Link 1: Diálogo de Carmelitas - YouTube espanhol
O filme "O diálogo das Carmelitas", de 1960, retrata o heroico martírio de dezesseis religiosas do Carmelo de Compiègne assassinadas por revolucionários maçons franceses que as levaram à guilhotina por ódio à religião no dia 17 de julho de 1794, no local hoje denominado "Place de la Nation", na época "Place du Trône Renversé". no segundo período do Terror da Revolução Francesa.
O filme é uma adaptação da peça “Diálogo das Carmelitas”, de George Bernanos, o qual, por sua vez, é uma versão do romance “Último ao Cadafalso”, de Gertrude von Le Fort, foi produzido por Jules Borkon, é estrelado por Jeanne Moreau, Alida Valli, Madeleine Renaud, Pascale Audret, Anne Doat e dirigido por Pierre Laurent.
Disponibilizo dois links para o filme. O primeiro consta com as legendas, porém a qualidade da imagem não é boa, o segundo possui uma boa qualidade da imagem, porém não há legendas, tem que acessar as configurações e ativar as legendas e a tradução. Há comentários que dizem que se assistir pela TV as legendas ficam disponíveis, não fiz o teste.
Link 1, dublado em espanhol: Diálogo de Carmelitas - YouTube
Link 2, dublado em espanhol versão de 1984:
Comenta o papa João Paulo I: Durante o processo ouviu-se a condenação: "À morte por fanatismo". E uma, na sua simplicidade, perguntou: — "Senhor Juiz, se faz favor, que quer dizer fanatismo?". Responde o juiz: — É pertencerdes tolamente à religião". — "Oh, irmãs!" — disse então a religiosa — "ouvistes, condenam-nos pelo nosso apego à fé. Que felicidade morrer por Jesus Cristo!". Fizeram-nas sair da prisão da Conciergerie, meteram-nas na carreta fatal e elas, pelo caminho, foram cantando hinos religiosos; chegando ao palco da guilhotina, uma atrás doutra ajoelharam-se diante da Prioresa e renovaram o voto de obediência. Depois entoaram o "Veni Creator"; o canto foi-se tornando, porém, cada vez mais débil, à medida que iam caindo, uma a uma, na guilhotina, as cabeças das pobres irmãs. Ficou para o fim a Prioresa, Irmã Teresa de Santo Agostinho; e as suas últimas palavras foram estas: "O amor sempre vencerá, o amor tudo pode". Eis a palavra exacta: não é a violência que tudo pode, é o amor que tudo pode.
O grupo de religiosas carmelitas lideradas por Madre Teresa de Santo Agostinho era composto por 16 mulheres: 10 freiras, 1 noviça, 3 irmãs leigas, 2 irmãs rodeiras:
Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoine) que era a Priora, * em Paris a 22 de setembro de 1752.
Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau), subpriora * em Belfort a 7 de dezembro de 1751.
Irmã Ana Maria de Jesus
Crucificado (Maria Ana
Piedcourt) * em Paris a 9 de dezembro de 1715.
Irmã Carlota da
Ressurreição (Ana Maria Madalena
Thouret) * em Mouy (Oise) a 7 de setembro de 1715.
Irmã Eufrásia da Imaculada
Conceição (Maria Cláudia
Cipriana Brard) * em Bourth (Eure) a 12 de maio de 1736.
Irmã Henriqueta de Jesus (Maria Francisca de Croissy) * em Paris a 18 de
junho de 1745.
Irmã Teresa do Coração de
Maria (Maria Ana Hanisset) * em
Reims (Marne) a 18 de janeiro de 1742.
Irmã Teresa de Santo
Inácio (Maria Gabriela Trézel) *
em Compiègne a 4 de abril de 1743.
Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristina de Neuville) * em Évreux (Eure) a
30 de dezembro de 1741.
Irmã Maria Henriqueta da
Providência (Maria Anita Pelras)
* em Cajarc (Lot) a 16 de junho de 1760.
Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), noviça * em
Saint-Denis (Seine) a 28 de maio de 1765.
Irmã Maria do Espírito
Santo (Angélica Roussel), irmã
leiga * em Fresne-Mazancourt (Somme) a 3 de agosto de 1742.
Irmã Santa Marta (Maria Dufour), irmã leiga * em Bannes (Sarthe)
a 2 de outubro de 1741.
Irmã S.Francisco Xavier (Isabel Julieta Vérolot, irmã leiga * em
Lignères (Aube) a 13 de janeiro de 1764.
Irmã Catarina Soiron, irmã rodeira (externa) * em Compiègne a 2 de
fevereiro de 1742.
Irmã Teresa Soiron, irmã rodeira (externa) * em Compiègne a 23 de janeiro de 1748.
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