“Então
o sacerdote a recebeu, a beijou e abençoou-a. E disse: "O Senhor
engrandeceu o teu nome diante de todas as gerações. No final dos tempos,
manifestará em ti Sua redenção aos filhos de Israel". Então
fez sentar-se no terceiro degrau do altar e o Senhor derramou Sua graça sobre
ela. Ela dançou e cativou toda a casa de Israel”
Duplo maior – Param. brancos
A Apresentação de Nossa Senhora
Menina no Templo, de que nos fala a tradição, é também narrada por dois
Evangelhos apócrifos: o Proto-Evangelhode São Tiago e o Evangelho do
Nascimento da B. V. Maria.
Joaquim e Ana tinham chegado a
uma idade avançada sem ter filhos, e isso os afligia grandemente. Mas, cheios
de fé na divina onipotência, à qual nada é impossível, multiplicaram suas
preces e fizerem o voto de oferecer a Deus o fruto que Ele lhes concedesse. O
Senhor moveu-se de piedade pelos dois cônjuges e enviou um Anjo a
assegurar-lhes que lhes teria nascido uma filha, portadora de grandes
mistérios. A promessa se realizou plenamente. Três anos após o jubiloso acontecimento,
fiéis ao voto, os pais levaram a filha a Jerusalém, oferecendo-a para o serviço
de Deus e do Templo.
A Apresentação da Virgem no
Templo (Or.), embora não seja
recordada pelo Evangelho, é tão conforme à tradição cristã e à piedade dos
fiéis que parece irrazoável negá-la. Depois da instituição da festa litúrgica,
é tida por certa. A Igreja, com a festa de hoje, entende celebrar não somente o
fato histórico da habitação de Maria no Templo, mas especialmente exaltar as
virtudes praticadas por Ela. Maria, no mistério da Apresentação, é a patrona
dos seminaristas, dos religiosos, das religiosas e dos Sacerdotes que renunciam
ao mundo e se consagram a Deus.
A festa, celebrada no Oriente
desde o Século VI, é encontrada em Roma no Século XVI. Suprimida por Pio V, em
razão de sua estrita dependência dos apócrifos, foi restaurada por Sixto V e
tornada obrigatória a toda a Igreja (1585).
Missa “Salve, Sancta Parens” (24), do comum das festas de Nossa
Senhora.
Missal Romano Quotidiano – Latim/Português
– Edições Paulinas 1959

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