Onde estavam os protestantes, antes do século XVI?
"No protestantismo não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada separado recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo “evangélico”. O outro repete na mesma sequência as mesmas caminhadas e chega a conclusões dogmáticas e morais totalmente diferentes” - Pe. Leonel Franca
1. Negam verdades de Fé.
Ser cristão é ser batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja (Conf. Catecismo Maior de São Pio X).
Em São Marcos XVI, 15-18, Nosso Senhor disse aos Apóstolos: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que crerem: Expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão as serpentes, e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os enfermos, e serão curados."
Vejam, ide por todo o orbe, é onde só a Santa Igreja pode ir, pois é católica, um termo grego katholikos (καθολικός), que quer dizer "universal", em todos os lugares, utilizado pela primeira vez por Santo Inácio de Antioquia (Epístola de Santo Inácio de Antioquia aos esmirnenses), e só ela, a Igreja, pode ir a todo o mundo, está presente em todos os lugares, e Roma proporcionou as estradas para isso ela chegasse a qualquer lugar do mundo conhecido.
Ao fundar a Igreja, conforme em São Mateus XVI, 17-19, Nosso Senhor deixa claro que, a responsabilidade de edifica-la recai sobre Pedro e ele como uma pedra deve iniciar a distribuição dos apóstolos pelo mundo, indicar onde cada discípulo deve ir, foi sobre Petrus, o primeiro papa, que ela será edificada e “tudo” o que ligares na terra será ligado no Céu. "Simão, filho de João, amas-me?", pergunta que poderia ter feito a qualquer dos discípulos ali presentes, mas foi a Pedro, que foi até Roma, que lá estabeleceu a sua Sé, o primeiro papa da Igreja de Cristo, que é a Católica, que foi perguntado e lhe dado a missão, "Apascenta as minhas ovelhas".
"Quem crê e for batizado, será salvo", ora, não é só crê, ter uma fé material que será salvo, como o heresiarca defendeu em suas teses: sola scriptura, sola fide, sola gratia, solus Cristus e soli Deo gloria e hoje temos a sexta, solus scientia, mas é necessário ter, além da fé, o batismo, ser declarado filho de Deus por adoção, receber o Espírito Santo.
O que é o Sacramento do Batismo? Respostas (Catecismo Maior de São Pio X): O Batismo é o Sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos cristãos. Interessante que, nem todo batismo de protestante é válido, como dos luteranos, dos presbiterianos (batistas; congregacionalistas; adventistas); pentecostais (assembleia de Deus, congregação cristã do Brasil, do Evangelho Quadrangular, igreja Deus é Amor); Exército da Salvação; Mórmons; Testemunhas de Jeová em outras. Então, mesmo com sua fé, uma fé material, não serão salvos, já que quando não falta uma, falta a outra.
“Eis os milagres que acompanharão os que crerem”, seguir a Sabedoria Divina (Nosso Senhor Jesus Cristo); “Expulsarão os demônios em meu nome”, expulsar o gnosticismo, o paganismo; “falarão novas línguas”, conheceres a Verdade no Novo Testamento; “manusearão as serpentes”, combaterão as heresias; “se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal”, se tiverem contato com o ateísmo, hoje também, com o socialismo, o comunismo, o modernismo, o sinodalismo; “imporão as mãos sobre os enfermos, e serão curados”, catequisar os hereges, ateus, idolatras, gnósticos, pagãos, modernistas, socialistas, talmudistas e outros, lhes proporcionaram a vida eterna.
2. Negam dogmas cristológicos: Muitas seitas protestantes, quando não negam um, negam outro dogma, negar uma só verdade de Fé ela já é excluída. Alguns negam que Jesus é Deus, outros negam a Santíssima Trindade, então não há a Segunda Pessoa, todas negam que a Santíssima Virgem é Mãe de Deus então, todas negam a Divindade de Cristo:
Humanidade de Cristo: Proclama que Jesus assumiu uma natureza humana completa e verdadeira (corpo e alma), tornando-se “verdadeiro homem”. Significa que Jesus não foi um fantasma ou apenas aparentou ser humano (contra o Docetismo). Difundida nos primeiros anos do cristianismo por um indivíduo chamado Saturnino.
União Hipostática: Proclama que Jesus é uma única Pessoa Divina (o Verbo) com duas naturezas distintas: a divina e a humana, unidas sem confusão, mudança, divisão ou separação. Significa que Jesus não é duas pessoas separadas (uma divina e outra humana). A definição, feita no Concílio de Calcedônia (451 d.C.), garante que Jesus é um só mediador entre Deus e a humanidade.
Maria, Mãe de Deus: Proclama que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois gerou, segundo a carne, o Filho de Deus que se fez homem. Proclamado no Concílio de Éfeso (431 d.C.), este dogma protege a união hipostática, pois significa que Maria não gerou apenas a “natureza humana” de Jesus, mas a pessoa divina que assumiu a humanidade. Sua negação vai contra a Divindade de Cristo, conta a União Hipostática e Humanidade de Cristo, voltando a heresias dos primeiros anos.
Duas Vontades em Cristo: Proclama que, em Jesus Cristo, há duas vontades naturais (divina e humana) e duas energias naturais, não contrárias, mas cooperantes. Significa que a vontade humana de Jesus segue a sua vontade divina, estando a ele submissa, sem anulá-la. Foi definido no 3º Concílio de Constantinopla (680-681 d.C.) contra o Monotelismo (que propunha uma única vontade).
Ressurreição e Ascensão: Proclama que Jesus Cristo ressuscitou corporalmente dos mortos e ascendeu ao céu com sua humanidade glorificada, onde está sentado à direita do Pai. Significa que aconteceu de fato a vitória real sobre o pecado e a morte, confirmando a divindade de Cristo e inaugurando a nova criação. Negar é negar que Cristo é verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, negam a Divindade de Cristo.
3. Negam dogmas trinitários: Como vimos, uma negação de uma, já leva a negação de outra. A palavra Trindade nasceu do latim, “trinitas”, que significa “três” e “tríade, foi utilizada pela primeira vez por Teófilo de Antioquia, por volta do ano 170.
Muitas seitas protestantes negam a Santíssima Trindade, aderindo a heresia judaizante, alertada por Santo Inácio de Antioquia nas cartas aos magnésios e aos filadélfos e também Santo Irineu de Lião na obra Contra as Heresias. A negação ou uma reinterpretação do dogma não é exclusivo dos judaizantes em si, alguns que se dizem católicos (modernistas, conciliares, sinodais, conservadores), com sua negação mitigada aderem as heresias judaizantes.
Rejeitam os dogmas marianos e são adeptos de heresias dos primeiros séculos em que Maria seria mãe estritamente da natureza humana de Jesus (Nestorianismo), mas essa negação de Mãe de Deus implica na rejeição da Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, negam a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, negam a própria Trindade.
Maternidade Divina (Theotókos): Concílio de Éfeso em 431.
Virgindade Perpétua: Concílio de Latrão, em 649.
Imaculada Conceição: Proclamação: 8 de dezembro de 1854, pelo Papa Pio IX, na bula Ineffabilis Deus.
Assunção de Maria: Proclamação: 1 de novembro de 1950, pelo Papa Pio XII, na constituição Munificentíssimus Deus.
As negações dos dogmas marianos, não é restrita somente aos protestantes. Os "católicos" de hoje, os modernistas, conciliares e sinodais, rejeitam dogmas marianos, em sua totalidade ou alguns, como também a Corredenção e Maria como Medianeira de Todas as Graças, que não são dogmas, mas um título que tradição a muitos séculos utiliza, é ensinada e utilizado pelo Magistério da Igreja até os anos de 1960.
Um dos dogmas mais debatidos pelos protestantes é o dogma da Maternidade Divina (Theotókos), porém em 1927, foi encontrada em um fragmento de papiro no Egito, datada do século III (aproximadamente do ano 250), com uma oração em que Maria já era tratada como Mãe de Deus, quase duzentos anos antes da proclamação do dogma da Maternidade Divina, no Concílio de Éfeso em 431:
Não desprezeis as nossas súplicas, em nossas dificuldades;
Mas livra-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.
Em latim: "Sub tuum præsidium confugimus, sancta Dei Genetrix; nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus nostris, sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta."
5. São judaizantes:
Iconoclastia ou Iconoclasmo vem do grego εικών, "ícone" ou imagem, e κλαστειν, "quebrar", literalmente "quebrador de imagem".
Foi uma heresia e perseguição que teve início durante o reinado de Leão III, o Isáurio, que reinou de 717 a 741. Promoveu uma destruição as sacras imagens, perseguição a cristãos que defendiam as imagens, criando muitos de mártires, tudo devido a influência do islã.
Leão III nasceu numa região na fronteira da Síria e da Anatólia, conviveu com semitas, judeus e muçulmanos, culturas com inclinação iconoclasta, principalmente o islã, que possui uma rejeição teológica absoluta à representação de Deus ou de figuras sagradas em imagens e a influência da Kabalah.
A convivência do monarca com essas três culturas, teria moldado a mentalidade de Leão, tornando-o simpático à ideia de que a veneração de ícones se assemelhava à idolatria e nisso iniciou a grande perseguição iniciada em 726, em 787 foi restabelecida a veneração de imagens no II Concílio de Nicéia e em 843 encerrou a totalmente a iconoclastia no oriente cristão, mas seguiu com a queda do império romano do ocidente e restabelecida no século XVI pelas diversas seitas protestantes.
Os protestantes, baseados pelas influencias cabalísticas e o relacionamento com muçulmanos, teve uma campanha de iconoclastia semelhante a promovida por Leão Isaúrio, com o aflorar da sua revolução, ondas de ataques, sobretudo na Holanda, Alemanha e Suíça. No saque de Roma em 1527, além das imagens relíquias de santos como do Apóstolo Santo André, foram profanadas e jogadas nas ruas da cidade.
Negam a Santíssima Trindade: Rejeitam a Trindade. Que há um Deus em três pessoas e que Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade e Seu Filho um tipo de deus menor e o Espírito Santo é seu espírito que vaga sobre a terra. Três pessoas literalmente. Outras seitas e infiéis, negam totalmente a Santíssima Trindade, como negam os talmudistas e islamitas.
Negação do nascimento virginal: rejeitam a concepção virginal de Jesus por Maria,
Rejeição da divindade de Cristo: Jesus era um homem comum (ou um profeta/messias humano) sobre o qual o Espírito "desceu" no batismo
Rejeição as epístolas de São Paulo: considerando-o um "apóstata" da Lei de Moisés.
Tem em Israel como a sede do pseudo-cristianismo, rejeitam o batismo cristãos, até mesmo batismos válidos de algumas seitas protestantes.
Tiraram Livros das Sagradas Escrituras: Assim como os talmudistas, que no chamado concílio de Jamnia retiraram sete livros das Escrituras e parte de outros dois livros, o heresiarca retirou os mesmos sete livros, alegando que um "concílio" judaico tem mais "AUTORIDADE" para apontar os livros inspirados do Antigo Testamento do que qualquer outro - Jamnia e a exclusão dos livros deuterocanônicos.
Mas, e o Novo Testamento? O Cânon do Novo Testamento, foi definido no I Concilio de Nicéia pela Igreja católica. Os livros deuterocanônicos foram confirmados nos concílios de Hipona (393), de Cartago (397 e 419), no Concílio Florentino (1441) e no Concílio de Trento (1546), todos da Igreja Católica , sobre a autoridade do papa.
São Dâmaso, papa do século IV, definiu os livros que deveriam fazer parte, não só do Novo Testamento, como também do Antigo. Oriundo do Concílio regional de Roma em 371, o Decreto Gelasiano, estabeleceu quais deveriam ser os livros inspirados, como também apontou livros que eram apócrifos.
Se Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. Se Ele falou isso no ano 33, então onde Ele ficou até 1517? E o lapso temporal de quase 1500? E a Igreja prometida, as almas que deveriam ser batizadas e ouvir os ensinamentos de Jesus? A profecia de Malaquias, falhou o profeta?
São Mateus 7, 25: Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos, e investiram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava fundada sobre rocha. Assim é a Igreja.
São Mateus 7, 27: Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos, e investiram contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína. Assim é protestantismo.
Assim como Caifás rasgou as vestes perante Jesus Cristo, os revolucionários protestantes rasgaram a sua túnica, a aliança com Deus e exclamaram perante a Igreja: "Blasfemou; que necessidade temos de mais testemunhas?”
O protestantismo teve sua influência em heresias gnósticas dos primeiros séculos do cristianismo, na Kabalah, no arianismo, no islã, no talmudismo, nos cátaros, no humanismo, no renascimento. É pai do liberalismo, do naturalismo, do nudismo, da volta da escravidão já extinta na Europa, do racismo, da maçonaria, do socialismo, da revolução francesa, do aborto, da eugenia, do comunismo, do modernismo, da 1ª guerra, da revolução russa, da escola de Frankfurt, de Woodstock, da revolução sexual, marcusianismo.
São Mateus 7, 21-23: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas só o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome fizemos muitos milagres?
E então eu lhes direi bem alto: Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós que obrais a iniquidade!

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