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| Cova da Iria em 1917 - Imagens: Internet |
"XIII Kalendas de novembro, aos 20 de outubro: Perto da vila de Tomar, em Portugal, santa Iria, Virgem e Mártir, cujo corpo foi sepultado honorificamente em Scálabis, lugar que, chamado hoje Santarém, ainda continua assinalada com o nome desta virgem. Martirológio Romano"
Um dos maiores eventos da cristandade desde a Ascenção de Nosso Senhor e Petencostes, foi sem dúvida as aparições de Nossa Senhora, Sua Santíssima Mãe, em Fátima Portugal, mais precisamente em um local que se chama Cova da Iria.
Muitas coisas hão de dizer sobre as aparições de Fátima, que não conseguimos mensurar a sua importância e significados dos eventos, fatos antepassados que remetem ao presente e do presente com a ligação com o passado.
Quando procuramos entender o que foram as aparições em Portugal, o por que ser ali, a história, os segredos entregues aos pastorinhos, tudo acaba se tornando mais enigmáticos e misteriosos do que já foi desvendado.
O local das Aparições tem sua história iniciada no século VII, envolvendo uma jovem mártir de dezoitos anos, Santa Iria e de uma outra jovem, não mártir, mas uma cristã convertida do islamismo do século XII, Fátima que receberá de seus pais o nome da filha mais nova da primeira esposa de Maomé e depois de convertida foi batizada como Oureana.
A Freguesia de Fátima foi fundada em 1568, após a sua separação da Colegiada de Ourém e antes, já no século XIV, no que era chamado planalto de Fátima, na vigília da Assunção de 1385, o rei João I e o beato Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, após terem feito um voto público a Maria, conseguiram uma vitória contra os espanhóis, por essa vitória o rei João I pediu ao papa Bonifácio IX que todas as Igrejas de Portugal fossem dedicadas a Santíssima Virgem, o documento foi promulgado pelo papa em um 13 de maio.
A Freguesia recebeu o nome de Fátima em homenagem a esposa do herói da reconquista Gonçalo Hermingués, o Traga-Mouros, filha de mouros, convertida e batizada, recebeu o nome de Oureana.
A Cova da Iria, onde Nossa Senhora apareceu em 1917, tem o nove de cova por ser uma depressão, como um vale e pertencia a família de Lúcia dos Santos, um local em levava rebanhos para pastorear e Iria em homenagem a Santa Iria, a mártir do século VI muito venerada na quela região.
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| Santa Iria: Imagem|: História de Santa Iria de Tomar |
Com o passar dos anos foi revelada sua beleza, aliada a uma inteligência e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, causando a cobiça de alguns, dentre os quais Britaldo filho único do governador, Castinaldo e de um o monge, por nome Remígio.
Conta-se que Britaldo teria apaixonado loucamente por Iria ao vê-la em procissão, o jovem encantado pela sua formosura, se apaixonou imediatamente e como não conseguira obtê-la em matrimônio começou por perder o apetite, o sono, a alegria e quase enlouqueceu, ficou doente e nada e ninguém o conseguiram curar daquele estranho mal.
Um dia, Iria teve sonhos que mostrava a doença de Britaldo, mostrando ser ela a causa da enfermidade. Então, decidiu ir visitar o infeliz e tentar dissuadi-lo daquele amor irracional. Depois de rezar as matinas, às margens do rio Nabão, dirigiu-se a casa do governador Castinaldo para ver seu filho doente.
Conversando com o enfermo, Iria disse que ela se prometera a Deus e jamais faltaria à promessa feita, o jovem ouvindo o seu relato, a fez prometer que nunca daria a outro o amor que a ele negava, ela lhe fez a promessa e após fazer o sinal da cruz na testa doe Britaldo, saiu deixando o cavaleiro saudável novamente, seu pai, Castinaldo, grato pela recuperação de seu filho, começou a ajudar o mosteiro, dando-lhe muitas esmolas e privilégios.
Dois anos passados, um monge por nome Remígio, responsável pela educação de Iria, começou a ter desejos por ela, rendendo a sua beleza e inteligência e deixando levar pelo maligno se apaixonou e começou a assediá-la, ela porém o repelia por diversas vezes de forma discreta, até que não suportando mais as suas investidas o repeliu-o mais violentamente e então, sentido ferido em seus desejos, Remígio, jurou a si mesmo vingar-se da virgem que desprezava os seus favores.
Envolto pelo desprezo preparou uma bebida obtida a partir do cozimento de plantas, ervas, flores e frutos e de forma sorrateira misturou na refeição de Iria, que sem saber da ação do monge, alimentou normalmente causando, em seguida, um mal estar, esticando seu abdômen ficando semelhante a uma mulher grávida, com isso o monge expulsou Iria do mosteiro, acusando-a de ter descumprindo seus votos, que ela teria faltado a castidade.
Remígio, para atacar Iria, espalhou que ela estava grávida e Britaldo sabendo dos boatos e movido por um ódio de que teria sido enganado e que Iria teria traído seu juramento, mandou um servo procurá-la e matá-la.
Iria, desolada e não acreditando que fora envolvida em tamanha trama, foi às margens do rio Nabão onde costumava fazer suas orações, rio este, que passa próximo ao convento, rezando e em prantos, foi localizada pelo servo que, sem nenhuma compaixão a matou, degolando-a com uma espada, e depois pegando o corpo o jogou no rio.
Seu corpo seguiu o curso do rio Nabão até o rio Tejo, deixando um rastro de sangue até o povoado de Scallabis onde foi localizado sob as areias do rio e ali sepultado em um tumulo de mármore construído pela população local e a partir de então passou a ter uma devoção pela mártir pois consideravam o encontro como um milagre.
Aos dezoito anos, Santa Iria, Virgem e Mártir, foi martirizada no dia 20 de outubro do ano de 653 e Scallabis, onde seu corpo foi localizado, passou a ser chamado de Santa Iria ou Santa Irene, derivando em nossos tempos para Santarém. O túmulo com o passar dos anos foi encoberto melo rio, ficando submerso e sua localização se perdeu ao longo do tempo.
Em 1295, mais de seiscentos anos após sua morte, em visita a Santarém, a rainha Santa Isabel desejava venerar o túmulo de Santa Iria que nesta época ainda estava desconhecido, perdido, quando a rainha santa aproximou de um local do rio suas águas abriram revelando o túmulo. Em agradecimento a Deus e à santa Iria, a rainha mandou erigir, ao lado do túmulo, um padrão que assinalasse o local exato onde o ele se encontrava. Mesmo após muitos anos e reformas, o padrão encontra ainda marcando o ponto em que o rio Tejo revelou onde as relíquias de santa Iria estão guardados.
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| Fátima Oureana: Imagem: A Fundação Oureana |
Levando consigo a moura, pediu a permissão a D. Afonso Henriques para desposá-la. Dom Henriques deu sua permissão sob uma condição, que Fátima se convertesse e batizada como cristã, o que lea concordou. Batizada, recebeu o nome Oureana, realizando em seguida suas bobas.
O casamento foi logo interrompido pela prematura morte de Fátima, Dom Gonçalo, movido pela dor abandonou as armas e se fez monge na abadia cisterciense de Alcobaça onde, com a permissão do superior do mosteiro, depositou o corpo da esposa e tempos depois foi nomeado superior de um novo mosteiro para onde foi levando consigo, os restos mortais de Oureana o depositando em uma nova igreja, que ainda está de pé e é dedicada a Nossa Senhora, hoje Nossa Senhora de Fátima.
Dizem que o nome de Fátima foi dado a freguesia onde viveram o casal antes de casarem e a Ourém, situada a cerca de 10 km a leste de Fátima, foi dado em homenagem a Oureana e o local é onde viveram o casal após o casamento.
Fátima, filha de Maomé, nasceu em 605 e morreu em 633, teve 04 filhos foi casada com um tal Ali, sem maiores informações, ele tinha 25 anos á época do casamento e ela 9 anos. A causa de sua morte seria uma doença vinculada a morte de seu pai, possivelmente hoje a chamada depressão.




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