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A situação atual que passa a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSPX) demonstra mais uma vez o grave problema que continua não resolvido dentro da Igreja – uma realidade que não pode ser descartada, adiada indefinidamente ou simplesmente ignorada com o silêncio.
Nos anos seguintes ao Concílio, o arcebispo Marcel Lefebvre agiu sob a convicção de que elementos essenciais da vida da Igreja – a formação sacerdotal tradicional, a teologia sacramental que a moldou e a Missa que nutrira inúmeros santos – estavam sendo abandonados ou simplesmente suprimidos. E a Fraternidade de São Pio X surgiu em meio dessa crise e, por décadas, preservou essas realidades quando poucos outros estavam dispostos ou envolvidos com isso.
Essa preservação não era ideológica nem nostálgica. Exigia que os bispos ordenassem padres, confirmassem fiéis e governassem para que a vida sacramental tradicional da Igreja não fosse extinta durante um período de profunda agitação logo após o Concílio.
Como a geração de bispos que primeiro assumiu a responsabilidade de manter a tradição, em grande parte desapareceu, a Fraternidade levantou repetidamente uma preocupação concreta: sem novos bispos, a continuidade dessa formação sacerdotal e da vida sacramental não pode ser sustentada, desapareceria em poucos anos. E essa preocupação, não seria um pedido por novidades, poder ou exceção. É uma questão de saber se algo preservado a grande custo para o bem da Igreja agora será permitido desaparecer por pura falta de ação, despreocupação, apatia.
Quando tais preocupações são levantadas com calma, respeito e repetidamente – e quando são recebidas não com clareza, mas com silêncio – o próprio atraso se torna uma decisão. A inação vira um julgamento. E o silêncio começa a funcionar como resposta.
A unidade na Igreja não é preservada pela ambiguidade. Fidelidade não é uma ameaça. A tradição não é inimiga. Quando aqueles que contradizem abertamente o ensinamento da Igreja são tolerados, enquanto aqueles que buscam continuidade, a tradição é tratada como questionáveis, duvidosos, contestáveis, houve aí uma inversão.
Exige agora oração, honestidade e coragem – especialmente daqueles a quem confia a autoridade. A salvação das almas deve permanecer como a lei suprema da Igreja. O silêncio não pode ser a palavra final.
Fonte: https://www.lifesitenews.com/author/bishop-joseph-e-strickland/
Tradução: Blog Salve Regina
Um pouco de Dom Strickland:
Dom Joseph Edward Strickland, nasceu em Fredericksburg, Texas, EUA, em 31 de outubro de 1958. Bispo da cidade Tyler, a cidade das Rosas, no mesmo estado de 2012 até 2023, quando foi destituído pelo Papa Francisco, acusado de ser católico demais.
Foi nomeado bispo de Tyler em 29 de setembro de 2012, pelo papa Bento XVI e sua sagração ocorreu em 28 de novembro do mesmo ano.
Criticou durante as restrições impostas pela Covid, em 2020 escreveu para a sua Diocese que "rejeitem qualquer vacina que use restos mortais de crianças abortadas".
No mesmo ano Dom Strickland celebrou pela primeira vez a Missa no Rito Romano Tradicional em junho, descrevendo-a como reverente e bela, encorajando os católicos a comparecerem à Santa Missa Tradicional.
Em 8 de julho de 2022, republicou um vídeo com duras críticas ao Papa Francisco. No ano seguinte, houve uma visita apostólica à diocese de Tyler e após a dita visita apostólica, alguns cardeais mais próximos do Papa o teriam, supostamente, pressionado a forçar a renúncia do bispo.
Em uma carta aberta aos seus fiéis, Strickland se recusou a renunciar, "porque isso seria eu abandonando o rebanho que me foi confiado. O papa apoiou um "ataque ao sagrado" pelo Vaticano, comentou Dom Strickland.
Em 11 de novembro de 2023, o bispo de Tyler foi “expulso” de sua cadeira por um ato do Papa Francisco.

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