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06/08/2018

6 de agosto - Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo

“O esplendor de vossa glória brilhou sobre a terra, e ela estremeceu e tremeu”


Duplo de II classe – Param. brancos

A festa da Transfiguração, já comemorada no sábado das Têmporas da primavera, e no II Domingo da Quaresma, foi instituída em 1457, por Calisto III, em ação de graças ao Senhor pela vitória de Belgrado, alcançada por São João Capristano e pelos cristãos contra os Turcos.

“A gloriosa Transfiguração” e um dos maiores milagres, que demonstra de maneira solene – pelo testemunho da SS. Trindade, dos principais patriarcas do antigo testamento e de três apóstolos – a divindade de Jesus Cristo e de sua doutrina (Or., Ep., Ev.) e que “proclama de modo admirável a nossa adoção de filhos” de Deus (Or.).

O Mestre Divino, “o mais belo dos filhos dos homens” (Gr.), “o esplendor da luz eterna” e “imagem da bondade” de Deus (Al.), quis fazer prelibar aos apóstolos prediletos as delícias do céu (Ev., Of.), revelando-lhes os fulgores da glória divina (Intr.).

Os ensinamentos da festa são muito salutares: para sermos filhos de Deus devemos receber em nosso coração a Jesus Cristo e imitá-lo com as obras (Or.); durante a vida presente devemos crer, mesmo sem ver (Ep.); devemos afadigar-nos na semeadura, mesmo sem colher (Ev.); devemos esconder na humildade e no silêncio os favores recebidos (Com.). Estejamos certos de que o sofrimento é causa de grande glória (Com.). Deste modo realizaremos “em nossa alma purificada” o mistério da Transfiguração (Pós-com.).

Pensemos frequentemente nas belezas do céu (Or.). Assim amaremos muito menos as coisas da terra, purificaremos paulatinamente a nossa alma “das manchas do pecado” (Secr.) e superaremos as mais duras provas da vida.

No mesmo dia comemora-se os Santos Sixto II, Papa; Felicíssimo e Agapito, Mártires. O Papa São Sixto II foi martirizado durante a cruel perseguição de Décio, no oratório em que foi surpreendido celebrando os divinos Mistérios. Santo Agapito e São Felicíssimo, que eram seus diáconos, foram decapitados no mesmo dia.

Missal Romano Quotidiano – Missal Latim/Português – Edições Paulinas 1959

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