Pe. Leonel Franca S.J
Quereis ver ainda até a que baixezas o homem é degradado na pena de Lutero?
Lêde esta página que peço desculpas ao leitor de transcrever em toda a nudez cínica do seu realismo cru:
“Sei que se alguém experimentou o temor e o peso da morte preferira ser um porco a ver-se continuamente acabrunhado pelo vexame de semelhante opressão.
“Na sua lama, o suíno julga-se num leito de plumas; descansa pacificamente, ronca suavemente, dorme tranqüilamente; não teme reis nem senhores, morte nem inferno, demônio nem cólera divina; não o agita a menor preocupação, não se inquieta mesmo com a bolota que há de comer.
“E se o sultão de todas as Turquias acertasse de passar-lhe ao lado no fasto do seu poder e de sua realeza, ele conservaria toda a sua altivez e não sacudiria em sua honra uma só das suas cerdas.
“Se o enxotam, solta um grunhido, e se pudera falar diria: Pobre insensato, por que te irritas?
“Não tens a décima parte da minha felicidade, não passarás nunca uma só hora tão tranqüila, tão suave, tão calma, como todas as minhas ainda que fôras dez vezes mais rico e poderoso.
“Numa palavra, o porco vive numa segurança completa, sua vida é toda doçuras. Se o levam para o matadouro, pensa simplesmente que é um tronco de madeira ou uma pedra que o incomoda.
“Até morrer, não espera a morte. Antes, no momento e depois da morte, não experimenta o que é morrer; a vida lhe pareceu sempre boa e eterna.
“Neste ponto, nenhum rei, nem mesmo o messias dos judeus (o que eles ainda esperam), homem algum por mais hábil, rico, santo e poderoso, o poderá imitar”.
Fonte: Ap. Paquier, Luther et le luthéranisme, t. 11, pp. 10-11.
Nos inquilinos das pocilgas achou o reformador o ideal da felicidade!
Hino agora ao emancipador da dignidade humana, palmas ao libertador das consciências!
Pe. Leonel Franca S.J.: “A Igreja, a Reforma e a Civilização”, Livro III, Capítulo III, 1. Igreja, Reforma e Moral:
Fonte: http://lumenrationis.blogspot.com.br/p/pe-lonel-franca-sj.html#15073103

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