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| Imagem: Catolicismo Romano |
Ao serem presos e questionados, sob tremenda tortura, o motivo da desobediência a lei do imperador, responderam "Sine dominico non possumus” (Sem o Domingo (Missa) não podemos).
Estamos chegando à primeiro de julho de 2026, quando publico este texto faltam dez dias para as Sagrações Episcopais tão aguarda de padres da Fraternidade Sacerdotal São Pio X que, em minha opinião, é o mais importante acontecimento desde a proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora em 1950 pelo Papa Pio XII, mais importante que as sagrações de 1988.
Há uma perseguição aos católicos atualmente, semelhante a do IV século, no império de Diocleciano e Maximiano, que produziu muitos mártires "O sangue dos mártires é semente para uma nova vida", exclamou Tertuliano no terceiro século, hoje os mártires perseguidos dentro da Igreja de Cristo, floresce em cada canto.
A Fraternidade desde a sua fundação foi tratada como um ser natimorto, pois não era uma “sociedade” desejada por aqueles que acabara de proclamar o Novus Ordu Missae.
A rejeição a Missa Antiga ou principalmente a Fraternidade, vai muito além do Rito Tradicional, do amor pela Missa, chamada de Tridentina ou de Sempre, devemos entender certos acontecimentos para chegar ao que hoje se tornou um campo de batalha no Vaticano, com um exército poderoso de um lado, com vários aliados contra um exército infimamente menor, sem aliados.
Voltemos, não a raiz, mas a um período em que o caule da árvore do mal já estava em um tamanho que o corte já não resolverá o problema, final da primeira metade do século XX, ano 1947.
Após a reunião, membros da conferência, principalmente Jules Isaac, levaram a ideia ao Papa da época, Pio XII, para que aplicasse as 10 preposições e realizasse outras alterações mais profundas, como no catecismo e também na liturgia católica, com a alteração da Missa, onde deveria retirar a “ideia” de Sacrifício.
Pio XII não fez as alterações de imediato, mas começou aquilo que seria o embrião da revolução litúrgica, a Missa Nova. Fez alterações na Liturgia da Semana Santa, de forma pontual nas orações pela conversão dos judeus, que até a reforma de 1956, não ajoelhavam os fiéis e a partir de então foi incluído o Oremus e Flectamus genua.
Mons. Léon Gromier, Prelado da Casa Pontifícia e Cônego da Basílica de São Pedro, consultor da Congregação dos Ritos desde os tempos do Papa São Pio X, comenta sobre as reformas da Semana Santa de 1956: um “ato de vandalismo,” “uma perda imensa e um ultraje para a história”, "a negação de princípios racionais" e o produto de uma "mentalidade pastoral impregnada de uma atitude populista, desfavorável ao clero”.
O primeiro documento do futuro Concílio, Sacrosanctum Concilium do Vaticano II, já estava pronto em 1949, o Rito Romano Tradicional e toda a Igreja de dois mil anos fora condenado, declarado morto seja qual fosse os eleitos futuros papas.
Com a morte de Pio XII veio João XXIII e Jules Isaac já acercou o papa, que já alterou ainda mais as orações para os judeus da Semana Santa, porém falta o golpe de mestre de Satanás, que veio primeiro com a convocação do Concílio, depois com a primeira reforma da Missa, com o Missal de 1965 que não agradou e depois a criação da nova com o Missal de 1969/1970.
Tudo estava caminhando para o planejado, a imposição da Missa nova, não criada mas adaptada a partir do rito anglicano, porém veio algo que não era esperado, a rejeição de padres e fiéis, o primeiro apelo de Agatha Christie para manter a Missa Antiga em 1969, a fundação da Fraternidade de São Pio X em 1970, o segundo apelo de Agatha Christie e mais de 50 personalidades sobre manter a Missa em 1971 a qual houve um indulto do Papa Paulo VI, porém deveriam utilizar o Missal de 1965 com as alterações de 1967, não foi permitido o uso nem do Missal de 1962 ou anteriores, pode ver mais no artigo Pedro, tu me amas?
Em 1º de novembro de 1970 foi fundada a Fraternidade Sacerdotal São Pio X com 11 seminaristas e seu fundador, a princípio aceita, na esperança de que, um Arcebispo com então 65 anos e um punhado de idealistas não vingaria. O tempo foi passando, o grupo não só estava permanecendo, como começou a crescer, com novos seminaristas, padres e benfeitores, em 1975 contavam com cerca de 127 seminaristas.
Com a ordenação de padres para a celebração da Missa antiga, o que iria totalmente de encontro com os ideais de Paulo VI e sua agenda talmúdica que buscava o fim daquele catolicismo anterior a 1960, foi orquestrada manobras para barrar as ordenações, mandou comissão, fez-se ameaças, retirada de aprovação concedida ao seminário, suspensão do arcebispo e dos sacerdotes ordenados e uma campanha para que as dioceses ao redor do mundo não incardinassem os novos padres.
O tempo foi passando Paulo VI morreu, assumiu brevemente João Paulo I e logo João Paulo II, uma esperança de trégua não durou muito, nada mudou, a pressão continuou, o objetivo de capitulação da Fraternidade continuava quase como uma obsessão, mas com a certeza de que o Arcebispo Lefebvre morresse logo e a sua casa acabasse, ajudava a acalmar os ânimos em Roma. Porém houve um pedido de sagrações de Bispos, isso não poderia ocorrer, sagrar bispos era prolongar a vida da Ordem, uma afronta as promessas de João XXIII e a missão de Paulo VI, teria que ser impedida.
Roma nega, Ècône reage, anuncia em 29 de junho de 1987 que realizará sagrações dos bispos. Em 30 de junho de 1988 são sagradas novos quatro bispos, mais um período de vida, mais um tempo para esperar, então, excomunhão neles, um grupo de covardes debanda da Fraternidade com medo das sanções, que logo o próximo papa, que era o responsável pela Doutrina da Fé no papa Polonês, reconhece o erro, arrepende ou sei lá o que, suspende as excomunhões, mas o embate continua.
A Fraternidade em1988:
Sacerdotes: 202 padres
Seminaristas: 213 candidatos
Irmãos: 13 religiosos
Oblatas: 28 mulheres
Fiéis: Aproximadamente (60.000) seguidores em todo o mundo
Da emissão do motu proprio Summorum Pontificum em 07 de julho de 2007, houve manifestações contrárias em todos os lados, principalmente no meio católico e talmúdico. Rabinos criticaram a decisão de Bento XVI de recuperar o missal anterior ao Concílio Vaticano II, que diziam ter "incluída" a famosa prece da Sexta-Feira Santa dos católicos para a conversão dos judeus.
"Este é o momento mais triste em minha vida como homem, padre e bispo, é um dia de luto, não apenas para mim, mas para muitas pessoas que trabalharam para o Segundo Concílio do Vaticano. Uma reforma para a qual muitas pessoas trabalharam, com grande sacrifício e apenas inspirada pelo desejo de renovar a Igreja, foi, agora, cancelada", disse Luca Brandolini, bispo, membro da comissão de liturgia da conferência de bispos italianos, ao jornal romano La Repubblica sobre o motu proprio Summorum Pontificum.
Em 16 de julho de 2021, o papa Francisco emitiu um motu próprio, Traditionis custodes, que voltava a restringir a celebração da Missa em rito tradicional e iniciava mais uma perseguição aos católicos, desde Paulo VI, com sua morte e a eleição de Leão XIV, quando muitos, pensava em um estilo Bento XVI, veja que a perseguição continua, não só segue as linhas do argentino como as implementas.
A destruição da Fraternidade São Pio X é necessária para que todo processo de supressão da Igreja Católica como ela é, seja concluído e com o fim dela, não só a Igreja anterior ao Concílio do Vaticano II desaparecerá, mas até os contrários como a Fraternidade São Pedro, IBP, Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, os véus, a comunhão de joelhos, o canto gregoriano, a Meditação do Santo Rosário, a Adoração Eucarística, a Semana Santa, a Páscoa católica e o Natal, tudo deve será destruído.
A Sagração dos novos bispos impedirá isso, é difícil de acreditar que, aqueles que se dizem tradicionais, historiadores ou os chamados conservadores, sejam contra as sagrações e não vejam ou não querem ver o que está por trás das negações do Vaticano em dar a autorização papal.
Dizem esses, que querem a comunhão com Roma, sim todos queremos, mas não com a Roma outrora conciliar e hoje sinodal, mas com a Roma Eterna Católica e destruir a Fraternidade é o necessário para que o acordo de João XXIII com Jules Isaac se concretize e enquanto ela, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, existir o catolicismo como ele é, continuará a existir, a Missa Tradicional, os Sacramentos, a família, o domingo reservado ao Senhor, tudo continuará.
Fraternidade São Pedro, IBP, Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, padres que celebram a Missa Tradicional, até os sedevantes só existem enquanto existir a Fraternidade de São Pio X.
A Fraternidade em 2026:
Sacerdotes: 733
Bispos: 2 (Dom Bernard Fellay e Dom Alfonso de Galarreta)
Seminaristas: 264
Irmãos Religiosos: 144
Irmãs da FSSPX: 226 professas e 20 noviças
Oblatas: 88
Casas/Priorados: 184
Locais de Missa: 798 (além de 79 comunidades amigas)
Países de Presença: 77
Fiéis: entre 500.000 e 600.000
“Ora, jamais aceitaremos, em nenhuma circunstância, que se condene o Concílio por meio de um símbolo (Missa Tradicional)”.
“Se fosse acolhida essa exceção, o Concílio inteiro teria falhado. E consequentemente a autoridade apostólica” – Paulo VI ao ler solicitações para a liberação da Missa Tradicional na França entregue por Jean Guilton – Artigo Paulo VI: "Liberar a Missa de Pio V é condenar o Concílio Vaticano II"
Em 1976 o “Izvestia”, órgão do partido comunista russo, reivindicou a Paulo VI em nome do Vaticano II a condenação de Mons Marcel Lefebvre e Ecône.
Igualmente, o diário comunista “L’Unitá” da Itália fez uma solicitação similar, quando Monsenhor fez um discurso, em Lille em 29 de agosto de 1976, contra o comunismo. Dirigindo ao papa “Tomai consciência do perigo que representa Lefebvre, e continuai o magnífico movimento de aproximação iniciado com o ecumenismo do Vaticano II.” – Artigo do Liberalismo à Apostasia: Paulo VI
"Defender-se não é apenas lícito, mas também uma expressão de amor à pátria. Quem não se defende, quem não defende algo, não o ama, enquanto aquele que defende, ama", Papa Francisco.
Oração Para pedir a canonização de D. Marcel Lefebvre
«Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, que vos dignastes elevar o Vosso fiel servo, Marcel Lefèbvre, à dignidade episcopal, obtendo-lhe a graça de ser um destemido defensor da Santa Missa, do Sacerdócio Católico, da Vossa Santa Igreja e da Santa Sé, um corajoso apóstolo do Vosso Reino sobre a Terra, um servo devoto de Vossa Santa Mãe, e um luminoso exemplo de caridade, humildade e todas as virtudes, concedei-nos, pelos seus méritos, a graça que dele imploramos, ou seja, que assegurados pela sua eficaz intercessão, o vejamos elevado à honra dos altares. Amém»

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