Farás na arca uma janela, um côvado abaixo do seu cume; porás a porta da arca a um lado; farás nela um andar em baixo, um segundo, e um terceiro andar.
Eis que estou para derramar as águas do dilúvio sobre a terra, para fazer morrer toda a carne em que há sopro de vida debaixo do céu; tudo o que há sobre a terra perecerá.
Gen VIII, 4: No sétimo mês, no vigésimo sétimo dia do mês, parou a arca sobre os montes de Ararat.
Muitos questionam o motivo de Deus ter mergulhado a terra em água e polpado apenas Noé e sua família do castigo divino.
Após o pecado de Adão, o mundo caiu em corrupção e a e a decadência moral da humanidade, causando a quebra da ordem divina e consequentemente os frutos do pecado.
A maldade do homem se aflora e Deus vê isso e então decide trazer juízo sobre a terra, onde é revelada Sua justiça e vela a justiça de Deus e a seriedade do pecado, a terra estava cheia de violência, se afastando cada vez mais de seu Criado.
Deus ama a sua criação, não quis a sua extinção, e vendo graça em Noé, ordenou a construção da arca, entregando o seu projeto e as instruções detalhadas para a correta construção.
Veio o dilúvio, a caia despenca do céu, cobre toda a terra até ao pico mais alto. No capítulo VIII de Gênesis é narrado o fim do dilúvio e o novo começo. Com a arca repousando sobre as montanhas de Ararate, e as suas montanhas simbolizam o ponto de restauração e a providência de Deus.
Agora damos um salto de cerca de 6 a 7 mil anos aproximadamente, chegamos ao ano de 1948, Turquia moderna, na região das montanhas conhecidas como Masis ou Ağrı Dağı, identificada como sendo o Monte Ararat, após intensas chuvas e três terremotos na região, um pastor curdo descobriu uma estranha formação.
Passados onze anos, em 1959, um capitão da força área turca, Ilhan Durupinar, a serviço da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mapeando o local verificou que havia uma estranha formação que assemelhava a um barco de aproximadamente 150 metros, o local ficou conhecido como sítio Durupınar em sua homenagem.
A sua descoberta foi relatada ao governo turco e a grupos de arqueólogos, mas o descobrir e outros cientistas realizaram um levantamento em 1960, concluído que não havia vestígios arqueológicos visíveis e que era de origem natural.
Em 1977, o explorador amador Ron Wyatt, iniciou novas pesquisas e em 1980, outras pessoas juntaram a ele, o ex-astronauta James Irwin e o criacionista John D. Morris. Em 1985, outros como David Fasold e o geofísico John Baumgardner, também entraram para o estudo.
Fasold relatou que tinha encontrado restos fossilizados do convés superior dentro da formação e na vila próxima vizinha de Kazan, examinaram algumas pedras com furo, que acreditavam ser pedras de apoio ou âncoras, para segurar a Arca.
Apesar da empolgação inicial, alguns elementos da equipe duvidaram da veracidade do achado e o próprio Fasold com o passar do tempo começou a desacreditar, até que em 1997 ele não mais acreditava ser a Arca de Noé, escrevendo um artigo que intitulou como “A falsa Arca de Noé”.
As pesquisas não pararam, em 1997, enquanto um desacreditava outros apareciam, como Andrew Jones, fundador da Noah's Ark Scans.
Um salto interessante aconteceu em 2021, quando pesquisadores de duas universidades, uma dos Estados Unidos e outra da Turquia, relataram que, o monte em que a formação estava foi completamente inundado durante uma grande chuva, no período Calcolítico, entre 5,5 mil a 3 mil a.C, coincidindo com relato do dilúvio bíblico. No material coletado foi identificado vestígios semelhantes a argila, depósitos marinhos e restos de frutos do mar, incluindo moluscos.
Voltando a Andrew Jones, ele teria declarado que o local não é composto por rocha sólida ou calcário e assim "destruiría a teoria de que o sítio é um bloco de minerais moldado em barco por geleiras devido as intemperes, após descer a encosta da montanha, e que isso é o leito rochoso ao redor do qual a lama fluiu para moldar a forma de barco."
Segundo o pesquisador, os escaneamentos realizados pela equipe descobriram formas que assemelham a três níveis, com inúmeras câmeras bem divididas, corredores e seções.
Será mesmo a Arca de Noé? Para o mundo descrente há a necessidade de ver, tocar, sentir, cheirar para acreditar, a Fé é medíocre, se é que há alguma nesta geração.
São João XX, 29: Jesus disse-lhe: "Tu creste, Tomé, porque me viste; bem-aventurados os que crerem sem ter visto."
Assim ficamos com a equação para os céticos, se for a Arca verdadeira achada, cai por terra o evolucionismo e a crendice do mundo atual sola scientia e se não for realmente a Arca, mantém a fé de que todo relato nas Sagradas Escrituras é lenda.
"Para quem crê, nenhuma explicação é necessária; para quem não crê, nenhuma explicação é suficiente" - Santo Tomás de Aquino.
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Fontes:
Durupınar site - Wikipedia
Arca de Noé no Monte Ararat: novas evidências reforçam teoria
Researchers Ignite Noah’s Ark Debate After Saying Boat-Shaped Mound Near Mount Ararat ‘100%’ Man-Made


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