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25/11/2017

Santa Catarina, Virgem e Mártir

Santa Catarina de Alexandria - Bartolomé Esteban Murillo 
“Senhor, que no alto do monte Sinai destes a Lei a Moisés, e para o mesmo lugar fizestes transportar milagrosamente por vossos santos Anjos o corpo de Santa Catarina”

Santa Catarina de Alexandria, nascida em 287 em Alexandria no Egito local em que morreu em 305 aos 18 anos.
Dotada de uma extraordinária intelectualidade, nascida como pagã, convertida na adolescência ao cristianismo, converteu muitos pagãos, entre os quais a esposa do imperador Maximino Daia e outros que o mesmo imperador mandou para disputar com a sua intelectualidade.
Levada a presença de Maximino Daia, a jovem Catarina apontou as suas limitações, o censurou pela crueldade nas perseguições aos cristãos e confirmando a sua Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. O imperador vendo a sua sabedoria e não conseguindo argumentar com a santa, a mandou prender e chamar os 50 maiores sábios para debater com ela propondo-os que se conseguissem convencê-la lhes dariam os maiores presentes, mas caso contrário, se não conseguissem, seriam executados.
No debate os sábios não conseguiram vencer Santa Catarina e  muitos foram convertidos a Fé cristã. Irado o imperador mandou jogar a santa na masmorra e tortura-la. Visitando-a no seu cárcere a esposa do imperador e o chefe da guarda, Catarina não só os converteu como a inúmeros soldados aumentando ainda mais a fúria de Maximino que jogou sua esposa e os sábios aos leões no coliseu e a Catarina a condenou à morte na roda.
Ao amarrá-la no instrumento de tortura a mesma quebrou, sendo  determinada a morte por decapitação. Ao ter sua cabeça decepada saiu leite no lugar de sangue.
Após a sua morte, o corpo da santa desapareceu, foi transportado e enterrado por Anjos no monte Sinai. Encontrado incorrupto no século VII, foi levado para o Mosteiro da Transfiguração onde são preservados algumas de suas relíquias.
Santa Catarina apareceu inúmeras vezes à Santa Joana D’Arc, que ouvindo a sua voz encontrou a espada que usaria para lutar pela França, é também um dos Catorze Santos Auxiliares invocados em casos de necessidades especiais, no caso dela, contra morte súbita.
Em 1969, semelhantes a outros santos, a celebração em memória de seu martírio foi retirada do Calendário Litúrgico Universal da igreja pós-CVII, com a alegação de escassez de documentos históricos, aspecto lendário de sua vida e que o seu culto iniciou à época dos cruzados, sendo recolocada em 2002 como memória facultativa.
É celebrada pela Igreja Católica em 25 de novembro.
Fontes:
Missal Romano Latim/Português, Edições Paulinas 1959
Missal Quotidiano Completo Latim/Português, Tipografia Beneditina 1951
Martirológio Romano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Catorze_santos_auxiliares#cite_note-litanies-2

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