| Imaculada Conceição de Peter Paul Rubens Museu do Prado. |
“Benedícta es tu. Virgo María, a Dómino, Deo
excélso, præ ómnibus muliéribus super terram”
A Imaculada Conceição,
clara e frequentemente citada pelos Padres dos primeiros séculos, entre os quais
Santo Efrêm (370), teve o primeiro culto litúrgico na Palestina, em princípios do
século VIII. Aos poucos a festa estendeu-se a muitas Igrejas do Oriente e no
século X já era obrigatória em todo o império bizantino. Foi introduzida em
Roma no ano de 1476 pelo Papa Sixto IV. O dogma da Imaculada Conceição foi definido no dia 08 de dezembro de 1854 por
Pio IX, Epístola Ineffabilis Deus, circundado por centenas de Bispos e
uma multidão imponente de fiéis. Na ocasião foi elaborado novo ofício e nova
Missa, e a festa foi declarada de preceito.
Maria é o primeiro e mais belo fruto da redenção, a
obra-prima da criação e a primogênita da família humana, ideada por Deus desde
toda a eternidade (Lição). A liturgia
da Missa é uma continua exaltação da Virgem “toda bela” (Al.), isenta da culpa original (Or.,
Secr., Pós-com), “cheia de graça” (Ev.,
Of.), ornada de toda virtude (Intr.),
“glória de Jerusalém” (a Igreja), “honra do nosso povo” (Gr), “bendita entre todas as mulheres” (Gr., Ev., Of.).
Na comunhão nosso corpo torna-se sacrário do Altíssimo: sejamos
puros e imaculados para preparar, durante o dia, “uma habitação digna” a Jesus
(Or.). Cada um, imitando a Imaculada,
proponha: “Quero ser como Ela nos pensamentos, nos desejos, nos afetos, nas
intenções e nas ações”.
Missal Romano Cotidiano Latim-Português - Edições Paulinas -
1959
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