“Brilhe para eles, Senhor, a luz eterna, em companhia perene de
vossos Santos, vós que sois misericordioso.”
Duplo – Param. pretos
Os primeiros vestígios de uma Comemoração
coletiva de todos os fiéis Defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha) no
Século VII, e em Fulda (Alemanha) no Século IX.O verdadeiro fundador da festa, porém,
é Santo Odilon¹, Abade de Cluny, o qual a introduziu em todos os mosteiros de
sua jurisdição, entre os anos de 1000 e 1009. A festa propagou-se rapidamente em
toda a França e nos países nórdicos. Na Itália já se encontrava no fim do
Século XII e em Roma no início do ano de 1300. Foi escolhido o dia 02 de
novembro para ficarem próximos a festa dos Santos e a dos Finados.
O Ofício dos Defuntos que a princípio não
existia, foi introduzido por São Pio X. A celebração de três Missas remonta ao
ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra, Bento XV julgou oportuno estender
a toda Igreja este privilégio de gozavam a Espanha, Portugal e a América
Latina, desde o Século XVIII.
Missal Romano Quotidiano – Latim/Portugûes –
Edições Paulinas 1959
Sequentia - Dies Irae
Dies iræ, dies illa
Solvet sæclum in favílla:
Teste David cum Sibýlla.
Quantus tremor est futúrus,
Quando iudex est ventúrus,
Cuncta stricte discussúrus!
Tuba mirum spargens sonum
Per sepúlcra regiónum,
Coget omnes ante thronum.
Mors stupébit et natúra,
Cum resúrget creatúra,
Iudicánti responsúra.
Liber scriptus proferétur,
In quo totum continétur,
Unde mundus iudicétur.
Iudex ergo cum sedébit,
Quidquid latet, apparébit:
Nil multum remanébit.
Quid sum miser tunc dictúrus?
Quem patrónum rogatúrus,
Cum vix iustus sit secúrus?
Rex treméndæ maiestátis,
Qui salvándos salvas gratis,
Salva me, fons pietátis.
Recordáre, Iesu pie,
Quod sum causa tuæ viæ:
Ne me perdas illa die.
Quærens me, sedísti lassus:
Redemísti Crucem passus:
Tantus labor non sit cassus.
Iuste iudex ultiónis,
Donum fac remissiónis
Ante diem ratiónis.
Ingemísco, tamquam reus:
Culpa rubet vultus meus:
Supplicánti parce, Deus.
Qui Maríam absolvísti,
Et latrónem exaudísti,
Mihi quoque spem dedísti.
Preces meæ non sunt dignæ:
Sed tu bonus fac benígne,
Ne perénni cremer igne.
Inter oves locum præsta,
Et ab hoedis me sequéstra,
Státuens in parte dextra.
Confutátis maledíctis,
Flammis ácribus addíctis:
Voca me cum benedíctis.
Oro supplex et acclínis,
Cor contrítum quasi cinis:
Gere curam mei finis.
Lacrimósa dies illa,
Qua resúrget ex favílla
Iudicándus homo reus.
Huic ergo parce, Deus:
Pie Iesu Dómine,
Dona eis réquiem.
Amen.
__________
¹ Santo
Odilon nasceu no ano de 962, filho de nobres em Auvergne, era o terceiro filho
de Beraldo, senhor de Mercoeur, chamado de “Grande”, sua mãe chamava-se
Gernerge. Foi um dos primeiros a praticar a sagrada escravidão a Nossa Senhora.
Entrou para a Ordem de Cluny. Faleceu aos 87 anos no dia 1º de janeiro de 1049.
Em 1069 seu túmulo foi aberto e seu corpo estava incorrupto. Durante a maldita
revolução francesa seus restos mortais foram queimados, juntamente com as
preciosas relíquias da abadia de Souvigny, onde estava enterrado. Fonte: http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=115F42DD-C5D5-2A1A-535BCB61074509CB&mes=Janeiro2012

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