“Bendizei ao Senhor, vós todos
os seus Anjos, que sois poderosos em força, que executais as suas ordens, sempre
prontos para ouvir a voz de sua palavra”
Duplo maior – Param. brancos
A devoção aos Anjos, frequentemente
recordados pela Sagrada Escritura, estava já arraigada no espírito dos
primeiros cristãos que, também por influência da tradição judaica, invocavam a
proteção dos espíritos celestiais contra os maus.
Muitos Anjos são mandados ao
mundo para governar as criaturas. É de fé que os “Anjos são guardas dos homens”
(Or.); é verdade de fé católica que
Deus confiou cada homem à guarda de um Anjo o qual começa seu ofício desde o
nascimento do menino e cumpre-o fielmente até sua morte. É muito provável que
cada nação, província, diocese, ordem ou congregação religiosa, cidade,
paróquia e comunidade esteja sob a custódia de um Anjo.
O Anjo da guarda executa fielmente
os seus deveres para com o seu protegido, livrando-o de muitos perigos da alma
e do corpo, afastando os demônios, inspirando-lhes santos e salutares
conselhos, oferecendo suas orações a Deus, iluminando-lhe a mente para compreender
mais facilmente as verdades eternas, assistindo-o na hora da morte e conduzindo-o
ao céu ou visitando-o no Purgatório.
Temos para com o Anjo da
guarda o dever da gratidão e do reconhecimento pela sua contínua assistência, o
dever de escutar com fidelidade suas inspirações, de não lhe ofender a presença
com o pecado e de nutrir devoção e confiança para com ele, em qualquer
necessidade espiritual ou corporal.
Missal Romano Quotidiano –
Latim/Português – Edições Paulinas 1959

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