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19/09/2018

Quarta-feiras das Têmporas de Setembro


“Regozijai-vos em Deus, nosso protetor: aclamai o Deus de Jacó. Tocai o saltério e a cítara com alegria.”


Simples – Param. roxos
Estação em Santa Maria Maior

As têmporas de Setembro, embora no Missal estejam colocadas entre o 17º e 18º Domingo depois de Pentecostes, celebram-se todavia na quarta-feira, sexta e no sábado que seguem a festa da Exaltação da Santa Cruz. Portanto, oscilam entre o dia 15 e 24 de Setembro.

Originariamente, as Têmporas tinham caráter festivo, isto é, eram sinal de alegria e reconhecimento ao Senhor pelos frutos da terra (I Lição). Este caráter é conservado quase intacto nas têmporas de Setembro (Intr., II Lição, Com.) que recordam “tão bem as festas camponesas da antiga Roma, ao fim da vindima” (Card. Schuster) e que, na mente da Igreja, são uma recordação da festa dos Tabernáculos, comemoração dos quarenta anos passados pelo povo eleito no deserto. À esta festa eram unidos o solene agradecimento a Deus pela colheita anual e a leitura da promulgação da lei de Moisés (II Lição). Cinco dias antes (início do ano civil e sétimo mês do início do ano religioso), era celebrada, como preparação, a festa da Expiação.

O caráter de penitência, anexo no Século III, influi nas outras partes da Missa. A vida cristã é um perene suceder-se de “oração e jejum” (Ev.), isto é, de mortificação que espiritualizam a natura humana (II Or., Secr.), elevada ao estado sobrenatural, e sustentam-na, imunizando-a das tentações do demônio, da carne e do mundo.

Missal Romano Quotidiano – Latim/Português – Edições Paulinas 1959

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