“Salve, santa Mãe, em cujo
seio se formou o Rei, Aquele que governa o céu e a terra por todos os séculos”
Duplo de II classe –
Param. brancos
A festa era celebrada no Oriente desde o século
V, tendo surgido provavelmente em Jerusalém. Uma tradição reza que no Ocidente
foi instituída em 430 pelo Bispo de Angers, na França, após um misterioso canto
dos Anjos, entre o dia 7 e 8 de setembro, em sinal de júbilo pelo nascimento de
Maria. Em Roma a festa é encontrada já no início do século VII e foi solenizada
por Sérgio I (687-701) com uma grandiosa procissão.
Maria é descendente da família real de Davi (Ev.)
por parte do pai (São Joaquim), e da família sacerdotal de Arão, por parte da
mãe (Sant’Ana). Provavelmente nasceu entre os anos 728 e 733 da fundação de
Roma.
Maria Menina é apresentada pela liturgia com “a
Virgem bela, generosa e gloriosa” (Santo Tomás de Aquino), que Deus amou com
predileção desde toda eternidade como sua obra-prima (Lição),
enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de
Deus e de Virgem Imaculada (Salmodia, Or., Ev., Secre.).
Segundo o espírito da Igreja, devemos celebrar a
festa da Natividade com santa alegria, porque o nascimento de Maria
é a aurora da nossa salvação; com sentimentos de louvor e de agradecimento a
Deus pelos privilégios concedidos à Virgem; com a certeza de
sermos auxiliados pela oração e pela intercessão de Maria nas mais diversas
contingências da vida.
“Convido-vos a depositar ramalhetes de flores
sobre o berço da Santíssima Virgem. Estas flores significam santos propósitos
para imitá-la, devotos desejos de servi-la fielmente, lírios de pureza, rosas
ardentes caridade, violetas da tão desejável humildade e simplicidade...
Coragem, pois! Preparemos um lugar em nosso coração para aquela santa Menina;
ela não ama senão lugares adornados pela humildade, pobres pela simplicidade,
perfumados pela caridade” (São Francisco de Sales).
No mesmo dia comemora-se Santo Adriano. Sofreu
martírio em Nicomédia, juntamente com outros vinte e três fiéis, no início do
século IV.
Missal Romano Quotidiano –
Latim/Português – Edições Paulinas/1959

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