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24/02/2018

Sábado das Têmporas da Quaresma - jejum e abstinência

“Voltai-vos para nós, ó Deus nosso protetor, e olhai para os vossos servos”

Simples – Param. roxos
Estação em São Pedro 
As escavações levadas a cabo nas Grutas Vaticanas, por ordem de Pio XII, confirmaram a tradição de que a basílica de São Pedro foi construída pelo imperador Constantino (324) perto do lugar onde foi martirizado São Pedro, cujo túmulo acha-se debaixo do altar da Confissão. A igreja em que se desenrolam as funções papais é uma das quatros basílicas patriarcais¹.
No dia de hoje o Papa, sobre o túmulo de São Pedro, conferia as ordens aos novos ministros. O Intróito e o Ofertório fazem referência à vigília noturna que, começando sábado à tarde, prolongava-se até a manhã do Domingo. O Evangelho refere-se a São Pedro, a principal testemunha da Transfiguração.
A liturgia deste dia gira em torno de três pensamentos:
1º Com promessas do Batismo o cristão se obriga a observar a lei de Deus e o Evangelho (I Lição): se for fiel, receberá muitas bênçãos; caso contrário, será abandonado à sua sorte (II Lição).
2º A Missa do sábado das têmporas tem por finalidade agradecer ao Senhor os benefícios recebidos nos três meses decorridos (III Lição) e rogar-lhe com humildade, confiança e perseverança que faça justiça aos inimigos da Igreja e derrame toda sorte de benção sobre o povo cristão (IV Lição), afastando os flagelos de sua ira (I Or.), merecidos pela multidão de seus pecados. Pede-se também a graça de servir o Senhor com inteira dedicação do coração (II Or.), tanto na prosperidade como nas adversidades (III Or.), executando todas as ações por seu amor (V Or.).
3º Doravante os novos ministros, como os três apóstolos deverão comunicar-se diretamente com Deus sobre o cimo do monte Tabor (Ev.). Isso supõe neles o verdadeiro desapego das coisas terrenas, intensa vida interior e espírito de oração contínua, para que possam proporcionar aos fiéis, dos quais são mestre, o exemplo de uma perfeita vida cristã (Ev.).

 Missal Romano Cotidiano Latim-Português – Edições Paulinas – 1959 

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