco, renderia milhões a alguns poucos que estiveram/estão/ estarão no poder. O reino justo é possível quando o governante for justo. O que me entristece ao olhar além das janelas.
ResponderExcluirPara onde quer que se olhe hoje, só vemos o mal. E não há perspectiva alguma de melhora, ao menos do ponto de vista humano. As profecias apocalípticas parecem cumprir-se.
ResponderExcluirPodem os nossos tempos não serem os últimos?
Não raro me assalta uma imensa vontade de ir viver em algum lugar isolado, uma vida simples de oração, estudo e trabalho. Viver servindo a Deus.
ResponderExcluirViver longe da moderna sociedade, ateísta até a medula, onde a vida de um cristão mais se assemelha a nadar contra uma imensa correnteza: tudo à nossa volta concorre para nos arrastar ao pecado, à insensibilidade e ao ateísmo. Sem a Fé Católica, seria impossível não sucumbir ao desepero, ao vício, à insanidade mental e ao suicídio.
Mas viver assim onde, como e com quem? Seria possível formar uma comunidade de católicos com esta mesma aspiração? Seria coisa difícil, visto que as pessoas estão amarradas à vida nas cidades. Não se muda de vida assim de uma hora para a outra. E além disso, seria necessária a orientação espiritual de sacerdotes. Mas onde estão os verdadeiros sacerdotes hoje?
De qualquer modo, Deus permite o mal para fazer o Bem ser ainda mais exaltado. Não devemos ser inertes perante as dificuldades, mas enquanto Deus as permitir, elas devem servir para fortalecer os homens na virtude. Em meio às dificuldades da vida moderna, esforcemo-nos em crescer na santidade.