Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Nota do blog Salve Regina: “Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.” Mons. Marcel Lefebvre

Pax Domini sit semper tecum

Item 4º do Juramento Anti-modernista São PIO X: "Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente" - JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

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Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI”. - Declaração do Pe. Camel.

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Ao negar a celebração da Missa Tradicional ou ao obstruir e a discriminar, comportam-se como um administrador infiel e caprichoso que, contrariamente às instruções do pai da casa - tem a despensa trancada ou como uma madrasta má que dá às crianças uma dose deficiente. É possível que esses clérigos tenham medo do grande poder da verdade que irradia da celebração da Missa Tradicional. Pode comparar-se a Missa Tradicional a um leão: soltem-no e ele defender-se-á sozinho”. - D. Athanasius Schneider

"Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado".- São Francisco de Sales

“E eu lhes digo que o protestantismo não é cristianismo puro, nem cristianismo de espécie alguma; é pseudocristianismo, um cristianismo falso. Nem sequer tem os protestantes direito de se chamarem cristãos”. - Padre Amando Adriano Lochu

"MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses". - Padre Emmanuel

“O conteúdo das publicações são de inteira responsabilidade de seus autores indicados nas matérias ou nas citações das referidas fontes de origem, não significando, pelos administradores do blog, a inteira adesão das ideias expressas.”

04/01/2012

O ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Muitos autores afirmam que o primeiro Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi pintado em madeira por São Lucas, no século I, na época em que a VIRGEM MARIA morava em Jerusalém. Revela a tradição que Ela com o MENINO JESUS aos braços viu a pintura e apreciou muito, abençoando o artista e o seu trabalho.
Quando Lucas completou o Ícone, é tradição que ele deu de presente ao seu amigo pessoal e patrono Teófilo, e viajou em companhia de São Paulo, no prosseguimento do trabalho de evangelização.  
Consta ainda de informações antigas, que em meados do século V, o Ícone da VIRGEM foi encontrado no Império Bizantino. Santa Pulquéria, que era Rainha e governava o país, ergueu um Santuário em honra da VIRGEM MARIA em Constantinopla, e segundo fontes fidedignas, aquele Ícone permaneceu lá por muitos anos, onde nossa MÃE SANTÍSSIMA era venerada por milhares de cristãos: reis, imperadores, santos e pecadores, homens, mulheres e crianças, ricos e pobres, e sobre todos derramava, uma quantidade incontável de graças, milagres e benefícios. Também neste período, se tem conhecimento de que já existia pelo menos uma copia do original, que se encontrava no salão imperial de audiências da Rainha em Constantinopla.
Por outro lado, desde tempos remotos, a arte sempre foi influenciada pela religiosidade popular, e mais especificamente nos séculos XII e XIII, com muito fervor foi colocada em grande evidência a Natureza Humana de JESUS, sendo divulgados com frequência os sofrimentos da Paixão, o Drama do Calvário do SENHOR e as Dores de NOSSA SENHORA. Aqueles fatos tristes e terríveis centralizavam a devoção das pessoas, que pelo cultivo deles, revelavam a grandeza de seu piedoso amor e carinho a JESUS e a VIRGEM MARIA. Neste sentido, dois grandes Santos da época contribuíram exercendo uma forte influência com suas pregações, para que existisse de fato um acentuado exercício da devoção aos sofrimentos do SENHOR: foram São Bernardo de Claraval e São Francisco de Assis.
E esta ênfase foi sentida principalmente no Oriente, através da obra evangelizadora dos Padres Franciscanos. E desta realidade, resultou o aparecimento de uma manifestação artística denominada “Kardiotissa”, derivada da palavra grega (kardia ou kardio, que significa coração). Assim, a denominação artística “Kardiotissa”ou “Kariotissa” significava (revelar misericórdia e piedade, mostrar um sentimento de compaixão). Então, esta corrente de pintores colocava as imagens sacras de seus quadros, expressando algum tipo de dor e sofrimento em relação à Paixão do SENHOR.
Historicamente fomos encontrar informações fidedignas relacionadas à pintura de São Lucas, somente a partir desta época, e mais precisamente no ano 1207, num despacho do Papa Inocêncio III, em face da admirável quantidade de milagres que NOSSO SENHOR realizava, pela intercessão de sua MÃE, representada numa pintura em madeira, com o MENINO JESUS ao colo, que afirmavam ser a pintura de São Lucas. Sua Santidade o Papa declarou que “verdadeiramente a alma de MARIA parecia se encontrar na imagem, uma vez que era tão bonita e tão milagrosa”.
Segundo afirma a tradição, São Lucas era grego, da mesma maneira que os seus pais. Assim o estilo bizantino originário daquela região, estava por assim dizer, no seu sangue. Então, nos séculos XII, XIII e XIV, os pintores fizeram diversas cópias em madeira e tela, criando o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO, procurando mesclar o estilo bizantino de Bizâncio, com aquela nova manifestação artística, buscando colocar expressões de sofrimento, dor e expectativa, nas faces da VIRGEM MARIA e do MENINO DEUS.
Importante, todavia, era que o poder da graça Divina continuava operando de maneira notável naqueles Ícones benzidos e consagrados, que se tornaram verdadeiros intercessores milagrosos. A VIRGEM MÃE DE DEUS continuou vivendo naquelas imagens, ajudando, socorrendo as necessidades das pessoas, protegendo, inspirando, e estimulando todos os seus filhos que buscavam a ternura de seu inefável afeto e tão querido amor.
Entretanto o Ícone original desapareceu misteriosamente. A tradição comenta que foi durante o cerco de Constantinopla.
A conquista da capital bizantina pelo Império Otomano, no dia 29 de Maio de 1453, causou o desaparecimento de diversas relíquias cristãs, de valor inestimável. Descreve a tradição que na véspera da queda da Cidade, durante o reboliço vivido pela multidão, cada pessoa se movimentava articulando alguma providência para escapar do cerco turco. À noite alguém se apossou do Ícone da VIRGEM e da Coroa Imperial, dos quais, nunca mais se teve qualquer notícia!
Este fato nos faz presente, que a passagem dos séculos não alterou e nem modificou o comportamento e a dedicação de MARIA em relação a humanidade, Ela continua demonstrado o mesmo carinho, a preciosa atenção e o perpétuo auxílio, através do Ícone pintado por São Lucas, assim como de todos os outros Ícones cópias e imagens, que visam, sobretudo, fazer com que Ela, a MÃE DE DEUS, seja mais conhecida e amada pelos seus filhos.
Assim o Ícone (“eikon”, palavra grega cuja tradução é imagem) de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO que normalmente conhecemos, é desse tipo: tradicional bizantino ligeiramente modificado pelo medieval estilo“Kardiotissa”. Nele observamos a VIRGEM MARIA segurando o MENINO JESUS aos braços, e ELE, com uma expressão de expectativa um pouco assustado, segurando fortemente com as duas pequenas mãos, o polegar direito de sua MÃE, e olhando na direção do Arcanjo Gabriel. O Arcanjo Gabriel está com a Cruz da Redenção e a esquerda da VIRGEM MARIA, está o Arcanjo São Miguel com os instrumentos da Paixão do SENHOR: a lança, o cravo de ferro, balde e a cana (vara de hissopo) com a esponja molhada no vinagre (conforme Jo 19, 29). Como uma criança assustada diante daqueles terríveis instrumentos de Sua Paixão, ELE deve ter se movimentado nos braços da MÃE e involuntariamente soltado de seu pé direito a sandália, que está dependurada. A face de NOSSA SENHORA é séria e triste, olhando em nossa direção, nos mostrando o seu pequenino e amoroso FILHO, e ao redor, os instrumentos da sua abominável flagelação e crucificação, suscitando nossa piedade e devoção, e nos convidando a lembrar sempre os motivos do sofrimento e das dores de JESUS para Redimir a Humanidade de todas as gerações. 
A Ilha de Creta na Grécia era uma possessão veneziana desde 1204. Pela facilidade de transporte e comunicação com a Europa, era o centro dominador da produção e distribuição de mercadorias entre o Oriente e o Ocidente.
No século XV, por volta do ano 1498, havia um Ícone muito bonito de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO numa Igreja na Ilha de Creta, que desde algum tempo vinha atraindo frequentadores e causando emoção pelos milagres de DEUS que aconteciam em face das orações, preces e suplicas do povo à MÃE DE DEUS na presença intercessora daquela imagem. Inclusive pessoas com elevada posição social afirmavam que aquele Ícone era o original pintado por São Lucas.  Ele já estava naquela Igreja há algum tempo e era conhecido e venerado por todas as pessoas. Um dia, um comerciante local, com sérios problemas pessoal e financeiro, que tinha planos de viajar para a Itália, roubou a imagem e a levou consigo num navio.
Por causa das embarcações não serem suficientemente resistentes, o percurso marítimo era margeando a costa do continente. Entretanto, já distante de Creta, se formou uma grande tempestade, e os marinheiros apavorados imploraram a misericórdia de DEUS, pedindo a NOSSA SENHORA que intercedesse por eles para salvar a embarcação e suas vidas. Suas preces foram ouvidas e eles foram salvos do naufrágio, sem saberem que dentro da embarcação existia uma cópia ou o original, do Ícone da VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO.
O grego raptor da Imagem desembarcou em Veneza, e trabalhou durante um ano na cidade, quando decidiu mudar para Roma. A imagem seguia com ele, muito bem protegida. Instalado na Cidade Eterna há mais de quatro anos, em face do excesso de trabalho, pegou uma séria enfermidade, que se agravou na sequência dos meses.
Entre as amizades que formou, tinha um amigo especial, também grego como ele, que lá residia há mais de dez anos e inclusive tinha esposa e uma filha.  O raptor sabendo que seu estado de saúde não era bom abriu o coração e narrou ao amigo, à audaciosa aventura de sua vida: “Alguns anos passados, eu roubei um quadro com uma bela imagem da MADONNA na Igreja de Creta! Não era para vender. Estava atravessando uma fase infeliz nos negócios e queria uma proteção pessoal, a fim de ter coragem para me aventurar e desbravar outros horizontes. Não sou um fervoroso religioso, mas só de olhar a imagem, sempre senti crescer uma poderosa força dentro de mim. Por isso, agora doente, no fim da vida, peço levá-la a uma Igreja, e, por favor, descreva este fato apresentando as minhas desculpas. Eu lhe imploro que a imagem seja colocada numa Igreja onde o povo possa visitá-la e honrá-la”.
Assim que ele faleceu, o amigo encontrou o quadro e o levou para sua casa, a fim de mostrá-lo a sua esposa e juntos, escolherem a Igreja, aonde deveriam conduzi-lo. Mas, ao ver a imagem, a esposa ficou admirada e naquele primeiro momento não quis levar o Ícone da VIRGEM para uma Igreja. Na verdade, o casal não era muito religioso, rezavam às vezes, mas nunca seguidamente, por que também nada conhecia da obra de JESUS e da incomensurável grandeza do Amor Divino.
Aquele quadro foi colocado na parede da sala de refeições, e numa posição tão estratégica, que ao passar diante dele, ou estando à mesa durante as refeições, involuntariamente o olhar descansava na beleza invulgar e profunda da MÃE DE DEUS. E assim, do costume adquirido pelo casal de olhar a imagem sempre que se assentavam a mesa, seguiu a delicadeza dos gestos. Como primeira manifestação, o casal começou a se persignar diante da imagem antes das refeições. Depois se acostumaram a trocar algumas palavras diante da Imagem, como se a colocassem participando do assunto. E às vezes, em silêncio, deixavam o coração falar... No silêncio da voz o ouvido do coração se abria com mais nitidez a resposta do SENHOR. Outras vezes, confiantemente suplicavam a VIRGEM pedindo a Divina proteção no trabalho, para vencer as dificuldades do cotidiano, conservando-lhes a boa saúde para a continuidade da caminhada existencial.
Certo dia, oito meses após a morte do amigo, junto ao Ícone da VIRGEM, o casal conversava e trocava idéias, sobre a necessidade de ser cumprida a vontade do falecido, como condição primordial, para se conseguir uma necessária paz interior e também, a amizade de NOSSA SENHORA. Eles já estavam frequentando a Igreja com mais pontualidade e até faziam algumas orações. Por esse motivo, naquele momento, contritos e decididos diante da Imagem da VIRGEM, receberam uma“Luz”, que entenderam ser o desejo de NOSSA SENHORA, que o quadro fosse colocado numa Igreja situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão.
Naquele mesmo dia 27 de Março de 1499, a imagem foi levada para a Igreja de São Mateus Apóstolo, no Monte Esquilino, uma das sete colinas de Roma, que estava situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão. Foi colocada entre duas lindas colunas de mármore preto de Carrara, logo acima de um magnífico altar de mármore branco.
E se constituiu numa maravilha, durante três séculos, desde 1499 até 1798, a Igreja de São Mateus, foi uma das mais procuradas pelos peregrinos que visitavam Roma, porque queriam rezar diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.  
Entretanto, em 1796/1797, o exército francês sob o comando de Napoleão Bonaparte invadiu os Estados Pontifícios. Roma ficou diante da terrível ameaça do inimigo, a tal ponto que o Papa Pio VI, foi forçado a assinar um Tratado de Paz, o Tratado de Tolentino, em 17 de Fevereiro de 1797.
Todavia, um ano após a assinatura do Tratado, o general francês Louis Alexandre Berthier marchou sobre Roma e proclamou a "República Romana Livre". Ele mentiu, dizendo que não havia liberdade e que o povo estava escravizado. Mas na realidade, o pretexto da quebra do Tratado de Paz foi justamente o assassinato de um general da embaixada francesa em Roma, de nome Mathurin Léonard Duphot, num tumulto popular provocado por revolucionários franceses e italianos no dia 28 de Dezembro de 1797. E por esse motivo, pelo fato de ter mentido e ser muito autoritário, pouco depois, Berthier foi substituído pelo general francês André Masséna.
Em 03 de junho de 1798, o General André Masséna querendo espaço para instalações militares e administrativas na cidade, ordenou que trinta Igrejas fossem destruídas! Uma delas foi a Igreja do Apóstolo São Mateus, onde estava o Ícone da VIRGEM! Foram dias difíceis para os cristãos e as Ordens Religiosas. E como também o Mosteiro Agostiniano estava na relação e foi destruído, os Padres foram autorizados a retornar a Irlanda, a terra natal. Os monges se dividiram: alguns voltaram para a Irlanda, outros ficaram na Igreja Matriz de Santo Agostinho, em Roma e os demais, levaram o Ícone milagroso de NOSSA SENHORA e se mudaram para o Mosteiro de Santo Eusébio, que era pobre e antigo, necessitando de urgentes reparos e muita limpeza.
A imagem de NOSSA SENHORA ficou em Santo Eusébio durante 20 anos. O local foi tratado e ampliado, mas eram poucos monges que viviam ali e o povo quase não tinha acesso a imagem, e assim, também pelo fato de ser muito grande para eles, em 1819, o Papa Pio VII, pediu aos jesuítas para assumirem Santo Eusébio. O Santo Padre deu aos agostinianos a Igreja e o Mosteiro de Santa Maria, em Posterula, do outro lado da cidade, para onde os monges levaram a Imagem milagrosa da VIRGEM MARIA e a colocaram num lugar de honra na Capela do Mosteiro.
Entre os agostinianos estava Frei Agostinho Orsetti que era muito caprichoso e organizado, mantendo a sacristia e as imagens em Santa Maria, com o maior rigor de limpeza. Também treinava os coroinhas, ensinando-lhes o preparo e trabalho no Altar, durante a Santa Missa e primordialmente, o posicionamento correto e digno, nas celebrações e solenidades religiosas. Um dos coroinhas de nome Michael Marchi se tornou muito amigo do Frei Agostinho e sempre estavam conversando. O Frei sempre lhe dizia: “Michael, observe bem esta imagem. É um Ícone muito antigo. É a milagrosa VIRGEM MARIA que estava na Igreja do Apóstolo São Mateus, única imagem nesta cidade. Muitas pessoas vinham rezar diante dela e suplicar sua eficaz intercessão junto a DEUS. Lembre-se sempre do que estou lhe dizendo”.
Em 1854, a Ordem dos Redentoristas foi fundada por Santo Afonso de Ligório. Compraram uma área de terra no Monte Esquilino, no local chamado Villa Caserta, que por uma coincidência toda especial, a tal área também abrangia o local onde existiu a Igreja de São Mateus Apóstolo, onde o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi louvado e honrado por muitos cristãos.
Em 1855, Michael Marchi desejando se tornar sacerdote entrou na Ordem Redentorista. Em 25 de março de 1857, fez os votos de pobreza, castidade e obediência e continuou os seus estudos, sendo ordenado sacerdote no dia 2 de outubro de 1859.
Um dia, quando a Comunidade estava no recreio, um Padre mencionou que havia lido alguns livros antigos sobre uma Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA, que tinha sido venerada na antiga Igreja de São Mateus Apóstolo. Padre Michael Marchi com alegria falou para todos: "Eu sei sobre o Ícone milagroso da VIRGEM MARIA. Seu nome é NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e ele pode ser encontrada na Capela dos Padres Agostinianos, no Mosteiro de Santa Maria, em Posterula. Eu vi a imagem muitas vezes durante os anos de 1850 e 1851 quando ainda era um jovem estudante universitário e servi como coroinha, a Santa Missa em sua Capela”.
Em 7 de Fevereiro de 1863, Francis Blosi, um Padre jesuíta durante uma Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, fez um sermão sobre a famosa imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Ele descreveu a imagem da VIRGEM MARIA, e disse: "Espero que alguém na multidão de fiéis que me ouve, saiba onde a imagem está! Se assim for, por favor, diga a pessoa que mantém o Ícone da MÃE DE DEUS escondido por setenta anos, que a VIRGEM ordenou ser este quadro colocado numa Igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e esta Bailica onde estamos, de São João de Latrão. Esperemos que a pessoa se arrependa de seu ato impensado e traga a Imagem para ser colocada no Monte Esquilino, a fim de que todos os fiéis novamente possam honrá-la."

O sermão do Padre Blosi logo ficou conhecido dos Padres Redentoristas. Sabendo que sua Igreja estava localizada próximo ao local da antiga Igreja de São Mateus Apóstolo, apressaram-se em levar a notícia ao Padre Mauron, que era o Superior Geral dos Redentoristas. Padre Mauron ouviu a notícia e sentiu uma grande alegria, mas não teve pressa. Ele orou por quase três anos para conhecer a Santa Vontade de DEUS, nesta importante questão.
Em 11 de dezembro de 1865, o Padre Mauron e o Padre Michael Marchi, pediram uma audiência ao Papa Pio IX. Ansiosamente, os dois padres, descreveram ao Papa, a história detalhada da imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Eles relembraram inclusive, que a VIRGEM MARIA manifestou o desejo de que a Imagem fosse colocada numa igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e São João de Latrão. Depois de ouvir toda a história, o Papa perguntou-lhes se tinham colocado aquela solicitação por escrito. Padre Mauron entregou a Sua Santidade, um documento que o Padre Marchi tinha escrito e assinado sob juramento.
Sensibilizado com aquela narrativa e tendo o Santo Padre o Papa Pio IX, um grande amor à VIRGEM MARIA, imediatamente pegou a folha de papel onde o Padre Marchi tinha escrito o seu testemunho, e de próprio punho, escreveu uma mensagem no verso do documento:
11 de Dezembro de 1865:
O Cardeal Prefeito vai convocar o Superior da pequena comunidade de Santa Maria, em Posterula e lhe dirá que é nossa vontade que a Imagem de MARIA SANTÍSSIMA, que esta petição trata, seja devolvida a Igreja situada entre São João de Latrão e Santa Maria Maggiore. Todavia, o Superior da Congregação do Santíssimo Redentor está obrigado a substituí-la por outra imagem adequada.
(assinado) O Papa Pio IX
O Papa falou e como é lógico, o caso foi encerrado. A MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO, logo estaria em casa, depois de quase 75 anos distante. Na madrugada do dia 19 de Janeiro de 1866, Padre Michael Marchi e Padre Ernesto Bresciani atravessou a cidade de Roma, indo até Santa Maria, em Posterula, para obter a imagem sagrada.
Os agostinianos estavam tristes por ver a sua amada MADONNA partir, mas eles se regozijaram que NOSSA SENHORA voltasse a ser homenageada no lugar onde Ela desejava. Os monges agostinianos quiseram uma cópia exata da imagem original, e isso lhes foi dado pouco tempo depois, conforme a decisão do Santo Padre, o Papa.
Os Redentoristas de Santo Afonso esperaram alegremente pela chegada de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e sentiram uma grande felicidade sabendo que Ela ia permanecer definitivamente na sua Igreja. Mas, embora as cores do Ícone ainda estivessem brilhantes, havia muitos buracos de pregos na parte posterior do quadro. Um talentoso artista polonês, que viveu em Roma, foi convidado e restaurou a imagem, cujo trabalho terminou no princípio do mês de Abril.
Dia 26 de abril de 1866, Festa de NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, uma grande procissão partiu do Mosteiro de Santo Afonso. Durante a procissão muitos acontecimentos milagrosos foram relatados. Uma pobre mãe vendo que a procissão se aproximava, pegou o seu filho de quatro anos de idade, que estava quase morto na cama, com uma doença no cérebro, com febre constante nas últimas três semanas, segurou firme a criança e levou-a até a janela. Quando a Imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO passou ela gritou: "Ó boa Mãe, quer curar o meu filho ou quer levá-lo consigo para o Paraíso?" Dentro de poucos dias o menino ficou totalmente curado. Ele foi com sua mãe a Igreja de Santo Afonso para acender uma vela de ação de graças no Santuário de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.
Em outra casa uma menina de oito anos, estava aleijada e desamparada, desde a idade de quatro anos. Quando a procissão se aproximava e a Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA chegou perto, a mãe da criança ofereceu sua filhinha à SANTÍSSIMA VIRGEM. De repente, a criança sentiu uma grande mudança, e recuperou parcialmente o movimento de seus braços e das pernas. Ao ver isto, a mãe ficou muito confiante de que NOSSA SENHORA ia de fato ajudar a menina. No dia seguinte, logo pela manhã, levou a criança a Igreja de Santo Afonso e colocou-a diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Olhando para a Imagem, rezou: "Agora, ó minha Mãe MARIA, termine o trabalho que a Senhora começou." Ela mal tinha acabado de dizer as palavras e de repente à menina se levantou sobre seus pés, totalmente curada!
Na Igreja de Santo Afonso o Ícone da VIRGEM foi colocado no Altar mor. A Igreja estava toda decorada e o Altar feericamente iluminado com grande quantidade de velas. Terminada a procissão, foi celebrada uma solene Santa Missa de ação de graças e, em seguida, o senhor Bispo concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento.
No dia 05 de maio de 1866, o Papa fez uma visita pessoal ao Santuário para conhecer e rezar diante do Ícone da VIRGEM MÃE.
Anos após, um novo Altar de mármore em estilo gótico foi construído possuindo no centro superior uma magnífica decoração brilhante, com guarnição em ouro. Quando tudo estava terminado, o Ícone da VIRGEM MARIA foi carinhosamente colocado naquele lugar, onde se encontra até hoje. A primeira Santa Missa celebrada no novo Altar do Santuário foi no dia 19 março de 1871, Festa de SÃO JOSÉ.



02/01/2012

O Rosário é Bíblico?


A intenção do texto não é esgotar a teologia em torno do Rosário, mas apenas demonstrar superficialmente que não existe oposição entre esta devoção e a Palavra de Deus, como julgam alguns hereges.

Vários protestantes têm uma grande pulga atrás da orelha com o rosário. "Como é antibíblico!", dizem eles. Pois bem, é hora de analisar o Rosário e ver o que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto.

O Rosário é uma coleção de orações individuais:
1 - O Credo
2 - O Pai-Nosso
3 - A Ave-Maria
4 - Glória
5 - Salve Regina

1. O Credo Apostólico
"Creio em Deus-Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pela Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus e está sentado à direita de Deus-Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém."
Este é um dos credos mais antigos que se conhece. Foi inicialmente usando pelos cristãos de Roma. Não há nada antibíblico nele. A única coisa que alguém poderia objetar seria a expressão "creio...na Santa Igreja Católica". Bem, a primeira pessoa a utilizar a expressão "Católica" (palavra grega para "geral, universal") foi Santo Inácio de Antioquia em sua carta aos Esmirnenses. Ele morreu em 107 A.D., o que nos faz tirar a lógica conclusão que tal designação para a igreja já era utilizada desde antes. Ele utilizou este termo para diferenciar a Igreja fundada por Cristo e pelos apóstolos das outras igrejas e filosofias heréticas que estavam aparecendo.

2. O Pai-Nosso
Bem, nada de antibíblico aqui. Sem comentários mais.

3. A Ave-Maria
"Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. Santa Maria, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém".
Isto coloca um bom problema aos protestantes. Porquê? Veja o que a Bíblia diz sobre isso (versão KJV):
"E o anjo veio sobre ela, e disse, Ave, tu que és grandemente favorecida, o Senhor está contigo. Bem-aventurada és tu entre as mulheres". (Lc 1,28)
São Jerônimo, um dos primeiros Pais da Igreja, traduziu a Bíblia grega para o latim, e a melhor forma de traduzir para o latim a forma "grandemente favorecida" foi "gratia plena", que significa "cheia de graça". Isto denota muito bem o estado de Maria, "cheia de graça", sem pecado.
Desta forma, a primeira parte da Ave-Maria não deixa problema algum. E quanto à segunda parte?
Santa Maria? É esperado que, sendo Maria a mãe do "Santo dos Santos", ela seja também uma pessoa santa. Isto não pode ser problema para os protestantes, que acreditam que todos os cristãos são santos, de uma forma ou de outra, no mínimo.
Mãe de Deus? Maria é a mãe de Jesus, certo? Jesus era uma pessoa divina com uma natureza divina e humana. Maria "assim como fazem todas as mães" deu a luz à pessoa, não à natureza. E a qual pessoa ela deu à luz? Uma pessoa divina. Logo, Maria é a mãe de Deus.
Rogai por nós, pecadores? Pedimos que Maria ore por nós. Mas ela não está morta? Não de acordo com a Bíblia (Mc 12,26-27; Mt 27,52-53).
Nós devemos orar pelos outros, diz Tiago (Tg 5,16). Ora, mas Jesus não é o único mediador? Sim, assim como Ele é o único rei, o único Senhor, o único sacerdote, etc...E enquanto partilharmos deste seu sacerdócio e reinado, também partilhamos desta única mediação.
Agora e na hora de nossa morte? Oh-oh!, como Maria sabe quando morreremos? Bem, ela possui a visão beatífica (1 Cor 13:12; 2 Pd 1:4), e além do mais, não existe época no paraíso, somente eternidade e, portanto, nem Maria ou os anjos estão sob o limite do tempo e por isso podem ouvir todas as nossas orações.

4. Glória
"Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre. Amem".
Pequena e linda oração. Ninguém reclame dela.

5. Salve Regina (Salve Rainha)
"Salve Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa. Salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós, suspirando, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Ei-a pois, advogada nossa, esses vossos olhos misteriosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus. Bendito é o fruto do teu ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria. Rogai por nós, santa mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo".
É bem complicado, vamos com calma.
Rainha? Considere que Jesus, Rei dos Reis, nunca foi casado. Se um rei não possui esposa, quem, portanto, é a rainha? Sua mãe! E isto se aplica aqui.
Vida, doçura e esperança? Isto diz respeito à mediação de Maria, assunto que não abordaremos neste texto pela sua natureza mais profunda. Chamamos Maria desta forma porque ela é a causa, estritamente na forma subordinada "claro", da nossa salvação, vida, doçura e esperança (que é Jesus).
Vossos olhos misericordiosos? Maria, como imaculada, tem misericórdia de seus filhos. Lembrando que todos somos seus filhos. Ela é nossa mãe, porque somos parte do corpo de Jesus, nascido de Maria.
Clemente, piedosa, doce? Quem nega que a mãe de Jesus é clemente? Ou piedosa? Ou doce? Minha mãe (carnal) é! Quanto mais com um filho como Jesus, o filho de Deus!
Como vimos, são várias orações. Claro, existem entre nós questões sobre o rosário, como apontam alguns quando dizem que Jesus nos recomendou não rezar em "vãs repetições" como fazem os gentios (Mt 6,7).
Mas notem todos que Jesus não condena as repetições, somente as que são "vãs". Se nós condenamos católicos bêbados, não estamos condenando todos os católicos que bebem e nem significa que todos os católicos "são" bêbados. Isto somente significa que aqueles católicos que "estavam" bêbados são condenados. Aqui é a mesma coisa. Jesus disse para não rezarmos as repetições "que são vãs", ou sejam, de nada adiantariam. E porque o rosário não é incluído nestas "vãs repetições"? Porque nele nós meditamos os mistérios da vida, morte e ressurreição de Cristo, e isto nunca será "vão". A Ave-Maria somente é a base para todos estes mistérios. Nunca se acreditou que se consegue alguma coisa com uma certa quantidade de orações. O Rosário bem recitado é aquele bem meditado, com concentração. Onde as palavras não são somente balbuciadas, mas rezadas com fé.
Então, da próxima vez que alguém se dizer um cristão, pergunte como honra a Maria. Se disser "não, obrigado, não sou idólatra, somente honro a Jesus", pergunte então porque a Bíblia nos pede para honrarmos os santos (1 Pd 1,6-7), e porque Maria é tão "grandemente favorecida".
"Doravante, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada" (Lc 1,48).

Traduzido para o Veritatis Splendor por Rondinelly Ribeiro Rosa.

31/12/2011

Explicação da Ave Maria por São Tomás de Aquino

PRÓLOGO
1. — A saudação angélica é dividida em três partes: A primeira, composta pelo Anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres. (Lc 1, 28).
A segunda é obra de Isabel, mãe de João Batista, que disse: Bendito é o fruto do teu ventre.
A terceira parte, a Igreja acrescentou: Maria
O Anjo não disse: Ave Maria e sim, Ave, Cheia de graça. Mas este nome de Maria, efetivamente, se harmoniza com as palavras do Anjo, como veremos mais adiante.

AVE
2. — Na antiguidade, a aparição dos Anjos aos homens era um acontecimento de grande importância e os homens sentiam-se extremamente honrados em poder testemunhar sua veneração aos Anjos.
A Sagrada Escritura louva Abraão por ter dado hospitalidade aos Anjos e por tê-los reverenciado.
Mas um Anjo se inclinar diante de uma criatura humana, nunca se tinha ouvido dizer antes que o Anjo tivesse saudado à Santíssima Virgem, reverenciando-a e dizendo: Ave.
3. — Se na antiguidade o homem reverenciava o Anjo e o Anjo não reverenciava o homem, é porque o Anjo é maior que o homem e o é por três diferentes razões:
Primeiramente, o Anjo é superior ao homem por sua natureza espiritual.
Está escrito: Dos seres espirituais Deus fez seus Anjos. (Sl 103).
4. — O homem tem uma natureza corruptível e por isso Abraão dizia a Deus: (Gn 18, 27) Falarei a meu Senhor, eu que sou cinza e pó.
Não convém que a criatura espiritual e incorruptível renda homenagem à criatura corruptível.
Em segundo lugar, o Anjo ultrapassa o homem por sua familiaridade com Deus.
Com efeito, o Anjo pertence à família de Deus, mantendo-se a seus pés. Milhares de milhares de Anjos o serviam, e dez milhares de centenas de milhares mantinham-se em sua presença, está escrito em Daniel (7, 10).
Mas o homem é quase estranho a Deus, como um exilado longe de sua face pelo pecado, como diz o Salmista: ( 54 , 8 ) Fugindo, afasteime de Deus.
Convém, pois, ao homem honrar o Anjo por causa de sua proximidade com a majestade divina e de sua intimidade com ela.
Em terceiro lugar, o Anjo foi elevado acima do homem, pela plenitude do esplendor da graça divina que possui. Os Anjos participam da própria luz divina em mais perfeita plenitude. Pode-se enumerar os soldados de Deus, diz Jó (25, 3) e haverá algum sobre quem não se levante a sua luz? Por isso os Anjos aparecem sempre luminosos. Mas os homens participam também desta luz, porém com parcimônia e como num claro-escuro.
Por conseguinte, não convinha ao Anjo inclinar-se diante do homem, até, o dia em que apareceu urna criatura humana que sobrepujava os Anjos por sua plenitude de graças (cf n° 5 a 10), por sua familiaridade com Deus (cf. n° 10) e por sua dignidade.
Esta criatura humana foi a bem-aventurada Virgem Maria. Para reconhecer esta superioridade, o Anjo lhe testemunhou sua veneração por esta palavra: Ave.

CHEIA DE GRAÇA
5. — Primeiramente, a bem-aventurada Virgem ultrapassou todos os Anjos por sua plenitude de graça, e para manifestar esta preeminência o Arcanjo Gabriel inclinou-se diante dela, dizendo: cheia de graça; o que quer dizer: a vós venero, porque me ultrapassais por vossa plenitude de graça.
6. — Diz-se também da Bem-aventurada Virgem que é cheia de graça, em três perspectivas:
Primeiro, sua alma possui toda a plenitude de graça. Deus dá a graça para fazer o bem e para evitar o mal. E sob esse duplo aspecto a Bem-aventurada Virgem possuía a graça perfeitissimamente, porque foi ela quem melhor evitou o pecado, depois de Cristo.
O pecado ou é original ou atual; mortal ou venial.
A Virgem foi preservada do pecado original, desde o primeiro instante de sua concepção e permaneceu sempre isenta de pecado mortal ou venial.
Também está escrito, no Cântico dos Cânticos: (4, 7) Tu és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula.
«Com exceção da Santa Virgem, diz Santo Agostinho, em seu livro sobre a natureza e a graça; todos os santos e santas, em sua vida terrena, diante da pergunta: «estais sem pecados?» teriam gritado a uma só voz: «Se disséssemos: estamos sem pecado (cf. 1, Jo 1, 6), estaríamos enganando-nos a nós mesmos e a verdade não estaria conosco».
«A Virgem santa é a única exceção. Para honrar o Senhor, quando se trata a respeito do pecado, não se faça nunca referência à Virgem Santa. Sabemos que a ela foi dada uma abundância de graças maior, para triunfar completamente do pecado. Ela mereceu conceber Aquele que não foi manchado por nenhuma falta».
Mas o Cristo ultrapassou a Bem-aventurada Virgem. Sem dúvida, um e outro foram concebidos e nasceram sem pecado original. Mas Maria, contrariamente a seu Filho, lhe é submissa de direito. E se ela foi, de fato, totalmente preservada, foi por uma graça e um privilégio singular de Deus Todo Poderoso que é devido aos méritos de seu Filho, Jesus Cristo, Salvador do gênero humano. (N.T.).
7. — A Virgem realizou também as obras de todas as virtudes. Os outros santos se destacam por algumas virtudes, dentre tantas. Este foi humilde, aquele foi casto, aquele outro, misericordioso, por isto são apresentados como modelo para esta ou aquela determinada virtude; como, por exemplo, se apresenta São Nicolau, como modelo de misericórdia.
Mas a Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade. Escutai suas palavras: (Lc 1, 38) Eis a escrava do Senhor. E mais (Lc 1, 48): O Senhor olhou a humildade de sua serva. Ela é também o modelo da castidade: ela mesma confessa que não conheceu homem (cf. Lc 1, 43). Como é fácil constatar, Maria é o modelo de todas as virtudes.
A Bem-aventurada Virgem é pois cheia de graça, tanto porque faz o bem, como porque evita o mal.
8. — Em segundo lugar, a plenitude de graça da Virgem Santa se manifesta no reflexo da graça de sua alma, sobre sua carne e todo o seu corpo.
Já é uma grande felicidade que os santos gozem de graça suficiente, para a santificação de suas almas. Mas a alma da Bem-aventurada Virgem Maria possui uma tal plenitude de graça, que esta graça de sua alma reflete sobre sua carne, que, por sua vez, concebe o Filho de Deus.
Porque o amor do Espírito Santo, nos diz Hugo de São Vitor, arde no coração da Virgem com um ardor singular, Ele opera em sua carne maravilhas tão grandes, que dela nasceu um Homem Deus, como avisa o Anjo à Virgem santa: (Lc 1, 35) Um Filho santo nascerá de ti e será chamado Filho de Deus.
9. — Em terceiro lugar, a Bem-aventurada Virgem é cheia de graça, a ponto de espalhar sua plenitude de graça sobre todos os homens.
Que cada santo possua graça suficiente para a salvação de muitos homens é coisa considerável.Mas se um santo fosse dotado de uma graça capaz de salvar toda a humanidade, ele gozaria de uma abundância de graça insuperável. Ora, essa plenitude de graça existe no Cristo e na Bem-aventurada Virgem.
Em todos os perigos, podemos obter o auxílio desta gloriosa Virgem. Canta o esposo, no Cântico dos Cânticos: (4, 4) Teu pescoço é como a torre de Davi, edificada com seus baluartes. Dela estão pendentes mil escudos, quer dizer, mil remédios contra os perigos.
Também em todas as ações virtuosas podemos beneficiar-nos de sua ajuda. Em mim há toda a esperança da vida e da virtude (Ecl 24, 25).

MARIA
10. — A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, «iluminada interiormente», donde se aplica a Maria o que disse Isaias: (58, 11) O Senhor encherá tua alma de esplendores. Também quer dizer: «iluminadora dos outros», em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua.

O SENHOR É CONVOSCO
11. — Em segundo lugar, a Virgem ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor. O arcanjo Gabriel reconhece esta superioridade, quando lhe dirige estas palavras: O Senhor é convosco, isto é, venero-vos e confesso que estais mais próxima de Deus do que eu mesmo estou. O Senhor está, efetivamente, convosco.
O Senhor Pai está com Maria, pois Ele não se separa de maneira nenhuma de seu Filho e Maria possui este Filho, como nenhuma outra criatura, até mesmo angélica. Deus mandou dizer a Maria, pelo Arcanjo Gabriel (Lc 1, 35) Uma criança santa nascerá de ti e será chamada Filho de Deus.
O Senhor está com Maria, pois repousa em seu seio. Melhor do que a qualquer outra criatura se aplicam a Maria estas palavras de Isaias: (12, 6) Exulta e louva, casa de Sião, porque o Grande, o Santo de Israel está no meio de ti.
O Senhor não habita da mesma maneira com a Bem-aventurada Virgem e com os Anjos. Deus está com Maria, como seu Filho; com os Anjos, Deus habita como Senhor.
O Espírito Santo está em Maria, como em seu templo, onde opera. O arcanjo lhe anunciou: (Lc 1, 35) O Espírito Santo virá sobre ti. Assim, pois, Maria concebeu por efeito do Espírito Santo e nós a chamamos «Templo do Senhor», «Santuário do Espírito Santo». (cf. liturgia das festas de Nossa Senhora).
Portanto, a Bem-aventurada Virgem goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica.
Com ela está o Senhor Pai, o Senhor Filho, o Senhor Espírito Santo, a Santíssima Trindade inteira. Por isso canta a Igreja: «Sois digno trono de toda a Trindade».
É esta então a palavra mais nobre, a mais expressiva, como louvor, que podemos dirigir à Virgem.

MARIA
12. — Portanto o Anjo reverenciou a Bem-aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco significa soberana, o que lhe convém perfeitamente.
13. — Em terceiro lugar, a Virgem ultrapassou aos Anjos em pureza.
Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros.
Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como também foi livre de toda pena.

BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES
14. — Três maldições foram proferidas por Deus contra os homens, por causa do pecado original.
A primeira foi contra a mulher, que traria seu filho no sofrimento e daria à luz com dores.
Mas a Bem-aventurada Virgem não está submetida a estas penas. Ela concebeu o Salvador sem corrupção, trouxe-o alegremente em seu seio e o teve na alegria. A Ela se aplica a palavra de Isaias: (35, 2) A terra germinará, exultará, cantará louvores.
15. — A segunda maldição foi pronunciada contra o homem (Gn 3, 9): Comerás o teu pão com o suor de teu rosto.
A Bem-aventurada Virgem foi isenta desta pena. Como diz o Apóstolo (1 Cor 7, 32-34): Fiquem livres de cuidados as virgens e se ocupem só com o Senhor.
16. - A terceira maldição foi comum ao homem e à mulher. Em razão dela devem ambos tornar ao pó.
A Bem-aventurada Virgem disto também foi preservada, pois foi, com o corpo, assunta aos céus. Cremos que, depois de morta, foi ressuscitada e elevada ao céu. Também se lhe aplicam muito apropriadamente as palavras do Salmo 131, 8: Levanta-te, Senhor, entra no teu repouso; tu e a arca da tua santificação.

MARIA
17. - A Virgem foi pois isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso.
Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer, «Estrela do mar», Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória.

BENDITO É O FRUTO DE VOSSO VENTRE
18. — O pecador procura nas criaturas aquilo que não pode achar, mas o justo o obtém. A riqueza dos pecadores está reservada para os justos, dizem os Provérbios (13, 22). Assim Eva procurou o fruto, sem achar nele a satisfação de seus desejos. A Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou em seu fruto tudo o que Eva desejou.
19. — Eva, com efeito, desejou de seu fruto três coisas:
Primeiro, a deificação de Adão e dela mesma e o conhecimento do bem e do mal, como lhe prometera falsamente o diabo: Sereis como deuses (Gn 3, 5), disse-lhes o mentiroso. O diabo mentiu, porque ele é mentiroso e o pai da mentira (cf. Jo 8, 44). E por ter comido do fruto, Eva, em vez de se tornar semelhante a Deus, tornou-se dessemelhante. Por seu pecado, afastou-se de Deus, sua salvação, e foi expulsa do paraíso.
A Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou sua deificação no fruto de suas entranhas. Por Cristo nos unimos a Deus e nos tornamos semelhantes a Ele. Diz-nos São João: (1 Jo 3, 2) Quando Deus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos como Ele é.
20. — Em segundo lugar, Eva desejava o deleite (cf. Gn 3, 6), mas não o encontrou no fruto e imediatamente conheceu que estava nua e a dor entrou em sua vida.
No fruto da Virgem, ao contrário, encontramos a suavidade e a salvação. Quem come minha carne tem a vida eterna (Jo 6, 55).
21. — Enfim, o fruto de Eva era sedutor no aspecto, mas quão mais belo é o fruto da Virgem que os próprios Anjos desejam contemplar (cf. 1 Pe 1, 12). É o mais belo dos filhos dos homens (Sl 44, 3), porque é o esplendor da glória de seu Pai (Heb 1, 3) como diz S. Paulo.
Portanto, Eva não pôde achar em seu fruto o que também nenhum pecador achará em seu pecado.
Acharemos, no entanto, tudo o que desejamos no fruto da Virgem. Busquemo-lo.
22. — O fruto da Virgem Maria é bendito por Deus, que de tal forma encheu-o de graças que sua simples vinda já nos faz render homenagem a Deus. Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, declara São Paulo (Ef 1, 3).
O fruto da Virgem é bendito pelos Anjos. O Apocalipse (7, 11) nos mostra os Anjos caindo com a face por terra e adorando o Cristo com seus cantos: O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém.
O fruto de Maria é também bendito pelos homens: Toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai, nos diz o Apóstolo (Fp 2, 11). E o Salmista (Sl 117, 26) o saúda assim: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Assim, pois, a Virgem é bendita, porém, bem mais ainda, é o seu fruto.

Fonte: Pai Nosso e Ave Maria – Sermões de Santo Tomás de Aquino. Editora Permanência, Rio de Janeiro

29/12/2011

Consagração à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



O Anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espirito Santo: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a vossa palavra." E o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós.
Rogai por nós Santa mãe do Perpétuo Socorro, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos...
Ó mãe do Perpétuo Socorro, diante do vosso bondoso olhar me coloco humildemente, recorrendo como filho à vossa maternal bondade.
Vós sois meu refúgio, esperança e proteção.
Atendei, ó rainha, o desejo que tenho de possuir o amor eterno, a graça de Deus Pai, a salvação para a minha alma e para a vida daqueles por quem suplico.
Dai-me sempre a graça de seguir Jesus, na família dos filhos do Divino Pai Eterno, nas virtudes e na Santidade Divina.
Recebei, Ó Rainha Santíssima, minhas preces e necessidades elevando o meu coração ao vosso filho
Consagro a vós meus olhos, para que sejam a lâmpada de minha alma...meus ouvidos, para que estejam sempre atentos aos apelos do evangelho...minha boca, para que sempre proclame que sois a luz do meu viver.
Consagro a Vós, ó Mãe Incomparável, minha alegria e minha dor, minha mente e meu coração, minha vida e minha morte, no desejo da eternidade sem fim.
Consagro todo meu ser a Vós, o Mãe do Perpétuo Socorro, carregando a minha cruz e renunciando a todo mal. Amém!

Padre Nosso, que estais nos Céu, Santificado seja o vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na Terra, como no Céu. O Pão Nosso de cada dia, nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores e não nos deixei cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém!

26/12/2011

O ocultamento do Tratado da Verdadeira Devoção e o ocultamento do Terceiro Segredo de Fátima


S. Luis Maria Grignion de Montfort
S. Luis Maria Grignion de Montfort,
basílica de S. Pedro, Roma. Nessa
inspirada e sugestiva escultura, 
demônio é mostrado com o Tratado 
em suas mãos, na inútil tentativa de 
ocultá-lo.


Como vemos, os desígnios de Deus são claros e muito simples: O Reino de Cristo se estabelece pelo Reino de Maria e o Reino de Maria, pela propagação da Total Consagração à Santíssima Virgem, ensinada por S. Luis Maria de Montfort no Tratado da Verdadeira Devoção.
Com isso em mente, compreende-se a razão que levou o Inimigo de Deus a ter tamanho ódio deste pequeno livro (o Tratado da Verdadeira Devoção) e a escondê-lo durante 130 anos (1712-1842), conforme o próprio santo previra.
Também a partir desse contexto compreende-se o ocultamento do Terceiro Segredo, por parte da alta hierarquia da Igreja, desde que deveria ter sido revelado em 1960 por solicitação do Alto. Mas a hierarquia vendo-se pressionada —e, em alguns aspectos, seduzida pelas doutrinas dos fautores da Nova Ordem Mundial— resolveu apostar no aggiornamento e deixar a Barca de Pedro ser levada pelos ventos modernistas-progessistas do humanismo maçônico. E assim, como tantas vezes o povo hebreu cedera, os homens da Igreja de Cristo fizeram também ouvidos moucos ao mandato do Céu, anunciado pela voz profética das três frágeis crianças de além-mar.
Desde então, a maioria dos representantes de Cristo na terra horizontalizou sua atenção para a temporariedade e a transitoriedade do mundo. Procurando agradar o homem lamentavelmente deixam de lado a seiva das milenares devoções e o inadiável apelo profético que implicam diretamente na salvação das almas. Salvação que é justamente confiada a estes mesmos homens da Igreja. Muitos deles tão ocupados com as coisas da terra que já não mais voltam seus olhares para as verdades do Céu.
Enquanto isso, os fiéis católicos, mornos e apáticos em seu testemunho de Fé, já não mais se diferenciam em pensamento e conduta dos inimigos de Cristo.
Eis a "relevância" aterrorizante da mensagem de Fátima, de acordo com Bento XVI. Mas, ainda assim, a última palavra na história é a bondade de Deus. Para ser louvado com um espírito de penitência e de conversão. 
A estreita relação profética entre Fátima e o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem
Perfeita Devoção | A PERFEITA DEVOÇÃO
http://www.perfeitadevocao.org/APerfeitaDevocao-.php?id=21

18/12/2011

Como surgiu o “Santa Maria, rogai por nós”


A história da Ordem do Carmo é cheia de riquezas. Seu fundador, Santo Elias, 400 anos antes de Nosso Senhor Jesus Cristo, já venerava a Mãe de Deus que iria nascer.
Afirmava São Epifânio que já na primeira metade do século IV, existia uma associação de mulheres cristãs que prestavam um culto a Maria Santíssima.Vemos na história quantos Santos tiveram grande devoção à Mãe de Deus, e que muitos a conheciam como Santa Maria.
Porém, foi depois do Concílio de Éfeso, realizado no ano de 431, por convocação do Papa Celestino I, que surgiu um culto litúrgico em honra à Mãe de Deus.
O Concílio de Éfeso foi convocado para combater as heresias do Pelagismo e Nestorismo, dirimindo equívocos sobre a Doutrina Cristã, ao mesmo tempo em que definia uma sublime prerrogativa de Maria e o seu verdadeiro posicionamento na economia da salvação, culminando por decretar o Dogma de SUA Maternidade Divina.
Os erros das heresias espalharam-se rapidamente, fazendo muitos adeptos como normalmente acontecia de início com todas as heresias. Mas esses erros que versavam sobre a Divindade de Jesus Cristo e a Maternidade de Sua Santa Mãe, foram logo e energicamente combatidos.
São Cirilo, Bispo de Alexandria, foi o Presidente do Concílio em Éfeso, que defendeu dignamente as verdades do cristianismo, contra as investidas herejas.
No dia do encerramento, após a leitura da sentença que condenava os heresiarcas, expressando o pensamento unânime de todos os presentes, foi lido o decreto do Dogma da Maternidade Divina de Maria Santíssima, proclamado e justificado com toda honra, para a maior Glória de Deus. O Papa São Celestino emocionado e com lágrimas nos olhos, ajoelhou-se e respeitosamente saudou-a assim:
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem”
Essa saudação de Sua Santidade, ficou sendo a segunda parte da AVE MARIA, que tem como primeira parte dois trechos. Um formado pelo cumprimento feito pelo Arcanjo São Gabriel a Maria, no dia da Anunciação, em Nazaré:
“Ave Maria, cheia de graça. O Senhor é convosco”.
O outro trecho é constituído pela frase pronunciada por Santa Isabel, prima de Maria, quando a Santíssima Virgem foi a Ain Karin para ajuda-la durante os três últimos meses de gravidez, do qual nasceu São João Batista. Disse Isabel:
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre”.
Fonte: “Pelos Caminhos do Amor” – Jusan F. Novaes – 1ª Edição – ano 1983 – Com Aprovação Eclesiástica.
TRANSCRIÇÃO DO SITE: ASSOCIAÇÃO DEVOTOS DE FÁTIMA: www.adf.org.br