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02/02/2018

2 de fevereiro - Purificação de Nossa Senhora

“Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta
Ex qua mundo lux est orta.
”


Duplo de II classe – Param. roxos (na benção) e brancos (na Missa)

A festa está em relação ao Natal, fechando-lhe dignamente o ciclo. Surgiu em Jerusalém no século IV; depois, sob o nome de Ipapante, isto é, encontro do Senhor, espalhou-se por todo o Oriente. Em Roma, é mencionada pela primeira vez por S. Sérgio I (687-701), o qual deu provavelmente impulso à festa e à procissão já existentes. Apesar do título, “Purificação de Nossa Senhora”, a festa celebra de modo especial a oferta do Menino Jesus no Templo (Intr., Or., Lição., Gr., Ev.). Não faltam, todavia, referências marianas na primeira oração e na Pós-comunhão da Missa.

Quando a festa é transferida, hoje faz-se apenas a benção e procissão; mas, durante a Missa, não se sustentam as velas acesas na mão.

1. Benção das Velas
Só mais tarde entrou na liturgia. Os primeiros vestígios são encontrados no Sacramento de Córbia (séc. X). Em Roma é encontrada na primeira metade do século XII.

A benção das velas proclama Jesus como luz do mundo. Recebamos a vela benta e conservemo-la com respeito em nossas casas: ela atrairá as bênçãos celestes e afastará as desgraças.

2. Procissão
A procissão significa a viagem de Maria e de S. José ao Templo, levando o Menino Jesus.

3. Missa
A Missa recorda dois mistérios. Obediente à lei de Moisés, quarenta dias após o nascimento de Jesus, sua santa Mãe o leva ao Templo para cumprir o rito da Purificação, oferecendo dois pombos, a oferta dos pobres. Ofereceu também seu Filho a Deus, que foi logo resgatado, segundo a lei, com a oferta de cinco siclos (Ev.).

Como havia já previsto o profeta Malaquias, o “Dominador e Anjo do Testamento” (Lição) tomou hoje posse do Templo e, com sua presença, tornou-se mais glorioso do que o construído por Salomão (Intr., Gr.). O Salvador, abolindo os sacrifícios da lei antiga, deu princípio ao sacrifício único e perfeito da nova lei, sacrifício que consumou no Calvário e ordenou fosse perenizado através dos séculos.

A Liturgia nos faz também contemplar a belíssima cena do encontro de Jesus Menino com o velho Simeão e a profetiza Ana, os quais tiveram a dita de apertar em seus braços o Emanuel (Al., Tr., Ev., Com.). Contudo, a ventura do cristão é ainda maior, pois, pode receber cada dia em seu coração a Jesus, sob as espécies eucarísticas.

Os ensinamentos da festa podem-se reduzir a quatro: a) observar com fidelidade a lei de Deus, expressa nos mandamentos e nos deveres do próprio estado; b) ter grande estima pela humildade e pela obediência; c) oferecer-se a Deus e dedicar-se inteiramente a sua glória; d) ter em grande conta a benção após o parto, que a Igreja aconselha à mãe, logo que possa ir à igreja, e destinada a agradecer ao Senhor e oferecer à Virgem a nova criatura.


Missal Romano Quotidiano – Latim/Português – Edições Paulinas 1959

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