“Levantai-vos Senhor! Não
permitais que o homem nos domine. A vossa presença serão julgadas as nações”
Duplo
de I classe – Param. roxos
Estação em São
Lourenço, extra-muros
A
basílica erigida por Constantino (330), foi reconstruída e aumentada por Pelágio
II, que lhe uniu uma igreja dedicada à Virgem, formando-lhe o presbitério. A escura
igreja primitiva, foi iluminada por uma grande “luz”: daqui a escolha da Epístola. O novo templo explica também a
parte final do Evangelho, relativa à
Mãe de Deus. A primeira parte do Evangelho de hoje que relata a expulsão de um
demônio por Jesus, recorda os exorcismos praticados neste dia aos catecúmenos.
As partes salmódicas referem-se ao Santo titular. Enquanto era deitado sobre a
grelha ardente, foi invadido por uma “luz” superior e elevou a sua oração, fitando
os olhos do Senhor (Intr., Trat.) e
pedindo o extermínio e a derrota dos inimigos da Igreja (Gr.).
Desejosos
de ser libertados do jugo de Satanás, os pecadores voltam “seus olhos ao Senhor”
(Intr., Trat.), para que os livre dos
laços do demônio (Intr.) e o torne
impotente e humilhado (Gr.). Com a Cruz,
Jesus libertou o homem da escravidão do demônio que, antes da vinda do Messias,
tiranizava cruelmente a humanidade, e deu-lhe de novo a liberdade dos filhos de
Deus. Confissão e expulsa da alma o “poderoso” satanás (Ev.). Para não cair na antiga escravidão como novos pecados,
devemo-nos armar com orações numerosas e viver, na qualidade de “filhos diletos
de Deus”, “no amor”, na justiça e na verdade (Ep.), preparando-nos assim ao gozo das consolações celestes sobre a
terra e às moradas eternas da casa do Senhor (Com.).
Missal Romano Quotidiano – Latim/Português – Edições Paulinas 1959

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