Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Nota do blog Salve Regina: “Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.” Mons. Marcel Lefebvre

Pax Domini sit semper tecum

Item 4º do Juramento Anti-modernista São PIO X: "Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente" - JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

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Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI”. - Declaração do Pe. Camel.

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Ao negar a celebração da Missa Tradicional ou ao obstruir e a discriminar, comportam-se como um administrador infiel e caprichoso que, contrariamente às instruções do pai da casa - tem a despensa trancada ou como uma madrasta má que dá às crianças uma dose deficiente. É possível que esses clérigos tenham medo do grande poder da verdade que irradia da celebração da Missa Tradicional. Pode comparar-se a Missa Tradicional a um leão: soltem-no e ele defender-se-á sozinho”. - D. Athanasius Schneider

"Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado".- São Francisco de Sales

“E eu lhes digo que o protestantismo não é cristianismo puro, nem cristianismo de espécie alguma; é pseudocristianismo, um cristianismo falso. Nem sequer tem os protestantes direito de se chamarem cristãos”. - Padre Amando Adriano Lochu

"MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses". - Padre Emmanuel

“O conteúdo das publicações são de inteira responsabilidade de seus autores indicados nas matérias ou nas citações das referidas fontes de origem, não significando, pelos administradores do blog, a inteira adesão das ideias expressas.”

15/04/2012

O padre de "ontem" é o mesmo de "hoje"?


Por Rodrigo de Luna

Quando falamos na palavra "padre" qual é a primeira coisa que nos vem à cabeça?
Um homem de batina preta? - Um homem celebrando uma Missa com uma túnica branca?Ou um homem comum como todos os outros?
Nos dias de hoje o termo mais "correto" é o da última opção, não por apelância, mas sim por que os próprios padres de hoje buscam isto!


Vejamos esta foto:
 
Algumas pessoas perguntariam: "Em mil novecentos e quanto foi tirada esta foto?", já outras que possuem um pouco mais de conhecimento poderiam dizer: "Isso foi
no Concílio de Trento?" e tendo as chances de várias outras perguntas mirabolantes. Vemos nada mais e nada menos do que dois padres caminhando em uma calçada usando roupas que eram tão comuns na época, quanto a famosa "camisa clerical" dos dias de hoje.
A foto foi tirada em um tempo onde era perfeitamente normal verem padres usando batina, saturno ou barrete, seminaristas vestidos da mesma forma, andando por aí sem "vergonha" alguma. São estas coisas que infelizmente são raríssimas nos dias de hoje. É triste não apenas para mim, mas para muitos católicos ver aos poucos a maioria dos padres abandonando uma veste que é e continuará sendo tão importante até o fim dos dias para os padres do mundo inteiro.
Nos dias de hoje, alguns padres optam por usar roupas que os façam parecer mais com as pessoas normais, mas tendo uma pequena característica que os distinguem dos leigos: Uma pequena palheta branca que se usa entre as duas golas da camisa, fazendo então a camisa clerical, como vemos na foto:



Como me dizia um amigo: "A camisa clerical faz o padre da cintura para cima, basta tirar a palheta e pronto! Não se parece mais com um padre!"
Não temos autoridade alguma para condenar o padre que gosta de usar tal veste sacra, mas uma coisa que ninguém jamais poderá negar é que a roupa própria do padre é nada mais e nada menos que a sua batina. Ora, nos dias de hoje, a finalidade de tudo é de se modernizar, até mesmo o padre! Mas não devem fazer isto à pessoa do padre. Ele deve ser o mesmo de ontem, de hoje e de sempre! Eles não podem aderir às modernidades (infelizmente grande maioria já aderindo) e deixando sua veste talar de lado, trocando por uma camisa que não é criação da Santa Madre Igreja; mas qual padre hoje em dia se importa com isto? Poucos! Infelizmente é uma questão muito triste que choca a qualquer cristão que reconheça e que realmente se preocupe com a situação da Igreja nos dias turbulentos de hoje. Uma vez vi em um site confiável Católico que em uma aparição de Nossa Senhora, Ela disse que 97% dos padres hoje, não levam ou não buscam uma vida santa.
Para muitos o padre evoluiu, deixou de usar a batina, usa roupas comuns, tem um linguajar informal, gírias, agindo então de uma forma que não convém a um sacerdote ou seja: Non clericat - não clerical -. Quem vê um padre na rua hoje é capaz até mesmo de faltar com respeito com ele, pois o respeito que se tinha pelo menos à uns 30, 40 anos atrás se perdeu totalmente! Quem acredita que a algumas décadas até mesmo os protestantes e membros de outras religiões respeitavam a pessoa do padre?
Esta imagem é bastante interessante, pois comparando aos dias de hoje, seria uma coisa meio que, se podemos chamar desta forma, "impossível":

Antigamente, ver um padre era sinônimo de ver o Cristo em sua frente, era respeitado por tudo e por todos mostrando então a sua verdadeira autoridade agindo In Persona Christ Caput Ecclesia ou Em Pessoa de Cristo Cabeça da Igreja, sendo esta a função do Sacerdote!Pregar a palavra com autoridade, não por obrigatoriedade, ser respeitado e impor respeito sobre as pessoas, como diz aquele velho ditado: "Se não vai por bem...". É inexplicável o poder e autoridade que o padre tem em mãos... literalmente.

(Soldados se ajoelhando perante um padre)


Esta pessoa do padre que era "tão comum" há algumas décadas atrás se destruiu nos principais pontos, hoje em dia, ele é apenas um "trabalhador" de Cristo que está para suprir as necessidades Espirituais (Espirituais ou emocionais?) do povo, estando ali apenas para celebrar Missas, Ministrar Primeira Eucaristia à crianças e jovens, celebrar casamentos, batismos, matrimônios e outras funções convenientes à um padre; tudo ficou mecânico para muitos deles, celebrar Missa, casamento, extrema-unção, confissão e outros, pois as pessoas não dão o merecido valor a isto. Quem hoje chega a acreditar plenamente que um padre pode salvar uma alma? Poucas pessoas! Quem hoje crê na Eucaristia como deveria crer? Poucas pessoas! Quem hoje acredita e respeita o padre como verdadeira Pessoa de Cristo? Poucas pessoas!
Neste último exemplo, não é culpa das pessoas, mas sim do próprio padre, que termina criando uma imagem que termina sendo generalizada para todos os padres, levando a culpa mesmo os que estão "quietos". É tão normal o padre passar a imagem de uma pessoa qualquer, ou a tão famosa de "padre galã",que usa calças apertadas, camisas de mangas curtas mostrando um braço "malhado" e cantando músicas que fazem a cabeça das pessoas e do próprio padre que termina se vendo (e se vendendo) em um perfil de "estrela" e fazendo shows por aí, levando as pessoas (principalmente as assanhadinhas) ao delírio com o jeito que o padre age no palco.
Isto não convém à um padre, pois como já foi dito pela própria Madre Igreja, ele é o Cristo! Deve então agir como um! Ele está na Pessoa do Cristo vivo em nossas frentes! Por acaso, se o Cristo estivesse entre nós, ele subiria num palco e começaria a cantar? Ou faria como todos sabem, o que lhe seria mais conveniente? Ajudando os doentes, os necessitados, salvando almas e levando a palavra aos que mais precisam? Claro que seria esta última opção.
O que é hoje em dia uma "confissão"? Antigamente, era tido (e é!) como o Tribunal de Deus, onde ali seria perdoado os nossos pecados, é quando nós os confessaríamos ao Cristo (padre) com arrependimento e buscaríamos o perdão de nossos pecados, das nossas faltas cometidas. O padre dava conselhos de Moral Católica, ensinando a verdade, ensinando aquilo que a Igreja ensina aos seus filhos, enquanto nos dias de hoje o padre aconselha coisas terrenas, dá conselhos como se uma pessoa comum estivesse aconselhando. Como por exemplo: Um caso de um padre que disse à um jovem que não era pecado ter relações antes do casamento com uma garota. Pasmem!!! Isto deveria ser motivo de escândalo tanto nos dias de hoje como seria antigamente, um padre jamais pode aconselhar isto à uma pessoa, ainda mais à um jovem que não tem tamanho conhecimento e que busca alguém experiente para ajudar em questões deste tipo.
(Padres confessando condenados à morte)
Como vemos na foto acima, dois padres fazendo a última confissão de dois condenados à morte. Seria momento inapropriado para uma confissão? Não! É um dos momentos mais corretos para se dar a absolvição dos pecados. Mas porque? O dever do padre é o de salvar almas, não o de deixar uma alma se perder e ser condenada ao inferno. O padre tem como dever ouvir todos os pecados dos que estiverem se confessando para poder dar a absolvição, lembrando que o padre mesmo após ouvir todos os pecados poderia absolver ou não o que estiver se confessando.
Há um caso bem interessante, de São Padre Pio, que era um padre confessor. Como ele mesmo em vida, já era Santo, tinha o dom de saber o que se passa na mente das pessoas, medir a contrição delas, ou seja: Se uma pessoa não tivesse arrependimento em ter pecado ou se ela não contasse tudo o que tinha de contar, ele não perdoava a mesma. Isto não é errado, é corretíssimo! Pois na confissão não se deve negar pecado algum, ou estaremos mentindo ao próprio Cristo, que está ali no tribunal, lembrando as palavras da Sagrada Escritura que diz: "Deus abomina a lingua mentirosa". Precisamos de Sacerdotes santos, para que saibam discernir quando uma pessoa estiver e omitindo algum pecado e/ou não tiver não arrependimento sobre o mesmo.
     
Nesta imagem vemos a preocupação e exigência (tanto dos padres como da Igreja) para com a Santíssima Eucaristia. Um padre entregando a Santa Hóstia à uma mulher, ajoelhada (com uma patena embaixo da Santíssima Eucaristiae recebendo em sua boca o Nosso Senhor, o jeito mais do que correto de se comungar. O Papa São Pio X em seu Catecismo Maior, nos diz o jeito correto de se receber o nosso Senhor: "No ato de a Sagrada Comunhão, devemos estar com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior (...)"Catecismo Maior do Papa São Pio X.
Aqui vemos o jeito mais do que correto para recebermos o Nosso Senhor.
Com esta tal de "modernização" na Igreja, alguns padres perderam o amor e a devoção na Santíssima Eucaristia, Em uma aparição de Nossa Senhora em La Salette:"Nossa Senhora tem dito que já 2/3 dos padres não acreditam mais na presença viva de Jesus na Eucaristia o que vale dizer que a maioria das Santas Missas que hoje se celebram em todo o mundo já não tem valor para eles (mas tem para os fiéis pois a Transubstanciação ocorre) e isso representa uma perda irreparável."
Nos vemos em uma situação muito triste, pois se os padres, aqueles que tem o poder de consagrar o pão ázimo para o Corpo de Nosso Senhor e o vinho para o Sangue d'Ele não acreditam na presença do Cristo na Eucaristia, se tornando automaticamente uma "Missa mecânica", uma missa sem valorIsto são palavras de Nossa Senhora a Virgem Maria, se ela diz isto, é porque não é brincadeira o que se ocorre com o padres. Antigamente, se tinha um amor incondicional pela Santíssima Eucaristia, enquanto nos dias de hoje, comungar na boca ou de joelhos pode ser escandalizador para muitos. Um fato interessante que aconteceu com uma garota de uma paróquia próxima de onde moro, que no momento da comunhão o padre se negou a dar a Eucaristia na boca, dizendo que apenas iria dá-la nas mãos da comungante. Isto é horrível! Como um padre pode dizer tal coisa?
O Concílio do Vaticano II (o que teoricamente causou tudo isto) diz que: "Os fiéis têm sempre o direito de escolher se desejam receber a Comunhão na boca, mas se o que vai comungar quiser receber o Sacramento na mão, a comunhão deve ser dada". Redemptionis Sacramentum

Infelizmente, nem mesmo a porta do modernismo os padres modernistas respeitam mais. Esta nova "lei" que "cobriu" o Catecismo Maior do Papa São Pio X, desvalorizou o valor da Eucaristia, tornando-a uma coisa comum, como se fizesse parte apenas de um rito da Missa. Esta nova "onda" diminuiu o valor do Sacramento. Eu duvido um padre naqueles tempos não crer na Eucaristia com as condições que se eram dadas o Sacramento.
Uma vez me vi em uma situação onde o padre soube que uma mulher da assembleia pegou a Santa Hóstia e a colocou em seu bolso, o padre não disse nada mais do que: "Não se coloca a Comunhão no bolso" e a situação ficou por isso mesmo. Cadê o respeito com Nosso Senhor?
"Feliz aqueles que crêem sem ter visto."
Um caso que ocorreu em uma paróquia comum, foi o padre entregar a Sagrada Comunhão sob duas espécies (Corpo e Sangue) aos fieis. Na hora de receber a Santa Hóstia com o Sangue de Cristo, o comungante pegou-a com a mão, os dedos melados com o Sangue do Nosso Senhor foi limpado nas roupas dele. Nestas horas me pergunto, será que o padre tinha amor pela Eucaristia? Como ele pode deixar o comungante receber na mão? Deus tenha piedade disto!
O maior motivo de não acreditarem na Eucaristia é a ignorância, é falta de fé!
"A fé é a certeza daquilo que não se vê"
 
E quando falamos na Santa Missa, qual a postura do Sacerdote perante à ela? A Missa de uma forma definida, é o Calvário. É o Sacrifício do Cristo na Cruz. O padre é aquele que está seguindo ao mandamento de Cristo na ultima ceia que Jesus diz: "Fazei isto em minha memória".
A última ceia, é uma prefiguração do Sacrifício d'Ele na Cruz.
"Tomai todos e comei, isto é o meu corpo..."
"Tomais todos e bebei, este é o cálice do meu Sangue..."
O que Cristo disse, o padre diz todas as missas, fazendo o Papel de Cristo e sendo O Cristo, seja na hora da Santa Missa, seja em seu dia-a-dia. Mas porque os padres de hoje celebram uma Missa "mecânica"? O seu valor foi todo derrubado com esta mudança litúrgica proposta pelo Concílio do Vaticano II, que "traduziu" o Rito Tridentino para a língua de cada país, e abrindo portas para "novidades", ou seja: Na Missa Nova tudo é permitido, como vemos em muitas fotos ou em vídeos, os padres que inventam novos "ritos" para a missa, quebrando totalmente o seu verdadeiro valor pouco a pouco. Particularmente, eu ficaria muito mais feliz se um padre tivesse amor até mesmo pela missa nova que ao em vez de celebrar com toda aquela festa e euforia, celebrasse de uma forma tranquilo e pacata, sendo possíveis as pessoas, meditarem sobre o Sacrifício de Cristo na Cruz. Muitos padres celebram a Missa apenas por celebrar, não reconhecem o seu valor, fazem algo "mecânico". Os modernistas gostam de fazer as pessoas sorrir, cantar, dançar, bater palmas e outras barbaridades na hora da Santa Celebração, que é errado, pois não convém à realidade Católica.
 
Em uma entrevista, perguntaram à São Padre Pio o jeito de como devemos assistir à Missa. Ele logo respondeu: "Como estivéssemos assistindo ao Sacrifício de Cristo na Cruz, da mesma forma que Maria e o discípulo amado assistiram ao sofrimento e agonia de Jesus na Cruz.Lembrando que São Padre Pio se negou a celebrar a Missa Nova, pediu permissão ao Papa Paulo VI para ter uma "licença" para não celebrar neste novo rito proposto pelo Concílio Ecumênico do Vaticano II.
O padre deve estar sempre pronto para ajudar os homens, pois ele é o único que nos pode dar o Cristo. Dizia Santa Terezinha: "Se eu ver um Anjo e um padre em minha frente, eu me ajoelharei aos pés do padre, pois ele pode me dar o Cristo, o Anjo não."
São frases como estas, que para muitos é sentido figurado, mas é real, isto é a mais pura verdade! O padre é um Cristo em nossa frente, não importa o padre, desde o mais pecador ao mais santo, todos têm as mãos ungidas, todos são Sagrados pelo Sacramento da Ordem e Sagrados pela Tonsura. Até mesmo no Inferno o padre nunca deixará de ser padre. Já dizia Santa Catarina de Sena: "O chão do Inferno é pavimentado com crânios de padres". E em outro texto, ela dizia que "O que mais se vê no inferno são estolas, mitras e tiaras". Será que a responsabilidade dos clérigos é pequena? Todos merecem respeito apenas pela autoridade que lhes foi concedida, pois JAMAIS, nem no Céu, Purgatório ou Inferno, nem nos fins dos tempos, o Padre deixará de ser Padre.
Este é o perfil de que todo padre deve ter: Santo. Todo padre é um Cristo, todo padre pode te dar o Cristo, todo padre deve ser tratado e respeitado como seria o Cristo pois o Cristo está nele.
Rezemos pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos do mundo inteiro! Rezemos pelo Papa e pelo Clero, os Sacerdotes do reino de Deus!

14/04/2012

Meditação para os Sacerdotes, Religiosos e para os Leigos


Por Um indigno filho de Maria
Disse Santo Afonso Maria de Ligório: "Dum modo especial exige Deus dos padres que orem pelos pecadores:
Os sacerdotes, os ministros do Senhor, estarão em lágrimas e clamarão: Perdoai, ó Senhor, perdoai ao vosso povo!— Para satisfazer a isso, dir-se-á, basta recitar o ofício divino.— Mas Sto. Agostinho nos declara que o ladrar dos cães é mais agradável a Deus, do que as orações dos maus sacerdotes, como o são de ordinário os que nunca praticam a oração mental.De fato, sem a oração mental é muito difícil ter o espírito eclesiástico". Confira: (Santo Afonso Maria de Ligório - A Selva)
Então o que os sacerdotes e os fiéis em geral devem meditar?O mesmo santo nos ensina que "quanto ao que meditar, não há assunto mais útil do que as verdades da vida: a morte, o julgamento, o inferno e o céu.Devemos meditar especialmente na morte, imaginado estarmos enfermos para morrer numa cama, com o crucifixo nas mãos e próximos a entrar na eternidade.Mas, principalmente para quem ama a Jesus Cristo e deseja crescer no seu santo amor, não existe meditação mais útil do que A Paixão do Redentor.‘O Calvário é a montanha das pessoas que amam’.Quem ama a Jesus Cristo sempre faz sua meditação sobre esta montanha, onde não se respira outro ar senão o amor de Deus.Vendo um Deus que morre por nosso amor e porque nos ama – ‘amou-nos e se entregou por nós’ – é impossível não o amar intensamente.Das chagas de Jesus Crucificado saem continuamente flechas de amor que ferem os corações mais duros.Feliz aquele que faz continuamente nesta vida a sua meditação sobre o monte Calvário!Montanha feliz, amável, querida, quem se afastará de ti?Desprendendo fogo, abrasas as pessoas que moram permanentemente sobre ti!. (Santo Afonso Maria de Ligório - Prática do amor a Jesus Cristo).

No Livro dos Eclesiastes está escrito:
"O coração dos sábios está na casa do luto, o coração dos insensatos na casa da alegria" (Ecle 7,4)

Está na casa do luto, quer dizer que sábios são os que praticam a meditação da paixão de Cristo e insensatos os que não a praticam!

Por isso da fala de Santo Agostinho que diz: "Vale mais uma lágrima derramada ao lembrar da Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo)

E eu pergunto: O que veio fazer Nosso Senhor Jesus Cristo?

"Não julgueis que vim trazer a paz a terra.Vim trazer não a paz, mas a espada.Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa.(Mt 10,34-36)...'e aquele que não tiver uma espada, venda sua capa para comprar uma' (Lc 22,36).Pois 'Eu vim lançar fogo a terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso?' (Lc 12,49)".

E que espada é essa?
Essa espada é a Espada da Paixão que divide os bons dos maus!

Responde Santo Ambrósio de Milão:
"Existe uma espada espiritual a qual você a compra vendendo a sua vontade.O monge para comprar o discurso do qual é vestido o íntimo da alma, tem a espada da Paixão que o faz despir seu corpo e compra com as obras póstumas de seu corpo imolado a coroa santa do martírio: você pode concluir isto com beatitudes de Deus que predisse a coroa suprema para aqueles que sofrem perseguição pela justiça (Mt 5, 10)."(Santo Ambrósio de Milão - Comentário ao Evangelho de São Lucas)

E sobre o fogo, responde São Tomás de Aquino:

"Não é um fogo que devora o bem, mas um fogo que produz a boa vontade, que purifica e transforma vasos de ouro da casa de Deus" (Explication suivie sur l'Évangile de St Luc - par le docteur angélique Saint Thomas d'Aquin)

E o que Nosso Senhor Jesus Cristo pediu a samaritana?Disse Ele:
"...Dá-me de beber" (Jo 4,7)

Será que Nosso Senhor realmente queria tomar água?Ele que fez através de Moisés, brotar água da pedra(Dt 8,15)?
A resposta é não!Pois Ele não se referia a água e sim ao AMOR!Então o texto ficaria assim: "Dai-me de beber do seu amor!Ou seja, 'Ame-me pois fui eu o primeiro a amar você.Você não estava ainda no mundo.O mundo nem existia, e Eu já o amava.Eu amo você desde que sou Deus.Amo você, porque desde que amei a Mim mesmo, amei também você!' (Santo Afonso Maria de ligório - A prática do Amor a Jesus Cristo)

Não é a toa que o Grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, nos ensina em um de seus livros.
“Diz São Boaventura: "Se quereis progredir no amor de Deus , meditai todos os dias a Paixão do Senhor.Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixão de Cristo"..É por isso que os santos se ocuparam tanto em meditar as dores de Cristo.”
São Francisco de Assis tornou-se um grande santo com esse meio.Um dia, foi encontrado chorando e gritando em alta voz.Perguntaram-lhe o porquê.
-"Choro as dores e as humilhações do meu Senhor.O que mais me faz chorar é que os homens, por quem ele sofreu tanto, vivem esquecidos dele".Dizendo isso, soluçava mais ainda ao ponto de também cair em prantos a pessoa que o interrogava.Quando ouvia o balido de um cordeiro, ou de outra coisa que lhe lembrava Jesus Sofredor, vinham-lhe as lágrimas.Estando doente, alguém o aconselhou a ler um livro piedoso.Ele respondeu: "Meu livro é Jesus Crucificado".Por isso é que exortava seus confrades a pensar sempre na paixão de Jesus Cristo."Quem não se enamora de Deus, vendo Cristo morto na cruz, não se abrasará jamais". (Santo Afonso Maria de Ligório - Prática do amor a Jesus Cristo).

"Como sabemos a Santa Missa é o Sacrifício do Calvário, mas incruento, então é na Santa Missa que encontramos com o cheiro do amor exalado no calvário.É o momento mais oportuno para nós meditarmos a Paixão de Nosso Senhor!Termino com as palavras de Padre Pio de Pietrelcina, que responde a uma pergunta de um entrevistador.Pergunta o entrevistador: Padre, como devemos assistir à Missa?R: "Como assistiam no Calvário Nossa Senhora e São João, renovando a fé, meditando na Vítima que se oferece para nós.Nunca deixa o altar sem derramar lágrimas de arrependimento e amor a Jesus.Escutem a Virgem que vos fala e vos acompanhará".

12/04/2012

A intolerância da Virgem


Erram profundamente aqueles que imaginam uma Nossa Senhora adepta da pastoral do Concílio Vaticano II, pastoral toda feita de conciliação com o mundo, de tolerância com o pecado e de indiferença diante da perda eterna das almas. 
Bem o podemos verificar, com facilidade, analisando a aparição da Virgem em La Salette.
 
Como se sabe, a Revelação oficial, pública, de Deus aos homens, encerrou-se inteira e definitivamente com a morte do último dos Doze, São João Evangelista, por volta do ano 100 de nossa era. Todavia Deus pode conceder a Seus servos certas revelações privadas, que, embora nunca possam ensinar nenhuma novidade em matéria de Fé, servem para animar o combate por Deus no decorrer da história.
 
Somente a Igreja pode decidir sobre a credibilidade de uma suposta revelação privada, mas mesmo quando uma destas é aprovada oficialmente nunca se torna de fé obrigatória para os fiéis.
 
E uma das raríssimas aparições aprovadas pela Igreja é a que se deu em La Salette, na França, em 19 de setembro de 1846.
 
Naquela manhã de sábado, Mélanie Calvat, de 14 anos de idade, e Maximino Giraud, de 11 anos, ambos analfabetos e naturais de Corps, pequeno povoado dos Alpes Franceses, cuidavam de algumas vacas para seus patrões nos morros de La Salette, quando foram surpreendidas por um clarão "mais brilhante do que o sol", como depois diriam. Dentro desse clarão viram uma bela Senhora, sentada sobre umas pedras, chorando com o rosto nas mãos e os cotovelos apoiados nos joelhos. Vestia-se como uma camponesa local: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de camponesa, mas
 trazendo também uma preciosa coroa na cabeça, um crucifixo no peito e correntes nos ombros.
Levantando-se, a Senhora lhes diz, sempre chorando:

"Vinde, meus filhos, não tenhais medo; estou aqui para vos trazer uma grande comunicação".
"Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não o posso mais suster! Há quanto tempo sofro por vós! Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não me querem conceder! É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho. E também os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho. São essas as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho. Se a colheita se estraga é só por vossa causa. Eu vo-lo mostrei no ano passado com as batatinhas: e vós nem fizestes caso! Ao contrário, quando encontráveis batatinhas estragadas, juráveis usando o nome de meu Filho. Elas continuarão assim, e neste ano, para o Natal, não haverá mais. Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo. Tudo o que semeardes será devorado pelos insetos, e o que produzir se transformará em pó ao ser malhado. Virá grande fome. Antes que a fome chegue, as crianças menores de sete anos serão acometidas de tremor e morrerão entre as mãos das pessoas que as carregarem. Os outros farão penitência pela fome. As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão".

Depois a boa Senhora confia-lhes um segredo. E diz ainda:
"Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatinhas serão semeadas nos roçados".
"Fazeis bem vossa oração, meus filhos?"
"Não muito Senhora", respondem as crianças.
"Ah! Meus filhos! É preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais".
"Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa. Os outros trabalham no domingo, durante todo o verão. Durante o inverno, quando não sabem o que fazer, vão à Missa zombar da religião. Durante a quaresma vão ao açougue como cães".
"Nunca viste trigo estragado, meus filhos?"
"Não, Senhora", responderam.

Então Ela se dirige a Maximino:
"Mas tu, meu filho, tu deves tê-lo visto uma vez, perto de Coin, com teu pai. O dono da roça disse a teu pai que fosse ver seu trigo estragado. Ambos fostes até lá. Ele tomou duas ou três espigas entre as mãos, esfregou-as e tudo caiu em pó. Ao voltardes, quando estáveis a meia hora de Corps, teu pai te deu um pedaço de pão dizendo-te: 'Toma, meu filho, come pão neste ano ainda, pois não sei quem dele comerá no ano próximo, se o trigo continuar assim' ".

Maximino responde:
"É verdade, Senhora, agora lembro. Há pouco não lembrava mais".

E a Senhora termina, dizendo:
"Pois bem, meus filhos, transmitireis isso a todo o meu povo".

Cinco anos depois, em 19 de setembro de 1851, após os trabalhos investigatórios de uma comissão de 16 experientes sacerdotes, e com licença do papa Pio IX, o bispo local, Dom Felisberto de Bruillard, aprova solenemente a aparição de La Salette, publicando a seguinte declaração:

"Nós julgamos que a aparição da Santa Virgem a dois pastores, a 19 de setembro de 1846, sobre uma montanha da cadeia dos Alpes, situada na Paróquia de La Salette, no arciprestado de Corps, traz em si mesma todos os caracteres da verdade, e que os fiéis têm fundamento para crer nela como indubitável e certa".
Muitos bispos determinaram que essa declaração fosse lida em toda a sua diocese. Foi também publicada pelo L'Osservatore Romano, de 4 de junho de 1852. Em 1 de maio de 1852, Dom Bruillard determina a construção de um santuário no local da aparição. Vários milagres confirmaram também a veracidade da visão.
É interessante notar o quanto a mensagem de La Salette é oposta à mentalidade da época em que vivemos.
 
Para começar, reparemos no modo com que se apresenta a Virgem: veste-se com a mais perfeita decência, de vestido comprido e com a cabeça coberta, e não como a maioria das mulheres de hoje, que preferem usar roupas de homem – calças - em vez de vestidos, e que, nas igrejas, em vez de usarem véu na cabeça, como mandava São Paulo, preferem é se exibir com trajes escandalosos, profanando a casa de Deus.
 
E é com uma esplêndida coroa na cabeça que a Virgem se apresenta, símbolo de Sua realeza universal, mas também silenciosa condenação da Revolução de 1789, que insurgira-se contra a monarquia desejando destruir todas as coroas em nome de um igualitarismo insensato e estúpido.
 
Os videntes afirmaram ainda que Nossa Senhora chorou durante todo o tempo da aparição...
 
Lágrimas amargas de uma Mãe que vê Seus filhos caminhando para o abismo do inferno; que vê um clero extremamente hábil em nada fazer pelo triunfo de Deus; lágrimas choradas sobre um mundo que de maneira alguma inspira ao Céu gaudium et spes ...
 
Muito longe de ter uma visão otimista dos tempos modernos, a Virgem se mostra em extremo contrária a estes.
 
E por Suas palavras fica claro que Ela não compartilha nenhum pouco da mentalidade romantizada que muitos fazem de Deus, imaginando-O como um bonachão que aceita tudo, como um molenga incapaz de castigar a quem quer que seja. Bem diferente disso, a Virgem vem precisamente para ameaçar o mundo pecador com os justos castigos da cólera de Deus. O braço de Seu Filho, adverte, está prestes a desferir um golpe certeiro na legião dos ímpios, caindo sobre eles com todo o peso da vingança divina.
 
A profanação do domingo, as blasfêmias, as juras, os desrespeitos à Missa, o escárnio da Igreja, a falta de penitência na quaresma - eis os motivos apontados pela Virgem como causadores da ira divina. Todos pecados referentes à virtude da religião e não à 'fraternidade', à 'justiça social' ou à 'reforma agrária' (por onde já se vê que a Mãe do Céu definitivamente não é adepta da CNBB)...
 
E se já naquele tempo os pecados contra o culto divino atraiam os mais terríveis castigos, que não será hoje?
 
Que castigos não atrairão as Missas transformadas em palco de palhaçadas e festival de profanações?
 
Que castigos não atrairá a verdadeira onda de comunhões indignas que varre a Igreja pós-conciliar?
 
Haverá infernos suficientes para punir um seminário que, devendo formar santos ministros do Altíssimo, serve é de escola de heresias, fábrica de sacrilégios, motel de homossexuais e criadouro de lobos?
 
Diante desse lastimoso quadro, fica perfeitamente compreensível o Segredo que Nossa Senhora confiou à Mélanie e Maximino, indicando-lhes o ano de 1858 para sua publicação, segredo este que, devido a seu conteúdo, se procurou silenciar de toda maneira.
 
Vejamos alguns trechos especialmente significativos deste segredo, segundo a narrativa feita por Mélanie e entregue à Santa Sé. (Baseamo-nos na versão do 'Segredo' apresentada pelo Pe. Michel Corteville em sua tese de doutorado na Faculdade de Teologia Angelicum, de Roma, em 2000, publicada sob o título "La Grande Nouvelle des bergers de La Salette", vol. I, "L´apparition et lês secrets" [Pars Dissertatio ad Lauream Facultatis S. Theologiae apud Pontificiam Universitatem S. Thomae de Urbe -- Roma, 2000, -- Paris, 2001], versão traduzida e divulgada no Brasil pela revista Catolicismo de setembro de 2006).
"Mélanie, o que eu vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858". 
Interessante notar que Nossa Senhora marca o ano de 1858, o ano em que iria aparecer em Lourdes.
"Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança, e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança, e eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa que implore misericórdia e perdão para o povo; não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo".

A Virgem Maria aponta, antes de tudo, os pecados dos sacerdotes e religiosos como a causa maior da ira de Deus.
E, de fato, para se compreender a gravidade do pecado de um sacerdote, seria preciso compreender a santidade do Sacrifício que através do sacerdote se renova no altar. Por isso, o pecado mortal em um sacerdote ofende incalculavelmente mais a Deus do que num simples leigo. O Sacerdócio é, em si mesmo, santíssimo e indispensável à Igreja, mas inúmeros sacerdotes, infelizmente, não vivem de acordo com a dignidade do estado sacerdotal.
A Virgem chega a chamar os padres indignos de "cloacas de impureza", ou  seja, de fossas imundas. Isso equivale a dizer que o Céu tem um nojo extremo do padre em pecado mortal e que Nosso Senhor tem tanta repugnância em ser comungado por esse padre quanta nós teríamos em ser mergulhados num poço de excrementos...
A vingança, e não a benção, é o que a Mãe de Deus anuncia para o clero  moderno, "aggiornatto", cujos pecados bradam ao Céus.
E se já em 1846 os pecados do clero bradavam aos Céus, que não será hoje?
Se já em 1846 não havia mais mãos puras para oferecer o Sacrifício da Missa, que dizer da situação atual?
Que dizer dos inúmeros padres que todos os dias cometem a barbaridade de rezar a Missa em estado de pecado mortal, e isso por anos e anos?
Que dizer dos inúmeros padres que fazem questão de não passar um dia sem comungar sacrilegamente?
Que dizer dos inúmeros padres que vivem tão mergulhados na imoralidade quanto porcos na lama?
Verdade seja dita: nenhuma classe de pessoas na história jamais ofendeu tanto a Deus e mereceu tanto o inferno quanto o clero pós-Vaticano II.
Sodoma e Gomorra eram praticamente santas perto dos seminários de hoje em dia.
Chega ao ponto de já podermos acrescentar um quarto nome à clássica lista dos inimigos da alma: demônio, carne, mundo e clero moderno...
E ninguém venha dizer que somos demasiadamente críticos, que devíamos levar em consideração os raros padres bons que sobraram... Ora, em 1846 com certeza havia ainda muitos padres bons, viviam inclusive padres santos, como S. João Maria Vianney, Sto. Antônio Maria Claret e S. João Bosco, mas, no entanto, toda a atenção da Virgem de La Salette se prendeu unicamente aos padres maus, sem levar nem os santos em consideração, como faria o médico que, ao diagnosticar uma doença, prende toda a sua atenção aos órgãos atingidos e não aos sadios.
Ser otimista diante da situação atual do clero é o mesmo que ficar contente  com o fato de um canceroso ainda ter as unhas em bom estado...
A Virgem ainda diz:
"Os chefes, os condutores do povo de Deus, negligenciaram a oração e a  penitência, e o demônio obscureceu suas inteligências; transformaram-se em estrelas cadentes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-los perecer".
Aqui a Virgem ataca os defeitos do clero no que se refere à vida espiritual  e à vida intelectual.
De fato, o clero contemporâneo tem muito tempo para assistir televisão ou participar do MST, mas tempo para rezar não tem.
E porque não rezam, privam-se do socorro da graça atual.
E sem o socorro da graça é impossível que consigam resistir aos assaltos dos  espíritos malignos, que têm o máximo interesse em roubar almas sacerdotais...
De penitência, então, nem se fale. O que o clero do Vaticano II quer é vida  boa, o mais cômoda possível. Daí a suma importância dada ao dízimo, afinal, conforto, descanso e prazeres custam algum dinheiro...
Quanto à vida intelectual do clero de hoje, duas palavras a caracterizam: ignorância e heresia.
Por um lado, o processo de "idiotização" do clero faz com que padres e seminaristas já não sejam capazes sequer de responder as perguntas de um catecismo infantil antigo. Por outro, ainda que soubessem essas respostas, discordariam delas, uma vez que estão com a mente completamente obscurecida por erros e heresias.
Tendo por condutores sujeitos como esses, como esperar do povo qualquer emenda e melhora? O resultado é a degradação sempre maior da sociedade, acabando de encher o vaso da cólera de Deus, como diz a Virgem:
"Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra! Deus vai esgotar Sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados".
"A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores  acontecimentos; deve-se esperar ser governada por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus".

E uma tremenda apostasia, principalmente no meio do clero, é profetizada:
"Muitos abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira religião será grande; entre essas pessoas se encontrarão até bispos".
"No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão liberados do inferno; eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus; eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos; muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas".
"Durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições; será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa".
"Nos conventos, as flores da Igreja serão apodrecidas e o demônio tornar-se-á como que o rei dos corações. Que os dirigentes das comunidades religiosas estejam atentos em relação às pessoas que devem receber, porque o demônio usará de toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor dos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra".
"Tremei, ó Terra, e vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios; tremei, pois Deus vai entregar-vos a Seu inimigo, porque os lugares santos estão imersos na corrupção; muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demônios]".

Será muito difícil reconhecer nos tempos pós-Vaticano II o cumprimento exato dessas palavras da Virgem de La Salette?
Se alguma época da história da Igreja merece o nome de "tempo das trevas", é a que se abre com o Concílio Vaticano II.
Noite escura, noite tenebrosa, infestada de lobos usando mitras...
Tempo da mentira, era do sacrilégio, idade das heresias...
Após o Concílio, e em conseqüência dele, tem início a mais pavorosa crise na Igreja em todos os tempos: protestantização da Missa, generalização dos sacrilégios, abandono da apologética, fim das missões entre os infiéis, fim da luta para converter os hereges, proliferação incontida de todo tipo de abusos, defecção em massa das almas consagradas, triunfo do Modernismo, etc, etc.
Nossa Senhora advertia que, nessa noite escura da Igreja, só por efeito de uma graça particular escaparia alguma alma consagrada fiel a Deus. As outras -e é gravíssimo isto que a Virgem está dizendo- "adquirirão o espírito dos maus anjos", quer dizer, salvo poucas exceções, os padres e religiosos seriam como que demônios, pensando, falando e agindo como demônios...
E será que nós, que vemos com nossos próprios olhos o que aconteceu depois do Vaticano II, poderíamos dizer que a Virgem se equivocou?...
O fato é que a Virgem Santíssima, em La Salette, chamou os padres e religiosos modernos de demônios. Se alguém discorda, que reclame com a Mãe de Deus...
E como não comparar a demônios estes padres e religiosos que trabalham sem cessar pela perda das almas; que parecem fazer da repetição de sacrilégios o seu principal ofício; cuja obstinação no mal é quase invencível?
Parece que são escolhidos a dedo os piores indivíduos para serem padres.
E os que ainda não são tão ruins, cruzam os braços e escondem a cabeça numa vergonhosa mistura de inércia e covardia. E não fazem nada contra os inimigos de Deus. Nossa Senhora fala das casas religiosas que perderiam inteiramente a fé e seriam a causa da perdição eterna de muitas almas.
Só para citar um caso dentre inúmeros outros, em um determinado seminário redentorista do Brasil, há não muito tempo atrás, certa noite o padre reitor chegou bêbado em casa, mandou todos os seminaristas entrarem na kombi do seminário, dizendo que lhes faria uma surpresa. E sabem aonde o digníssimo filho de Santo Afonso levou, sob obediência, os seus seminaristas? A uma boate noturna... (E o que essas reticências ocultam não foi propriamente uma Santa Missão...).
Como esses vagabundos ainda têm coragem de vir pedir nosso dízimo para patrocinar suas "festinhas"?
Imagine uma serpente cobrando por seus botes. Acabou de imaginar seu pároco.
Ah! Tolo quem se deixa enganar por esses filhos do Vaticano II, que infeccionam as almas com o veneno do inferno e ainda querem receber por isso!
Mas a Virgem também não se esqueceu de atacar a imprensa:
"Os maus livros abundarão sobre a Terra".
Lógico que sob a expressão "maus livros" a Virgem designava a imprensa de modo geral. Se usasse o termo "televisão" não seria compreendida em 1846...
A desordem absoluta é a conseqüência natural do esquecimento da Fé. A Virgem
anuncia o caos na sociedade, caos que hoje presenciamos perfeitamente, dizendo:
"Os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus".
"Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio (...). Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos; toda a ordem e toda justiça serão calcadas aos pés; não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria nem pela família".
"Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso".
Aqui a Virgem denuncia a conspiração universal dos governos contra a realeza de Nosso Senhor. E, de fato, as aprovações do aborto, da aberração do "casamento" gay, da eutanásia, a distribuição em massa de preservativos, a educação sexual imoral nas escolas, etc, outra coisa não significam senão uma declaração de guerra contra Deus. E a tragédia maior é que justo nessa hora os que mais deviam lutar por Deus, ou são covardes ou são cúmplices dos inimigos ou as duas coisas, isto é, membros da CNBB...
Nosso Senhor prometeu que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Sua Igreja. Ora, contra a "Igreja do Vaticano II" as portas do inferno prevaleceram. Logo, a "Igreja do Vaticano II" não é a verdadeira Igreja Católica.
E, todavia, talvez o pior ainda esteja por vir. Só Deus sabe o que nos espera.
Seja como for, a Virgem de La Salette nada deixa a desejar em clareza ao dizer que:
"Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo".
(...)
Isso, é claro, não significa o fim da Igreja. A Igreja é indefectível. Sempre ficará ao menos um resto fiel. Ao menos um resto não se curvará perante o mundo moderno.
E é a esse pequeno resto que a Virgem apela, dizendo:
"Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes; pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins".
"Combatei", diz a Virgem. Não "dialogai".
Ao combate contra os ímpios a Virgem nos convoca. Não ao Campeonato Mundial de Tolerância.
 
A Mãe de Deus não pode aceitar a auto-demolição da Igreja. E muito indignos e criminosos seremos se a aceitarmos nós.
 
Não podemos tolerar que um "clero" imoral continue a profanar o Santíssimo Sacramento debaixo de nossos olhos, com missas e comunhões sacrílegas.
 
Não podemos tolerar que um "clero" herético continue a ensinar absurdos nos púlpitos e confessionários onde devia brilhar o sol da Verdade católica.
 
Não podemos tolerar que um "clero" vadio continue a levar as almas para o
inferno com sua inércia para todo bem e hiper-atividade para todo mal.
A raiz de todas essas desgraças tem de ser extirpada. E essa raiz é o
 
"Concílio" Vaticano II.
Quem dera que fôssemos tão contra o Vaticano II quanto Nossa Senhora o é!
 
Nossa "intolerância" não é nada perto do ódio da Virgem contra o Modernismo.
 
Ela vai esmagar a cabeça da Serpente. Vai liquidar com o Vaticano II.
 
Vem a hora em que a Virgem lavará seus pés com o sangue dos inimigos de Deus.
Longe de desanimar, agora é que mais devemos lutar. Como soldados da Virgem.
 
A vitória é certa.
 
Mas só depois da guerra.
 

+ + +
 
Autor: Rodrigo M. A. Silva 
Fonte: Retirado do antigo blog odioaheresia
Extraído do site Últimas Misericórdias de Deus

10/04/2012

A REMOÇÃO DOS SACRÁRIOS


"Tiraram o Senhor e não sabemos onde o puseram". (São João XX, 2)
Por Carlos Magno da S. Oliveira

O Sacrário no centro tem, no espírito tradicional da Sagrada Liturgia, o significado de dar a Nosso Senhor Jesus Cristo o destaque no lugar central. Pode-se considerar esta afirmação como sendo teocêntrica, isto é, que tem Deus como o centro, evidentemente não como centro geométrico. O teocentrismo significa que Deus é reconhecido como sendo a causa e o fim de todas as coisas, e sendo Deus imutável esse centro deve ser fixo e imutável.
Quando Nossa Senhora e São José foram a Belém, na ocasião do recenseamento, obedecendo ao edito de César, por serem eles pobres, disseram-lhes que não havia lugar para eles na estalagem. Por isso o Menino Jesus teve que nascer fora da cidade, numa cocheira miserável, onde havia um boi e um burro.
Nosso Senhor Jesus Cristo veio para o que era seu - Israel -- e os seus, os judeus, não O receberam. Ele nasceu numa cocheira, fora da cidade, assim como iria morrer fora da cidade de Jerusalém. Por que "os seus não O receberam" (São João I, 11). "O boi conhecerá o seu dono, e o burro conhecerá o presépio de seu Senhor" profetizou Isaías (Isaías. I, 3). Mas, os seus não o receberam...
Nasceu numa cocheira símbolo da Igreja. Porque, como explica Hugo de São Victor, na cocheira os animais -- o boi e o burro -- deixam suas sujeiras, e se alimentam no cocho, assim como nós, cristãos, vamos à Igreja, para deixar, no confessionário, nossos pecados, a fim de, depois, irmos nos alimentar com o Pão que desceu dos céus, na mesa da comunhão.
Mas "os seus não o receberam", e não havia lugar para eles na estalagem". Espantamo-nos com a frieza e a dureza de coração dos habitantes de Belém, que recusavam receber a Virgem Maria e São José, e com a cegueira da Sinagoga, que abria o rolo da profecia e respondia a Herodes: "Sim. É verdade. Estamos na época em que deve nascer o Messias prometido. E Ele vai nascer em Belém, palavra que significa casa do pão". E depois de ler a profecia, a Sinagoga fechava o rolo, e não ia a Belém adorar o Rei dos judeus que nascera. E O recusava, não lhe dando lugar na estalagem.
A Igreja, durante dois milênios, guardou o Corpo de Cristo, nascido em Belém, no sacrário. Adorou-O santamente, cercando-O de honras devidas ao Redentor, o Filho de Deus feito Homem.
Hoje, infelizmente, não há mais lugar para o sacrário de Jesus Cristo nos altares das Igrejas. O sacrário foi relegado para longe do altar. Para fora de Belém.
Por meio da encíclica Ecclesia de Eucharistia e no Decreto Redemptionis Sacramentum, o Papa João Paulo II mandou que se combatessem os abusos e desrespeitos que se fazem contra a Eucaristia. Entretanto, observamos que nada mudou. Aqueles mesmos que aplaudem o Papa João Paulo II se fazem de surdos, quando ele recomendou algo bom.
Os argumentos para a retirada dos sacrários são cada vez mais assustadores. Já não se fala mais em completo desconhecimento da realidade do Sacrário, como numa brutal e insanável cegueira que já beira a senilidade. A Loucura completa! Beira a hostilidade contra o Altíssimo!
Então colocam o sacrário longe, de lado, em capelas isoladas, em cantos escuros, tal como fazem os faxineiros que colocam em depósitos escuros a lata de lixo, a escória do templo. Lá se guardam as vassouras e o pano de chão! Ali também escondem o Sacrário, num último passo para o colocarem na rua.
Pois diz o Senhor: “porque me rejeitaste, também eu te rejeitarei” (Oséias IV, 6). E como rejeitaram a Deus, cumprem o projeto de satanás. É bem por isso que Nossa Senhora tem alertado o mundo, de que em breve milhares de igrejas se tornarão em pistas paras os demônios.
O espaço reservado para Deus fica cada vez menor, desde as capelas até os corações.  Colocam Nosso Senhor Jesus Cristo em pequenas capelas, porque os corações dos homens estão pequenos, cada vez mais fechados, cada vez mais mortos. E quando retiramos Deus de seu espaço só sobra uma coisa: a energia do vácuo, ou seja, o desprovimento espacial absolutamente vazio...
Portanto, se no Sacrário o próprio Jesus está verdadeiramente presente em corpo, sangue, alma e divindade, sob as aparências de pão, sendo ele Deus, deve ocupar o lugar de destaque, o centro. “A arca foi introduzida e instalada em seu lugar, no centro do tabernáculo que Davi construíra para ela, e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos (II Samuel VI, 17).”

FONTE: Associação Civil Santa Maria das Vitória - http://www.santamariadasvitorias.org/index.php


09/04/2012

A sacrílega comunhão na mão


No Catecismo de Trento encontramos as seguintes afirmações: 

Corolário: Leigos não podem tocar nos vasos sagrados. 
Ora, os leigos não podem tocar nos vasos sagrados, pois estes são utilizados para o Sacrifício da Missa recebendo diretamente o Santíssimo Corpo de Cristo
.(Se não podem tocar nem nos vasos sagrados, o que dizer a respeito do Corpo de Cristo?) 
Assim, continua o catecismo: 
... De mais a mais, com intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-los: como também se proibiu, por lei eclesiástica, que, salvo grave necessidade, ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar em mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à feitura da Eucaristia. 

Estas são apenas algumas das rubricas incorporadas na Antiga Missa. 
Não eram escrúpulos ridículos; mostravam que a Igreja acreditava firmemente que, na Missa, o pão e o vinho se convertem realmente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, e que nada do que se fizesse era demais para haver a certeza de que Nosso Senhor seria tratado no Santíssimo Sacramento com toda a reverência e homenagem que a Majestade Divina merece. 
Ora bem, tratando-se de demonstrar reverência, será possível melhorar estas rubricas? 

Uma autêntica renovação católica deixaria intactos tais gestos de reverência, ou iria realçá-los. Mas obliterá-los sem uma desculpa nem um argumento convincente, como foi o caso nos últimos 42 anos com a entrada em vigor da Nova Missa, não caracteriza uma autêntica renovação católica; pelo contrário, assemelha-se ao Novo Paganismo(contra o qual Belloc nos avisou) com o seu arrogante desprezo pela tradição. 
E para tornar a situação ainda pior, a prática da Comunhão na mão faz com que estas rubricas cruciais do pré-Vaticano II pareçam de um sentimentalismo supersticioso, sem fundamento na realidade — desprezo, mais uma vez, pelo que os nossos pais nos ensinaram, e desprezo óbvio pelo próprio Santíssimo Sacramento. 

O sentido do Sagrado 
Os Sacramentos são o tesouro mais precioso da Igreja, e a Divina Eucaristia é o maior de todos os Sacramentos. Porque em todos os outros Sacramentos recebemos a graça sacramental, mas na Divina Eucaristia recebemos o próprio Cristo. Portanto, como é óbvio que o Santíssimo Sacramento é o maior tesouro que a Igreja possui, deve ser tratado com toda a reverência e homenagem que merece. Deste modo, todas as barreiras anteriores ao Concílio Vaticano II para evitar profanações são indispensáveis à vida da Igreja e à santidade dos Fiéis. 

Quantas vezes ouvimos, até aos responsáveis pela nossa Igreja, lamentar o fato de que "perdemos o sentido do Sagrado"? 
Esta exclamação é das mais assombrosas que um Eclesiástico pode fazer! Como se fosse algum mistério… É que o sentido do Sagrado não se perdeu, sabemos exatamente onde está, e podia ser recuperado em todas as igrejas paroquiais do mundo, amanhã mesmo. 
O "sentido do Sagrado" encontra-se onde quer que se dê a maior importância à prática da salvaguarda da reverência pelo Santíssimo Sacramento. E mais: o "sentido do Sagrado" nem sequer se perdeu; foi deliberadamente posto de lado, foi mandado embora pelos agentes do Novo Paganismo do Modernismo – cheios de arrogância e fazendo-se passar por reformadores católicos – que introduziram na Igreja novas práticas que diminuem a Eucaristia, desprezam a tradição e aquilo que os nossos antepassados nos ensinaram, e que levaram a uma crise mundial da Fé de uma amplitude sem precedentes. 

Mas para nós, graças a Deus, não é mistério nenhum. Sabemos exatamente onde se encontra "o sentido do Sagrado", e agarramo-lo com uma tenacidade aguerrida. Encontra-se na celebração da Antiga Missa Tridentina em Latim, na qual cada momento da Liturgia contém uma reverência profunda pelo Santíssimo Sacramento, e onde os olhos dos Católicos ainda vêem com horror a Comunhão na mão e os "Ministros Eucarísticos" – práticas claramente reconhecidas como despropositadas, sacrílegas e não-católicas, que é, afinal, aquilo que são. 

III - Os cuidados com as partículas que caem da Hóstia consagrada. 
Era norma dos primeiros cristãos só comer a Carne do Senhor depois de tê-la adorado, o que prova a crença na presença real de Nosso Senhor; e àquele que ia comê-la era dirigida esta advertência: "...recebe com cuidado de nada perder. É em verdade o Corpo de Cristo" (ver IX - A "Memoriale Dómini"). 
A Igreja sempre tomou um grande cuidado a fim de evitar que qualquer partícula da Santa Eucaristia se perdesse ou caísse no chão. São Cirilo de Jerusalém (313-316) dizia aos novos batizados que eles deviam lamentar mais a perda de qualquer partícula da Hóstia que a perda de ouro, de diamante ou de qualquer um dos membros de seu corpo. 

De acordo com este modo de pensar, os orientais chamam os fragmentos da Eucaristia de "pérolas". Por sua vez, a liturgia de São Crisóstomo (344-407) assinala que, ao fim da Missa, o padre ou o diácono consome com atenção e devoção todos os fragmentos e cuida para que não se perca qualquer partícula ou "pérola". Note-se que tal norma era, no século IV, dirigida apenas aos ministros do culto, não fazendo menção aos fiéis leigos. 

E eles tinham todos esses cuidados ainda que as partículas, ou fragmentos, que caíam da Hóstia consagrada fossem naquele tempo muito menos numerosas que hoje em dia. Isto porque o "dom" oferecido nos primeiros tempos era um pão ázimo como agora, mas de uma forma, com um contorno, que não favorecia a deposição de partículas, ou seja, as "pérolas", como acontece com as pequenas hóstias que são hoje em dia empregadas pela Igreja do Ocidente; e é preciso dizer que é da máxima importância ter todo cuidado com qualquer partícula da Hóstia já consagrada, por menor que seja, pois está "o Cristo todo inteiro sob a espécie do pão e sob a mínima parte desta espécie",como definiu dogmaticamente o Concílio de Trento. 

Com efeito, das bordas das pequenas hóstias que hoje são utilizadas para serem oferecidas e consumidas caem pequeninas partículas; quem já viu um cibório, onde são guardadas as hóstias já consagradas, ou uma patena depois da comunhão dos fiéis sabe quantas "pérolas" ali ficam. 
Com a nova forma de comungar, o Corpo do Senhor fica agora na palma da mão ou entre os dedos de quem comunga ou então cai no chão e pode ser pisado. 

CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII (PARTE) AD CAELI REGINAM



SOBRE A REALEZA DE MARIA
E A INSTITUIÇÃO DA SUA FESTA

A REALEZA DE MARIA NOS TEXTOS DA TRADIÇÃO... 
8. Com razão acreditou sempre o povo fiel, já nos séculos passados, que a mulher, de quem nasceu o Filho do Altíssimo - o qual "reinará eternamente na casa de Jacó"(5), (será) "Príncipe da Paz"(6) , "Rei dos Reis e Senhor dos senhores"(7)-, recebeu mais que todas as outras criaturas singulares privilégios de graça. E considerando que há estreita relação entre uma mãe e o seu filho, sem dificuldade reconheceu na Mãe de Deus a dignidade real sobre todas as coisas.
9. Assim, baseando-se nas palavras do arcanjo Gabriel, que predisse o reino eterno do Filho de Maria(8),e nas de Isabel, que se inclinou diante dela e a saudou como "Mãe do meu Senhor"(9), compreende-se que já os antigos escritores eclesiásticos chamassem a Maria "mãe do Rei" e "Mãe do Senhor", dando claramente a entender que da realeza do Filho derivara para a Mãe certa elevação e preeminência.
10. Santo Efrém, com grande inspiração poética, põe estas palavras na boca de Maria: "Erga-me o firmamento nos seus braços, porque eu estou mais honrada do que ele. O céu não foi tua mãe, e fizeste dele teu trono. Ora, quanto mais se deve honrar e venerar a mãe do Rei, do que o seu trono!" (10) Em outro passo, assim invoca a Maria santíssima:"...Virgem augusta e protetora, rainha e senhora, protege-me à tua sombra, guarda-me, para que Satanás, que semeia ruínas, não me ataque, nem triunfe de mim o iníquo adversário"(11).
11. A Maria chama S. Gregório Nazianzeno "Mãe do Rei de todo o universo", "Mãe virgem, [que] deu à luz o Rei do todo o mundo"(12). Prudêncio diz que a Mãe se maravilha "de ter gerado a Deus não só como homem, mas também como sumo rei"(13).
12. E afirmam claramente a dignidade real de Maria aqueles que a chamam "senhora", "dominadora" e "rainha".
13. Já numa homilia atribuída a Orígenes, Maria é chamada por Isabel não só "Mãe do meu Senhor", mas também "Tu, minha Senhora"(14).
14. O mesmo conceito se pode deduzir dum texto de s. Jerônimo, que expõe o próprio parecer acerca das várias interpretações do nome de Maria: "Saiba-se que Maria, na língua siríaca, significa Senhora".(15) Igualmente e com mais decisão, se exprime depois S. Pedro Crisólogo: "O nome hebraico Maria traduz-se por "Domina" em latim: "portanto o anjo chama-lhe Senhora para livrar do temor de escrava a mãe do Dominador, a qual nasce e se chama Senhora pelo poder do Filho".(16)
15. Santo Epifânio, bispo de Constantinopla, escreve ao Papa Hormisdas pedindo a conservação da unidade da Igreja "mediante a graça da Trindade una e santa e por intercessão de nossa Senhora, a santa e gloriosa virgem Maria, Mãe de Deus".(17)
16. Um autor do mesmo tempo dirige-se a Maria santíssima, sentada à direita de Deus, invocando-a solenemente como "Senhora dos mortais, santíssima Mãe de Deus".(18)
17. Santo André Cretense atribui muitas vezes a dignidade real à virgem Maria; escreve, por exemplo: "Leva [Jesus Cristo] neste dia da morada terrestre [para o céu], como rainha do gênero humano, a sua Mãe sempre virgem, em cujo seio, permanecendo Deus, tomou a carne humana".(19) E noutro lugar: "Rainha de todo o gênero humano, porque, fiel à significação do seu nome, se encontra acima de tudo quanto não é Deus".(20)
18. Do mesmo modo se dirige S. Germano à humildade da Virgem: "Senta-te, ó Senhora; sendo tu Rainha e mais eminente que todos os reis, pertence-te estar sentada no lugar mais nobre"(21); e chama-lhe: "Senhora de todos aqueles que habitam a terra".(22)
19. São João Damasceno proclama-a "rainha, protetora e senhora"(23) e também: "senhora de todas as criaturas"(24); e um antigo escritor da Igreja ocidental chama-lhe: "ditosa rainha", "rainha eterna junto do Filho Rei", e diz que ela tem a "nívea cabeça ornada com um diadema de ouro".(25)
20. Finalmente, S. Ildefonso de Toledo resume-lhe quase todos os títulos de honra nesta saudação: "Ó minha senhora, minha dominadora: tu dominas em mim, ó mãe do meu Senhor... Senhora entre as escravas, rainha entre as irmãs".(26)
21. Recolhendo a lição desses e outros inumeráveis testemunhos antigos, chamaram os teólogos a santíssima Virgem, rainha de todas as coisas criadas, rainha do mundo e senhora do universo.
22. Por sua vez, os sumos pastores da Igreja julgavam obrigação sua aprovar e promover a devoção à celeste Mãe e Rainha com exortação e louvores. Pondo de parte os documentos dos papas recentes, recordamos que já no século VII o nosso predecessor S. Martinho I chamou a Maria "gloriosa Senhora nossa, sempre virgem";(27) S. Agatão, na carta sinodal enviada aos padres do sexto concílio ecumênico, chamou-a "Senhora nossa, verdadeiramente e com propriedade Mãe de Deus";(28) e no século VIII, Gregório II, em carta ao patriarca S. Germano, que foi lida entre as aclamações dos padres do sétimo concílio ecumênico, proclamava Maria "Senhora de todos e verdadeira Mãe de Deus" e "Senhora de todos os cristãos".(29)
23. Apraz-nos recordar também que o nosso predecessor de imortal memória Sixto IV, querendo favorecer a doutrina da imaculada conceição da santíssima Virgem, começa a carta apostólica Cum praeexcelsa (30) chamando precisamente a Maria "rainha sempre vigilante, a interceder junto ao Rei, que ela gerou". Do mesmo modo Bento XIV, na carta apostólica Gloriosae Dominae (31), chama a Maria "rainha do céu e da terra", afirmando que o sumo Rei lhe contou, em certo modo, o seu próprio império. 
24. Por isso, S. Afonso de Ligório, tendo presente todos os testemunhos dos séculos precedentes, pôde escrever com a maior devoção: "Porque a virgem Maria foi elevada até ser Mãe do Rei dos reis, com justa razão a distingue a Igreja com o título de Rainha".(32)