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Santa Catarina de Alexandria - Bartolomé
Esteban Murillo
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“Senhor, que no alto do
monte Sinai destes a Lei a Moisés, e para o mesmo lugar fizestes transportar
milagrosamente por vossos santos Anjos o corpo de Santa Catarina”
Santa Catarina de Alexandria, nascida em
287 em Alexandria no Egito local em que morreu em 305 aos 18 anos.
Dotada de uma extraordinária
intelectualidade, nascida como pagã, convertida na adolescência ao cristianismo,
converteu muitos pagãos, entre os quais a esposa do imperador Maximino Daia e
outros que o mesmo imperador mandou para disputar com a sua intelectualidade.
Levada a presença de Maximino Daia, a jovem
Catarina apontou as suas limitações, o censurou pela crueldade nas
perseguições aos cristãos e confirmando a sua Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.
O imperador vendo a sua sabedoria e não conseguindo argumentar com a santa, a mandou prender e chamar os 50 maiores sábios para debater com ela propondo-os
que se conseguissem convencê-la lhes dariam os maiores presentes, mas caso contrário, se não
conseguissem, seriam executados.
No debate os sábios não conseguiram vencer
Santa Catarina e muitos foram convertidos a Fé cristã. Irado o imperador mandou
jogar a santa na masmorra e tortura-la. Visitando-a no seu cárcere a esposa do
imperador e o chefe da guarda, Catarina não só os converteu como a inúmeros
soldados aumentando ainda mais a fúria de Maximino que jogou sua esposa e os
sábios aos leões no coliseu e a Catarina a condenou à morte na roda.
Ao amarrá-la no instrumento de tortura a
mesma quebrou, sendo determinada a morte por decapitação. Ao ter sua
cabeça decepada saiu leite no lugar de sangue.
Após a sua morte, o corpo da santa
desapareceu, foi transportado e enterrado por Anjos no monte Sinai. Encontrado incorrupto no século VII, foi levado para o Mosteiro da Transfiguração
onde são preservados algumas de suas relíquias.
Santa Catarina apareceu inúmeras vezes à
Santa Joana D’Arc, que ouvindo a sua voz encontrou a espada que usaria para
lutar pela França, é também um dos Catorze Santos Auxiliares invocados em casos
de necessidades especiais, no caso dela, contra morte súbita.
Em 1969, semelhantes a outros santos, a celebração em
memória de seu martírio foi retirada do Calendário Litúrgico Universal da
igreja pós-CVII, com a alegação de escassez de documentos históricos, aspecto
lendário de sua vida e que o seu culto iniciou à época dos cruzados, sendo
recolocada em 2002 como memória facultativa.
É celebrada pela Igreja Católica em 25 de novembro.
Fontes:
Missal Romano Latim/Português, Edições Paulinas
1959
Missal Quotidiano Completo Latim/Português,
Tipografia Beneditina 1951
Martirológio Romano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Catorze_santos_auxiliares#cite_note-litanies-2

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