"Quando levantei minha prece ao Senhor, ele me atendeu: protegeu-me daqueles que me perseguiam; ele, que existe antes dos séculos e que permanece eternamente, prostrou-se na humilhação"
Duplo - Param. verdes
A Igreja propõe-nos hoje o ensinamento da humildade. Quem é humilde, reconhece-se pecador e indigno de comparecer na presença de Deus (Ev.), arrepende-se com dor viva e sincera dos pecados e nutre profunda convicção de que, sema graça do Espírito Santo, não pode fazer coisa alguma com merecimento sobrenatural (Ep.). Não desdenha, pois, elevar sua súplicas ao Senhor para que o livre dos inimigos (Intr., Of.) e o ajude com sua graça a santificar-se (Gr.). A humildade é o sacrifício de justiça mais agradável ao Senhor (Com.) e o louvor mais aceitável à Divina Majestade (Al.). De sua parte, Deus, que mostra mais a sua onipotência no perdoar e amercear-se do que no castigar, prodigaliza com abundância os bens celestes à alma humilde (Or.).
Na família cristã, cada fiel tem graças especiais, segundo o próprio oficio e as próprias atividades ou inclinações. Tudo é ordenado para o maior proveito comum, mediante a caridade e o enfraquecimento espiritual a que a alma está sujeita por causa das contínuas quedas e imperfeições de cada dia.
Missal Romano Quotidiano - Latim/Português - Edições Paulinas 1959

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